Qualquerumor

já virei calçada maltratada/ e na virada quase nada /me restou a curtição/ já virei o mundo quase mudo/ e no entanto num segundo/ esse blog veio a mão/ Já senti saudade/ Já fiz muita coisa errada/ Já dormi na rua/ Já pedi ajuda/ Mas devo atingir o bom senso/ Mas devo atingir o bom senso/ A imunização racional/

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

O amor é o tempo
de um olho no olho
doces encantos
em cada olhar

perpassam vislumbres
(sorrisos no rosto),
E a flor da menina a desabrochar.

O amor é um encanto
o doce do tempo
olho no olho a cada olhar

A vida se move
revela os momentos,
mas nunca deixa-se revelar.

O amor e a vida
caminham juntos
A vida em seu véu
o amor a se doar;

Mas se a vida sem eira
jaz qual defunto
Somente o amor para ressucitar...

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Luar

Tanto pode a praia ser tranquila
Como pode a vida não ser feia,
Mas eu sei que o amor dessa menina,
Caralho, não é brincadeira.

Olha a cor da pele, que veneno,
Olha a malandragem dos seus passos,
Eu não saio daqui, mas nem fudendo,
Ela me deixou hipnotizado.

Olha ela dançando, nem me olha.
Mas eu não vou tirar os olhos dela,
Seja noite, dia, o quer que seja!

lato e uivo por essa mulher!
Ainda mais que hoje é lua cheia
Ainda mais que a noite é longa e eu sou só dela.

Terça-feira, Novembro 03, 2009

Colado a minha face

Eu sou em uma máscara de ferro,
vivo ausente dos olhos do mundo.
Entre sorrisos, gracejos
Vivencias e medos,

me escondo
e encubro minha face entre subterfugios.

Em vida não sei quando ela pousou
sobre a minha face como um simbionte,
e preso a minhas vestes me atraiçoou
Me fazendo um bandido ou cigano sem fronte.

Ela que tanto me fez ser o que sou
mesmo que forma falsa de ser eu,
me faz ter por ela um certo amor
e um ódio indefeso tão fariseu.

em vão nem mais tento tira-la
ela se faz como uma forma de mim
Uma peste, cujo bacilo se instala
Entre as minhas vís organelas sem fim.

Ela é a peste, a caveira de metal.
É a lembrança de quando vivia em mim,
E se não a desfaço em tom quase fatal
é porque assim não serei mais ninguem:
Nem a ela, Nem a mim.

Terça-feira, Outubro 27, 2009

O mundo de lá

O mundo de lá...
Tantos sonhos nascem lá,
Nos legam tudo.
Carro, TV, poesia,
Tanto fogo, quase alegria:
Tudo.
Todas as minhas Drogas
Todas as minhas dores,
Tudo.

O indio morto
O preto preso
A faculdade
A liberdade,

Tudo.

Por mais que queiramos coisas novas
Por mais que criemos outros inícios,
não importa,
De uma forma ou de outra
Tudo nasceu lá.

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Negrume Celeste

A noite tem uma constante
De tristeza e irresoluta adoração
Pelos ares e os falsos semblantes
Pela sua irresoluta imensidão.

Belas mulheres e alegres meninas,
Turbulência, brancura, depravação,
Sorrisos doces e doces alucinantes
--------------.Amplidão.

Os olhos embotam as lágrimas cadentes
Quando ao longe a mulher se vai,
É o amor a irromper na gente...
Nos destrói, nos desvaira, se esvai.

Ao mesmo tempo meus olhos sorriem
Por uma brancura salpicada em raso flerte...
É a leviandade ante a ruir minhas narinas
Ou a liberdade a me invadir assim solerte?

Mas tais questões dispersam pela noite
Por teus olhares, teus desterros, tua má fé,
Ente a bailar pelas almas como quem some
Como uma música , um poema, uma mulher.

Terça-feira, Outubro 13, 2009

Três quartetos

O verso é o terreno da calma
Não cabe a embriaguês do mar
Por tal não traduzo minha alma
Prefiro em tua noite embalar.

O mar é o lar das tempestades
Verdadeiro porta-voz da imensidão,
E o verso quando fala não sabe
decifrar o mar em teu bordão.

Por isso quero um beijo teu menina!
Quem sabe nesse enleio vá encontrar
O verso que trespasse tal enigma
O verso que traduza a voz do mar.

Terça-feira, Outubro 06, 2009

Na defensiva

não vivo na sua pele
não sei qual seu recado
nem vou ficar sonhando,
pois prefiro estar acordado.

Pressinto o paraiso
nesse gosto de inferno
que traz no seu sorriso,
mas eu vou ficar esperto,

Pois eu não sou mais garoto
nem sei qual poesia,
Menina, nos seus sonhos
me traz!

Mas sei que não é
nenhuma Meireles
nem nenhum Moraes!