Os verdes são vários
Ondulações em matéria
Reflexões, prisma, cristais
(belezas de cada caminho).
Eles despontam em mim
Ou despontaram outrora
Entre ramos enrolados
E ideias complexas de menino.
Agora? São só dois olhos
(Olham do mesmo jeito)
E tudo como foi e será.
Os verdes são vários:
De um lado a simplicidade do desvario
de outro a comunhão na solidão.
terça-feira, novembro 30, 2010
domingo, novembro 07, 2010
Naturalidade
E os poemas
Aqueles versos dedicados ao nada
Agora flutuam pela brisa
cintilantes e prósperos
pela estrada.
Embora algo tenha ficado
como uma musica do vento
recheado de nada,
porém audaz e violento
E assim tudo fôra indo
E os meus olhos ao fechar se abrindo
E de uma hora pra outra
aqui estou.
No entanto tão natural
(salvo as crises)
tudo igual.
Aqueles versos dedicados ao nada
Agora flutuam pela brisa
cintilantes e prósperos
pela estrada.
Embora algo tenha ficado
como uma musica do vento
recheado de nada,
porém audaz e violento
E assim tudo fôra indo
E os meus olhos ao fechar se abrindo
E de uma hora pra outra
aqui estou.
No entanto tão natural
(salvo as crises)
tudo igual.
sábado, outubro 30, 2010
vagueza
Ainda aqui.
Ainda assim
Ainda.
Ainda caminho a passos rápidos
persisto em sofrer de mansinho a cada dia
serenidades me acham
e encontro
uma outra forma de agonia.
as vezes choro
as vezes rezo
as vezes penso
converso também,
prossigo.
caminhando até a hora ultima
fugindo e caindo em abismos.
Ainda assim
Ainda.
Ainda caminho a passos rápidos
persisto em sofrer de mansinho a cada dia
serenidades me acham
e encontro
uma outra forma de agonia.
as vezes choro
as vezes rezo
as vezes penso
converso também,
prossigo.
caminhando até a hora ultima
fugindo e caindo em abismos.
quinta-feira, outubro 28, 2010
Primeiro passo
Tenho passos
Tenho mãos
Caminhos a percorrer,
suavemente saúdo
O que haverei de viver.
Tenho passos
Tenho mãos,
Encantos e um porquê,
e uma vontade eterna
de simplesmente ser,
Tenho passos
Tenho mãos
frutífero alvorecer,
Embora o embora me seja
um caminho a se transceder.
Tenho passos
Tenho mãos,
E o que mais haverei de ter?
Talvez um sossego-unção
e um repousar ao viver
Tenho mãos
Caminhos a percorrer,
suavemente saúdo
O que haverei de viver.
Tenho passos
Tenho mãos,
Encantos e um porquê,
e uma vontade eterna
de simplesmente ser,
Tenho passos
Tenho mãos
frutífero alvorecer,
Embora o embora me seja
um caminho a se transceder.
Tenho passos
Tenho mãos,
E o que mais haverei de ter?
Talvez um sossego-unção
e um repousar ao viver
domingo, outubro 24, 2010
segunda-feira, abril 26, 2010
Historinha
Ela é tão pequena
Tão serena e mesmo assim
Percebo nos teus olhos
Uma profundeza sem fim.
Esta todo tempo alerta
Em sua alegria faceira
Diz que não gosta de malandragem,
Mas joga capoeira.
Toda vez que ela me vê
Não deixa de perguntar
Se ainda faço poemas,
E se aprendi a cantar.
Eu sempre respondo besteira
E fico todo embaraçado
É que ela me olha nos olhos
Com teus olhos amendoados.
E no fim tudo permanece
Do jeito que sempre foi
Eu ca fazendo poemas
E ela pensando em nós dois.
Tão serena e mesmo assim
Percebo nos teus olhos
Uma profundeza sem fim.
Esta todo tempo alerta
Em sua alegria faceira
Diz que não gosta de malandragem,
Mas joga capoeira.
Toda vez que ela me vê
Não deixa de perguntar
Se ainda faço poemas,
E se aprendi a cantar.
Eu sempre respondo besteira
E fico todo embaraçado
É que ela me olha nos olhos
Com teus olhos amendoados.
E no fim tudo permanece
Do jeito que sempre foi
Eu ca fazendo poemas
E ela pensando em nós dois.
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
Ao fim
Estes versos que te dedico
são simples, são belos,
E dai?
Eu não te amo, você não me ama,
sequer nos gostamos.
Houve uma noite boa,
Um desejo de iludir,
E dai?
Vamos seguir nossos caminhos,
não é mesmo?
são simples, são belos,
E dai?
Eu não te amo, você não me ama,
sequer nos gostamos.
Houve uma noite boa,
Um desejo de iludir,
E dai?
Vamos seguir nossos caminhos,
não é mesmo?
quinta-feira, janeiro 28, 2010
pela manhã
Sentado,
O vento sussurrando,
As ondas batendo caladas
Pelo mar.
Um bêbado sorri,
Duas mulheres conversam
Um papo tranquilo,
Devagar.
Me canso,
vou até elas:
Talvez olhem minhas coisas,
Quero ir ao mar.
Trocamos palavras,
Rápidas palavras,
Apresso meu passo,
Vou ao mar.
No mar me benzo,
Poucos mergulhos
Volto as mulheres
Pego minhas coisas
E vou para casa.
O vento sussurrando,
As ondas batendo caladas
Pelo mar.
Um bêbado sorri,
Duas mulheres conversam
Um papo tranquilo,
Devagar.
Me canso,
vou até elas:
Talvez olhem minhas coisas,
Quero ir ao mar.
Trocamos palavras,
Rápidas palavras,
Apresso meu passo,
Vou ao mar.
No mar me benzo,
Poucos mergulhos
Volto as mulheres
Pego minhas coisas
E vou para casa.
sábado, dezembro 26, 2009
Mulher que passa
Meu Deus, eu quero a mulher que passa.
Seu dorso frio é um campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca fresca!
Oh! como és linda, mulher que passas
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pêlos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da ventania.
Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Como te adoro, mulher que passas
Que vens e passas, que me sacias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Por que me faltas, se te procuro?
Por que me odeias quando te juro
Que te perdia se me encontravas
E me encontrava se te perdias?
Por que não voltas, mulher que passas?
Por que não enches a minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca encontrada?
Por que não voltas à minha vida?
Para o que sofro não ser desgraça?
Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Eu quero-a agora, sem mais demora
A minha amada mulher que passa!
No santo nome do teu martírio
Do teu martírio que nunca cessa
Meu Deus, eu quero, quero depressa
A minha amada mulher que passa!
Que fica e passa, que pacifica
Que é tanto pura como devassa
Que bóia leve como a cortiça
E tem raízes como a fumaça.
-------------------- Vinicius de Moraes
Seu dorso frio é um campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca fresca!
Oh! como és linda, mulher que passas
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pêlos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da ventania.
Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Como te adoro, mulher que passas
Que vens e passas, que me sacias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Por que me faltas, se te procuro?
Por que me odeias quando te juro
Que te perdia se me encontravas
E me encontrava se te perdias?
Por que não voltas, mulher que passas?
Por que não enches a minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca encontrada?
Por que não voltas à minha vida?
Para o que sofro não ser desgraça?
Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Eu quero-a agora, sem mais demora
A minha amada mulher que passa!
No santo nome do teu martírio
Do teu martírio que nunca cessa
Meu Deus, eu quero, quero depressa
A minha amada mulher que passa!
Que fica e passa, que pacifica
Que é tanto pura como devassa
Que bóia leve como a cortiça
E tem raízes como a fumaça.
-------------------- Vinicius de Moraes
sexta-feira, dezembro 18, 2009
O fogo (do poema de Vinicius denominado Os Quatro Elementos)
O sol, desrespeitoso do equinócio
Cobre o corpo da Amiga de desvelos
Amorena-lhe a tez, doura-lhe os pelos
Enquanto ela, feliz, desfaz-se em ócio.
E ainda, ademais, deixa que a brisa roce
O seu rosto infantil e os seus cabelos
de modo que eu, por fim, vendo o negócio
Não me posso impedir de pôr-me em zelos.
E pego, encaro o sol com ar de briga
ao mesmo tempo que, num desafogo
Proibo-a formalmente que prossiga
Com aquele dúbio e perigoso jogo...
e para protegê-la, cubro a amiga
Com a sombra espessa do meu corpo em fogo.
Cobre o corpo da Amiga de desvelos
Amorena-lhe a tez, doura-lhe os pelos
Enquanto ela, feliz, desfaz-se em ócio.
E ainda, ademais, deixa que a brisa roce
O seu rosto infantil e os seus cabelos
de modo que eu, por fim, vendo o negócio
Não me posso impedir de pôr-me em zelos.
E pego, encaro o sol com ar de briga
ao mesmo tempo que, num desafogo
Proibo-a formalmente que prossiga
Com aquele dúbio e perigoso jogo...
e para protegê-la, cubro a amiga
Com a sombra espessa do meu corpo em fogo.
sábado, dezembro 12, 2009
Menina se quer casar
Menina se quer casar,
Não busque amor em todos
Menina se quer casar
Procure um homem de Touro.
Procure homem de Touro
Que te cuide com carinho
Que leve café na cama
Olhe por seus caminhos
Procure um Taurino forte
Daqueles firmes e belos
Soltando pelas ventanas
Um amorzinho singelo.
Singelo, mas decidido
Sem juras, badalações
Amor transmitido nos atos
Resistente a furacões.
Persiga menina, Ache
Este nascido da terra;
Detentor de tuas certezas
Seja na paz, seja na guerra.
Mas veja menina, relaxe
Se acaso não conseguir.
Se a vida não lhe ofertar
Há o libriano aqui.
Não busque amor em todos
Menina se quer casar
Procure um homem de Touro.
Procure homem de Touro
Que te cuide com carinho
Que leve café na cama
Olhe por seus caminhos
Procure um Taurino forte
Daqueles firmes e belos
Soltando pelas ventanas
Um amorzinho singelo.
Singelo, mas decidido
Sem juras, badalações
Amor transmitido nos atos
Resistente a furacões.
Persiga menina, Ache
Este nascido da terra;
Detentor de tuas certezas
Seja na paz, seja na guerra.
Mas veja menina, relaxe
Se acaso não conseguir.
Se a vida não lhe ofertar
Há o libriano aqui.
quinta-feira, dezembro 03, 2009
Santo Amaro (de Augusto Alves de Sant'ana)
Meu Santo Amaro belo, amigo e hospitaleiro
Dos ricos massapês, dos engenhos antigos
Dos nobres, dos barões, de um povo prazenteiro
Que a todo instante vive a granjear amigos.
Bem vês que tenho orgulho enorme, sobranceiro,
De ver por toda a parte, em teu torrão, abrigos,
Pois sei bem Tu quem és, o grande cavaleiro
Que vence com amor os fortes inimigos.
Nos teus canaviais de leque aberto ao vento
Sinto o cheiro do mel a adocicar-te a vida.
O teu maculelê, com ginga e encantamento,
Lembra a tua capoeira alegre e divertida.
Na tua catedral está meu pensamento
E em todo o teu passado, enfim, terra querida.
--------------------------------------- Salvador, 5 de maio de 1977.
Dos ricos massapês, dos engenhos antigos
Dos nobres, dos barões, de um povo prazenteiro
Que a todo instante vive a granjear amigos.
Bem vês que tenho orgulho enorme, sobranceiro,
De ver por toda a parte, em teu torrão, abrigos,
Pois sei bem Tu quem és, o grande cavaleiro
Que vence com amor os fortes inimigos.
Nos teus canaviais de leque aberto ao vento
Sinto o cheiro do mel a adocicar-te a vida.
O teu maculelê, com ginga e encantamento,
Lembra a tua capoeira alegre e divertida.
Na tua catedral está meu pensamento
E em todo o teu passado, enfim, terra querida.
--------------------------------------- Salvador, 5 de maio de 1977.
quinta-feira, novembro 26, 2009
Boatos
Mas vive assim perdida e tão serena
Nos lábios calmos daquela menina
Uma paz com um cheirinho de açucena,
Sabia?
Eu ouvi dizer de um tal rapaz...
Não tive, não provei, mas vou provar,
Quem sabe seja minha aquela paz?
Vou lá.
Nos lábios calmos daquela menina
Uma paz com um cheirinho de açucena,
Sabia?
Eu ouvi dizer de um tal rapaz...
Não tive, não provei, mas vou provar,
Quem sabe seja minha aquela paz?
Vou lá.
sexta-feira, novembro 20, 2009
O amor é o tempo
de um olho no olho
doces encantos
em cada olhar
perpassam vislumbres
(sorrisos no rosto),
E a flor da menina a desabrochar.
O amor é um encanto
o doce do tempo
olho no olho a cada olhar
A vida se move
revela os momentos,
mas nunca deixa-se revelar.
O amor e a vida
caminham juntos
A vida em seu véu
o amor a se doar;
Mas se a vida sem eira
jaz qual defunto
Somente o amor para ressucitar...
de um olho no olho
doces encantos
em cada olhar
perpassam vislumbres
(sorrisos no rosto),
E a flor da menina a desabrochar.
O amor é um encanto
o doce do tempo
olho no olho a cada olhar
A vida se move
revela os momentos,
mas nunca deixa-se revelar.
O amor e a vida
caminham juntos
A vida em seu véu
o amor a se doar;
Mas se a vida sem eira
jaz qual defunto
Somente o amor para ressucitar...
quarta-feira, novembro 11, 2009
Luar
Tanto pode a praia ser tranquila
Como pode a vida não ser feia,
Mas eu sei que o amor dessa menina,
Caralho, não é brincadeira.
Olha a cor da pele, que veneno,
Olha a malandragem dos seus passos,
Eu não saio daqui, mas nem fudendo,
Ela me deixou hipnotizado.
Olha ela dançando, nem me olha.
Mas eu não vou tirar os olhos dela,
Seja noite, dia, o quer que seja!
lato e uivo por essa mulher!
Ainda mais que hoje é lua cheia
Ainda mais que a noite é longa e eu sou só dela.
Como pode a vida não ser feia,
Mas eu sei que o amor dessa menina,
Caralho, não é brincadeira.
Olha a cor da pele, que veneno,
Olha a malandragem dos seus passos,
Eu não saio daqui, mas nem fudendo,
Ela me deixou hipnotizado.
Olha ela dançando, nem me olha.
Mas eu não vou tirar os olhos dela,
Seja noite, dia, o quer que seja!
lato e uivo por essa mulher!
Ainda mais que hoje é lua cheia
Ainda mais que a noite é longa e eu sou só dela.
terça-feira, novembro 03, 2009
Colado a minha face
Eu sou em uma máscara de ferro,
vivo ausente dos olhos do mundo.
Entre sorrisos, gracejos
Vivencias e medos,
me escondo
e encubro minha face entre subterfugios.
Em vida não sei quando ela pousou
sobre a minha face como um simbionte,
e preso a minhas vestes me atraiçoou
Me fazendo um bandido ou cigano sem fronte.
Ela que tanto me fez ser o que sou
mesmo que forma falsa de ser eu,
me faz ter por ela um certo amor
e um ódio indefeso tão fariseu.
em vão nem mais tento tira-la
ela se faz como uma forma de mim
Uma peste, cujo bacilo se instala
Entre as minhas vís organelas sem fim.
Ela é a peste, a caveira de metal.
É a lembrança de quando vivia em mim,
E se não a desfaço em tom quase fatal
é porque assim não serei mais ninguem:
Nem a ela, Nem a mim.
vivo ausente dos olhos do mundo.
Entre sorrisos, gracejos
Vivencias e medos,
me escondo
e encubro minha face entre subterfugios.
Em vida não sei quando ela pousou
sobre a minha face como um simbionte,
e preso a minhas vestes me atraiçoou
Me fazendo um bandido ou cigano sem fronte.
Ela que tanto me fez ser o que sou
mesmo que forma falsa de ser eu,
me faz ter por ela um certo amor
e um ódio indefeso tão fariseu.
em vão nem mais tento tira-la
ela se faz como uma forma de mim
Uma peste, cujo bacilo se instala
Entre as minhas vís organelas sem fim.
Ela é a peste, a caveira de metal.
É a lembrança de quando vivia em mim,
E se não a desfaço em tom quase fatal
é porque assim não serei mais ninguem:
Nem a ela, Nem a mim.
terça-feira, outubro 27, 2009
O mundo de lá
O mundo de lá...
Tantos sonhos nascem lá,
Nos legam tudo.
Carro, TV, poesia,
Tanto fogo, quase alegria:
Tudo.
Todas as minhas Drogas
Todas as minhas dores,
Tudo.
O indio morto
O preto preso
A faculdade
A liberdade,
Tudo.
Por mais que queiramos coisas novas
Por mais que criemos outros inícios,
não importa,
De uma forma ou de outra
Tudo nasceu lá.
Tantos sonhos nascem lá,
Nos legam tudo.
Carro, TV, poesia,
Tanto fogo, quase alegria:
Tudo.
Todas as minhas Drogas
Todas as minhas dores,
Tudo.
O indio morto
O preto preso
A faculdade
A liberdade,
Tudo.
Por mais que queiramos coisas novas
Por mais que criemos outros inícios,
não importa,
De uma forma ou de outra
Tudo nasceu lá.
terça-feira, outubro 20, 2009
Negrume Celeste
A noite tem uma constante
De tristeza e irresoluta adoração
Pelos ares e os falsos semblantes
Pela sua irresoluta imensidão.
Belas mulheres e alegres meninas,
Turbulência, brancura, depravação,
Sorrisos doces e doces alucinantes
--------------.Amplidão.
Os olhos embotam as lágrimas cadentes
Quando ao longe a mulher se vai,
É o amor a irromper na gente...
Nos destrói, nos desvaira, se esvai.
Ao mesmo tempo meus olhos sorriem
Por uma brancura salpicada em raso flerte...
É a leviandade ante a ruir minhas narinas
Ou a liberdade a me invadir assim solerte?
Mas tais questões dispersam pela noite
Por teus olhares, teus desterros, tua má fé,
Ente a bailar pelas almas como quem some
Como uma música , um poema, uma mulher.
De tristeza e irresoluta adoração
Pelos ares e os falsos semblantes
Pela sua irresoluta imensidão.
Belas mulheres e alegres meninas,
Turbulência, brancura, depravação,
Sorrisos doces e doces alucinantes
--------------.Amplidão.
Os olhos embotam as lágrimas cadentes
Quando ao longe a mulher se vai,
É o amor a irromper na gente...
Nos destrói, nos desvaira, se esvai.
Ao mesmo tempo meus olhos sorriem
Por uma brancura salpicada em raso flerte...
É a leviandade ante a ruir minhas narinas
Ou a liberdade a me invadir assim solerte?
Mas tais questões dispersam pela noite
Por teus olhares, teus desterros, tua má fé,
Ente a bailar pelas almas como quem some
Como uma música , um poema, uma mulher.
terça-feira, outubro 13, 2009
Três quartetos
O verso é o terreno da calma
Não cabe a embriaguês do mar
Por tal não traduzo minha alma
Prefiro em tua noite embalar.
O mar é o lar das tempestades
Verdadeiro porta-voz da imensidão,
E o verso quando fala não sabe
decifrar o mar em teu bordão.
Por isso quero um beijo teu menina!
Quem sabe nesse enleio vá encontrar
O verso que trespasse tal enigma
O verso que traduza a voz do mar.
Não cabe a embriaguês do mar
Por tal não traduzo minha alma
Prefiro em tua noite embalar.
O mar é o lar das tempestades
Verdadeiro porta-voz da imensidão,
E o verso quando fala não sabe
decifrar o mar em teu bordão.
Por isso quero um beijo teu menina!
Quem sabe nesse enleio vá encontrar
O verso que trespasse tal enigma
O verso que traduza a voz do mar.
terça-feira, outubro 06, 2009
Na defensiva
não vivo na sua pele
não sei qual seu recado
nem vou ficar sonhando,
pois prefiro estar acordado.
Pressinto o paraiso
nesse gosto de inferno
que traz no seu sorriso,
mas eu vou ficar esperto,
Pois eu não sou mais garoto
nem sei qual poesia,
Menina, nos seus sonhos
me traz!
Mas sei que não é
nenhuma Meireles
nem nenhum Moraes!
não sei qual seu recado
nem vou ficar sonhando,
pois prefiro estar acordado.
Pressinto o paraiso
nesse gosto de inferno
que traz no seu sorriso,
mas eu vou ficar esperto,
Pois eu não sou mais garoto
nem sei qual poesia,
Menina, nos seus sonhos
me traz!
Mas sei que não é
nenhuma Meireles
nem nenhum Moraes!
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