olha o verde chegando
em todos os cantos do mundo!
Teu cheiro é verde e seu passo
verdeja a cada segundo...
É verde o laço que traço
nos olhos (teu olhar mais profundo),
e o verde deste poema, faço
que seja as verdades do mundo.
domingo, agosto 23, 2009
sexta-feira, agosto 14, 2009
Familia
Há uma casa ao lado do sitio
luz acesa, ar tranqüilo.
Ela aparece no ar enquanto a vida prossegue...
A família pouco se atém aos acenos da noite,
Apenas colocam casacos de veludo
E seguem...
meu tio da uma risada gostosa
sincera e espalhafatosa
minhã tia não para de trabalhar,
uma boa pessoa, dificil de achar...
Um outro tio é um beberrão safado
Mas tem bons filhos filhos, e um ogum consagrado
Meu outro tio é catolico até os ossos,
mas bem culto, com filhos maravilhosos.
e tem minha mãe...
A mais Linda,
um coração de mãe...
luz acesa, ar tranqüilo.
Ela aparece no ar enquanto a vida prossegue...
A família pouco se atém aos acenos da noite,
Apenas colocam casacos de veludo
E seguem...
meu tio da uma risada gostosa
sincera e espalhafatosa
minhã tia não para de trabalhar,
uma boa pessoa, dificil de achar...
Um outro tio é um beberrão safado
Mas tem bons filhos filhos, e um ogum consagrado
Meu outro tio é catolico até os ossos,
mas bem culto, com filhos maravilhosos.
e tem minha mãe...
A mais Linda,
um coração de mãe...
domingo, agosto 09, 2009
E ai?
O que é que falta?
uma palavra amena?
uma sílaba no poema?
um fim desses casual?
uma canção de amor banal?
Ou um pouco de travessuras?
Loucuras na cama? a lua?
Me diga, por que essa merda?
Quer que eu seja um palerma?
Ou quem sabe um asceta?
Açguém que diz "então tá"?
O que você pede de mim?
Uma fugaz euforia?
Festas, danceterias?
Diga, eu estou esperando,
Não tenho esse tempo todo.
uma palavra amena?
uma sílaba no poema?
um fim desses casual?
uma canção de amor banal?
Ou um pouco de travessuras?
Loucuras na cama? a lua?
Me diga, por que essa merda?
Quer que eu seja um palerma?
Ou quem sabe um asceta?
Açguém que diz "então tá"?
O que você pede de mim?
Uma fugaz euforia?
Festas, danceterias?
Diga, eu estou esperando,
Não tenho esse tempo todo.
domingo, julho 26, 2009
Elegia (Breve elogio fúnebre)
Aqui jaz a vida:
Ocaso como Acaso de si.
Estampada na alma de quem não suicida
A alma e a vida que há para si.
Aqui jaz a vida:
acaso da Razão,
frutífero Ruir.
Sorriso nos olhos da mulher embevecida,
Compasso e o pesadelo dos sonhos
que estão por vir...
Aqui jaz a vida:
Semente do derradeiro,
Solilóquio dos estrangeiros
de sí.
Ocaso como Acaso de si.
Estampada na alma de quem não suicida
A alma e a vida que há para si.
Aqui jaz a vida:
acaso da Razão,
frutífero Ruir.
Sorriso nos olhos da mulher embevecida,
Compasso e o pesadelo dos sonhos
que estão por vir...
Aqui jaz a vida:
Semente do derradeiro,
Solilóquio dos estrangeiros
de sí.
quarta-feira, julho 22, 2009
Sobre um blog Muito lindo!
http://dasideiasdecaioruda.blogspot.com
Poderia fazer uma apresentação do tipo:
Estudante de Psicologia nascido no interior da Bahia e bla bla bla...
Mas não, vou dar a real: Este é um poeta do caralho que raramente é encontrado por estes blogs net a fora.
Mas enfim, acabei de conhecer a poética dele e por isso essa empolgação toda!
Poderia fazer uma apresentação do tipo:
Estudante de Psicologia nascido no interior da Bahia e bla bla bla...
Mas não, vou dar a real: Este é um poeta do caralho que raramente é encontrado por estes blogs net a fora.
Mas enfim, acabei de conhecer a poética dele e por isso essa empolgação toda!
terça-feira, julho 21, 2009
Marra
Deu o primeiro drible
safado, olhando de lado,
chamou de bicha o zagueiro:
sorrindo, desaforado.
Driblou o segundo brincando
parou e bateu pontinho!
E quando outro veio rasgando,
deu uma tabaca e seguiu.
Ainda faltava três,
mas viu o goleiro adiantado,
então, com desfaçatez,
encubriu e saiu po abraço...
safado, olhando de lado,
chamou de bicha o zagueiro:
sorrindo, desaforado.
Driblou o segundo brincando
parou e bateu pontinho!
E quando outro veio rasgando,
deu uma tabaca e seguiu.
Ainda faltava três,
mas viu o goleiro adiantado,
então, com desfaçatez,
encubriu e saiu po abraço...
sexta-feira, julho 17, 2009
Poesia Contemplada
Entre o amor e a poesia
Singela como toda poesia
E poética como toda calma
Aldaz como o sol dos meus dias,
Amada.
Mais bela que a bela da fera
Mais linda que o ato de adão
Mais fina que a consternação
Alada.
Mais nova que a velha poesia
Bravia igual as ondas do mar
Confusa como uma romaria
Tortuosa como ocasos do amar.
Embora lhe seja perfeita
As noites de mar e luar
Em vão te traço a poesia
Como um desejo sem par
Conforme as razões do meu dia
Conforme o não se conformar...
(Os olhos embotam-se a lágrima
os olhos são olhos e solidão
Os olhos são modos de calma
que acalma a mais quente paixão).
E assim sei nestes novos dias
Poética e póstuma é minha alma,
Pois a paixão é o reverso da poesia
E as poesias são mortes e lástimas,
Então por fim se inicia
O mais novo enlace poético
Como matéria sem alegria
Traço a poesia sem fins magnéticos.
Foi com algum ar de inquietação que Martim leu aqueles versos. Talvez tenha estremecido um pouco e chegou até a ameaçar quedas de lágrimas. Mas conteve-se. Um poeta saído daqueles ares duros e abafados no pregão das madrugadas foi no mínimo inovador. Ele pensou em guardar os versos pra si, olhou pro lado olhou pro outro, mas desistiu. Poeta... Onde já se viu trabalhador com essa capacidade poética, com essa fineza típica dos letrados nas artes da poesia romanesca? Não que ele fosse preconceituoso, mas essa era uma poesia que costumavam altear nos seus tempos de faculdade, quando freqüentava as festas loucas no FFCH e quando amigos lhes mostravam as mais belas (e algumas não tão belas assim) poesias. Mas naquele trabalhador rude e gaiato, propenso às mais esculhambadas pataquadas, não esperava nem um pouco. E aquela consciência do local definido da poesia moderna.... Aquela fineza de vocabulário... Ficou impressionado. Certo que não era a poesia de nenhum Vinicius de Moraes, mas era muito boa. Vinicius de Moraes mesmo teria dito isso, logo ele que era um amante do povo e de sua “Pátria tua” tão pobrinha? Que tinha vontade de nina-la e se orgulhava de torcer pelo (fudido) Botafogo? É, com certeza teria dito isso. No mais ficou feliz de ter um empregado desses, certo que não era seu empregado, mas era de cargo superior (iria comentar isso com seus amigos). Resolveu lê-la de novo, tava pensando se iria comentar com o autor que tinha lido. Era uma poesia bonita e tal, mas à achou mexendo no armário dele e tal... Não ia pegar bem. Certo que não ia dar nada pra ele, mas estava querendo a amizade do seu subordinado e não pegava bem mostrar, mesmo que da sutil forma que se apresentava, esta superioridade. Mas mesmo assim sabia que esse lado hierárquico de suas condições sociais iria circular toda a relação que estabelecessem daqui pra frente. Mas mesmo assim achou melhor guardar a poesia no lugar, se arrummar e ir pra casa. Era melhor assim. Não ia comentar nada com ele.
Singela como toda poesia
E poética como toda calma
Aldaz como o sol dos meus dias,
Amada.
Mais bela que a bela da fera
Mais linda que o ato de adão
Mais fina que a consternação
Alada.
Mais nova que a velha poesia
Bravia igual as ondas do mar
Confusa como uma romaria
Tortuosa como ocasos do amar.
Embora lhe seja perfeita
As noites de mar e luar
Em vão te traço a poesia
Como um desejo sem par
Conforme as razões do meu dia
Conforme o não se conformar...
(Os olhos embotam-se a lágrima
os olhos são olhos e solidão
Os olhos são modos de calma
que acalma a mais quente paixão).
E assim sei nestes novos dias
Poética e póstuma é minha alma,
Pois a paixão é o reverso da poesia
E as poesias são mortes e lástimas,
Então por fim se inicia
O mais novo enlace poético
Como matéria sem alegria
Traço a poesia sem fins magnéticos.
Foi com algum ar de inquietação que Martim leu aqueles versos. Talvez tenha estremecido um pouco e chegou até a ameaçar quedas de lágrimas. Mas conteve-se. Um poeta saído daqueles ares duros e abafados no pregão das madrugadas foi no mínimo inovador. Ele pensou em guardar os versos pra si, olhou pro lado olhou pro outro, mas desistiu. Poeta... Onde já se viu trabalhador com essa capacidade poética, com essa fineza típica dos letrados nas artes da poesia romanesca? Não que ele fosse preconceituoso, mas essa era uma poesia que costumavam altear nos seus tempos de faculdade, quando freqüentava as festas loucas no FFCH e quando amigos lhes mostravam as mais belas (e algumas não tão belas assim) poesias. Mas naquele trabalhador rude e gaiato, propenso às mais esculhambadas pataquadas, não esperava nem um pouco. E aquela consciência do local definido da poesia moderna.... Aquela fineza de vocabulário... Ficou impressionado. Certo que não era a poesia de nenhum Vinicius de Moraes, mas era muito boa. Vinicius de Moraes mesmo teria dito isso, logo ele que era um amante do povo e de sua “Pátria tua” tão pobrinha? Que tinha vontade de nina-la e se orgulhava de torcer pelo (fudido) Botafogo? É, com certeza teria dito isso. No mais ficou feliz de ter um empregado desses, certo que não era seu empregado, mas era de cargo superior (iria comentar isso com seus amigos). Resolveu lê-la de novo, tava pensando se iria comentar com o autor que tinha lido. Era uma poesia bonita e tal, mas à achou mexendo no armário dele e tal... Não ia pegar bem. Certo que não ia dar nada pra ele, mas estava querendo a amizade do seu subordinado e não pegava bem mostrar, mesmo que da sutil forma que se apresentava, esta superioridade. Mas mesmo assim sabia que esse lado hierárquico de suas condições sociais iria circular toda a relação que estabelecessem daqui pra frente. Mas mesmo assim achou melhor guardar a poesia no lugar, se arrummar e ir pra casa. Era melhor assim. Não ia comentar nada com ele.
sábado, julho 11, 2009
revelações
há duas formas de medir a amizade dos homens
pela cumplicidade nos momentos solitarios
e pelos chingamentos em público.
pela cumplicidade nos momentos solitarios
e pelos chingamentos em público.
sexta-feira, julho 03, 2009
Poética obtusa
As poesias não existem no tempo
Vivem no mais imponderável ser
Podem revelar tenazes intentos
Que faça feliz ou que faça sofrer
Mas pode a poesia ser vazio
Insustentável leveza do ser
Talvez um ladrilhar de caminhos
Ou besteiras sem ter porque
As poesias são olhares do mundo
E o mundo são olhares poéticos
E enquanto vagueiam os olhos do mundo
Sinuosas verdades nos tornam complexos
E as verdades não tem dois caminhos
Tal qual a poesia não nos traz verdades
Pois o mais cristalino e dengoso versinho
Não diz o que o futuro nos traz sem alarde
Então não se encante, mas sinta o poema
E deixe-se banhar por este sol monumental
Por mais que nos cante e nos faça loucuras
A literatura não nos salva do mal.
Vivem no mais imponderável ser
Podem revelar tenazes intentos
Que faça feliz ou que faça sofrer
Mas pode a poesia ser vazio
Insustentável leveza do ser
Talvez um ladrilhar de caminhos
Ou besteiras sem ter porque
As poesias são olhares do mundo
E o mundo são olhares poéticos
E enquanto vagueiam os olhos do mundo
Sinuosas verdades nos tornam complexos
E as verdades não tem dois caminhos
Tal qual a poesia não nos traz verdades
Pois o mais cristalino e dengoso versinho
Não diz o que o futuro nos traz sem alarde
Então não se encante, mas sinta o poema
E deixe-se banhar por este sol monumental
Por mais que nos cante e nos faça loucuras
A literatura não nos salva do mal.
quarta-feira, julho 01, 2009
Em consonancia com as espetacularidades cinematograficas é (sem duvidas) necessario um contrapeso, Uma musica da capoeira sobre Besouro
Quando eu morrer me enterre na Lapinha
Quando eu morrer(ô IáIá) Me enterre na lapinha
Calça culote paletó almofadinha
Adeus Bahia zum zum zum cordão de ouro
Eu vim aqui porque mataram meu besouro
ê zum zum zum zum zum
ê besouro...
Pra quem não sabe Besouro foi um capoeirista do reconcavo Baiano do inicio do século XX que segundo os dizeres do proprio foi João Pequeno de Pastinha foi o primeiro mestre deste, longe de ser necessario por em cheque essas questões, isso eh mais que uma evidencia da importancia desse capoeirista.
Há varias lendas sobre o que ele foi e o que ele n foi, mas a mais conhecida é a que ele possuia o corpo fechado e que a unica coisa que o matava era a faca de Ticum ou Tucum... O que também pode ser interpretado como uma colateralidade de sua incrivel tecnica de luta. Enfim sairá o filme que de uma forma mentirosa ou n mostrará muitas coisas sobre ele pra vcs (que se interessarem eh claro)
Quando eu morrer(ô IáIá) Me enterre na lapinha
Calça culote paletó almofadinha
Adeus Bahia zum zum zum cordão de ouro
Eu vim aqui porque mataram meu besouro
ê zum zum zum zum zum
ê besouro...
Pra quem não sabe Besouro foi um capoeirista do reconcavo Baiano do inicio do século XX que segundo os dizeres do proprio foi João Pequeno de Pastinha foi o primeiro mestre deste, longe de ser necessario por em cheque essas questões, isso eh mais que uma evidencia da importancia desse capoeirista.
Há varias lendas sobre o que ele foi e o que ele n foi, mas a mais conhecida é a que ele possuia o corpo fechado e que a unica coisa que o matava era a faca de Ticum ou Tucum... O que também pode ser interpretado como uma colateralidade de sua incrivel tecnica de luta. Enfim sairá o filme que de uma forma mentirosa ou n mostrará muitas coisas sobre ele pra vcs (que se interessarem eh claro)
segunda-feira, junho 29, 2009
Vida amores e lembranças
Eu não tenho no amor qualquer constancia
Nem consiste o amor nalguma gloria
Sou filho das loucuras, minha historia
é o choro das paixões desmerecidas
Se eu sou conforme a vida dissonâncias
Senhor de mim não sou e nem poderia
Ao tom das inconstancias minhas lembranças
se emporcalham nas feridas bem doidas
Entregue nas saudades não vividas
vivo assim perdido nas distâncias,
pois longe vive em mim minhas lembranças
e longe vivo assim da minha vida.
Nem consiste o amor nalguma gloria
Sou filho das loucuras, minha historia
é o choro das paixões desmerecidas
Se eu sou conforme a vida dissonâncias
Senhor de mim não sou e nem poderia
Ao tom das inconstancias minhas lembranças
se emporcalham nas feridas bem doidas
Entregue nas saudades não vividas
vivo assim perdido nas distâncias,
pois longe vive em mim minhas lembranças
e longe vivo assim da minha vida.
quinta-feira, junho 11, 2009
Eu tenho uma poesia no bolso pra lhe entregar,
Linda,
Bem doce
Como um chocolate de ilhéus
E banal como uma musica de Jorge Ben...
Um gol de pelé aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo!
E como haveria de ser, é uma poesia de amor
Bem clichê como o amor de todos nós,
Um pouco triste, jura mundos e fundos
E lhe promete a felicidade dos maiores romances
Essa poesia possui rimas em seu lugar comum:
Amor rima com dor
Saudade com fim de tarde
Tristeza com beleza,
O que com certeza faz vomitar o mais indecifrável crítico de arte,
Mas que faça balançar o coração da mais bela das mulheres
Você
Que em sua distração talvez não tenha se dado conta
Que é a musa deste poema, a beleza que me encanta.
Linda,
Bem doce
Como um chocolate de ilhéus
E banal como uma musica de Jorge Ben...
Um gol de pelé aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo!
E como haveria de ser, é uma poesia de amor
Bem clichê como o amor de todos nós,
Um pouco triste, jura mundos e fundos
E lhe promete a felicidade dos maiores romances
Essa poesia possui rimas em seu lugar comum:
Amor rima com dor
Saudade com fim de tarde
Tristeza com beleza,
O que com certeza faz vomitar o mais indecifrável crítico de arte,
Mas que faça balançar o coração da mais bela das mulheres
Você
Que em sua distração talvez não tenha se dado conta
Que é a musa deste poema, a beleza que me encanta.
domingo, maio 17, 2009
poética corporea
Ela... Alteia sua perna sinuosamente
e traduz, entre olhares trejeitos sexualizados,
a vastidão de sua vagina...
Ela... Que enquanto passeia vagarosamente pelo meu corpo,
escreve entre suspiros e gemidos,
a poesia mais perfeita. delicadamente.
Ela... que não percebe as sutilezas das aquarelas
e passa todas as suas noites à assistir novelas.
Sabe o valor e o significado, de sua poética corporea...
e traduz, entre olhares trejeitos sexualizados,
a vastidão de sua vagina...
Ela... Que enquanto passeia vagarosamente pelo meu corpo,
escreve entre suspiros e gemidos,
a poesia mais perfeita. delicadamente.
Ela... que não percebe as sutilezas das aquarelas
e passa todas as suas noites à assistir novelas.
Sabe o valor e o significado, de sua poética corporea...
segunda-feira, maio 04, 2009
pictures
poesia que salta aos olhos
poesia que nos martiriza
poesia que abriga nos sonhos
outras que ao sonho motriza
poesia que abriga a tarde
poesia barulho do mar
poesia sem claridade
poesia à se aprimorar
poesia religiosa
canhestra, sublime e dengosa
poesia mar de abismos
À por entre as almas os istmos
poesia feitora dos ganhos
verseira brejeira fria
poesia enlace medonho
encanto das noites sombrias
poesia que acalma as manhãs
poesia dos olhos do amar
poesia da febre terçã
poesia sem noite nem lar
poesia que aos outros prossegue
fenece ruboriza e distrai
poesia sem sonhos que tece
apetece dilata e contrai
poema que aos olhos do amor
persiste entre ilhas e frestas
poesia sem sombra nem dor
poesia vida secreta
poesia que nos martiriza
poesia que abriga nos sonhos
outras que ao sonho motriza
poesia que abriga a tarde
poesia barulho do mar
poesia sem claridade
poesia à se aprimorar
poesia religiosa
canhestra, sublime e dengosa
poesia mar de abismos
À por entre as almas os istmos
poesia feitora dos ganhos
verseira brejeira fria
poesia enlace medonho
encanto das noites sombrias
poesia que acalma as manhãs
poesia dos olhos do amar
poesia da febre terçã
poesia sem noite nem lar
poesia que aos outros prossegue
fenece ruboriza e distrai
poesia sem sonhos que tece
apetece dilata e contrai
poema que aos olhos do amor
persiste entre ilhas e frestas
poesia sem sombra nem dor
poesia vida secreta
sexta-feira, abril 24, 2009
encruzilhadas...
Entre os versos
entre as noites
Entre as brumas e os açoites
há o percurso de minha vida
no mais préstimo desejo
entre as notas e os arpejos
há o vislumbre do meu dia
ao som dos embalos da noite
na profusão das historias anagrafadas
semeio o calor do meu jeito
nos encontros inusitados
entre falacias e baseados
perfaço as asas dos meus costumes
Encontros, ocasos e tédios
em busca de algo? um mistério...
quem sabe a procura do que se oculta.
Sou os olhos do amor e a matéria bruta.
entre as noites
Entre as brumas e os açoites
há o percurso de minha vida
no mais préstimo desejo
entre as notas e os arpejos
há o vislumbre do meu dia
ao som dos embalos da noite
na profusão das historias anagrafadas
semeio o calor do meu jeito
nos encontros inusitados
entre falacias e baseados
perfaço as asas dos meus costumes
Encontros, ocasos e tédios
em busca de algo? um mistério...
quem sabe a procura do que se oculta.
Sou os olhos do amor e a matéria bruta.
sábado, abril 18, 2009
conclusão
observando a vida conforme se manifesta
e todas as minhas prendas que dela se desconecta
não faço festa,
prefiro rezar a procura de proteção.
e todas as minhas prendas que dela se desconecta
não faço festa,
prefiro rezar a procura de proteção.
sexta-feira, abril 03, 2009
vislumbre de noite
O céu quando vislumbrado
não fica sempre como esta
as vezes parece parado
as vezes acaba em luar
e a noite cheia de estrelas
é coisa de se admirar
naquele mesmo regasso
naquela praia sem par
o dia não tem recomeço
a noite acaba uma hora
as coisas são assim...
as estrelas se brumam em nuvens
o céu se derrama em leite
e nada sobra que se aproveite.
não fica sempre como esta
as vezes parece parado
as vezes acaba em luar
e a noite cheia de estrelas
é coisa de se admirar
naquele mesmo regasso
naquela praia sem par
o dia não tem recomeço
a noite acaba uma hora
as coisas são assim...
as estrelas se brumam em nuvens
o céu se derrama em leite
e nada sobra que se aproveite.
terça-feira, março 24, 2009
A mim
É com peito de homem
Andar de menino
e uma sincera vontade
De selar meu destino
É com sonhos de hoje
E a firmeza do ontem
Que prossigo nesta guerra sem nome
Entre solavancos
Tentativas
E com o peito calejado de feridas
É com o grito da fera
Que me vou ao futuro
Na tentativa de quebrar meus muros
Andar de menino
e uma sincera vontade
De selar meu destino
É com sonhos de hoje
E a firmeza do ontem
Que prossigo nesta guerra sem nome
Entre solavancos
Tentativas
E com o peito calejado de feridas
É com o grito da fera
Que me vou ao futuro
Na tentativa de quebrar meus muros
sábado, março 21, 2009
vinheta
as filosofias baratas
as escuridões avessas
a ultima gota de sala
que morreu na fúria besta
As loucuras em forma de pão
As besteiras de rua canoa
e essa saudade que paira e não voa
as escuridões avessas
a ultima gota de sala
que morreu na fúria besta
As loucuras em forma de pão
As besteiras de rua canoa
e essa saudade que paira e não voa
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