temperatura
aparencia
paz
cor
valor
consistencia
sentido
coisas
vizinho
sozinho
lingua
diferente
passagem
rua
longe
lingua
sua
estou
mundo
seu
você
quis
feliz
mim
dá
lá
viu
frio
lugar
caibo
mais
em
mim
desprezou
acabou
falar
falhou
apagou
bagdá...
recordando lá
tigre, mesopotâmia, sherazad
quando sirene tocar
antecipando bombas
lembro...
nossa...
porém suspensos
lua abundante
noite...mil tempos
mapa
califa
ladrões
livrarias
beira
joia
sujar
lavar
agua
depois
areia
esperar
vagalume
ouvir
proxima
pé
respirar
comer
caminhar
chover
acontecer
gentil
pessoa
na
de
piscar
onda
se
tomar
chuva
saudade
tarde
para
escurecer
esquecer
dormir
deitar
quando
você
não
lembrar
tudo
aconteceu
aurora
flroes
pele
sopa
porta
bola
ferro
mel
toda
lembra
rio
for
deitar
deixa
pensamento
sem
voltar
musica
pássaro
escuro
bebe
morrer
acontecerá
dia
quinta-feira, julho 17, 2008
sexta-feira, julho 11, 2008
Percalso poemado
ato manifesto
tranformador
transforma a dor
em algo incerto
Ato inoperante
contestador
contesta a dor
é um ato errante
E assim em atos e mais atos
a vida é feita em percalsos
e em belezas também
Mas a beleza pode ser Percalso
e o Percalso se torna beleza
neste meu verso meu bem
tranformador
transforma a dor
em algo incerto
Ato inoperante
contestador
contesta a dor
é um ato errante
E assim em atos e mais atos
a vida é feita em percalsos
e em belezas também
Mas a beleza pode ser Percalso
e o Percalso se torna beleza
neste meu verso meu bem
terça-feira, julho 08, 2008
Anônimo Antônio
Vai descuidado anônimo
que agora é Antônio
Seu mergulho cômico
Seu amor daltônico
Sua camada de ozônio
Não existe mais.
Findou-se a agonia
E era você quem bem queria
que ela o deixasse em paz.
Não, nem mude de assunto
que você cá neste mundo
tanto fez ou tanto faz
é o mesmo sempre,
sempre o último ao percorrer
a galeria dos seus ais.
Vai descuidado Antônio
que agora é anônimo
Sua camada de amor
É o que fica pra trás.
Anadora Andrade e Tiago Groba
Esses são dois poetas não publicados
que adoro
principalmente Tiago Groba
que se não fosse tamanha a pieguice
poderia chamar de mestre
que agora é Antônio
Seu mergulho cômico
Seu amor daltônico
Sua camada de ozônio
Não existe mais.
Findou-se a agonia
E era você quem bem queria
que ela o deixasse em paz.
Não, nem mude de assunto
que você cá neste mundo
tanto fez ou tanto faz
é o mesmo sempre,
sempre o último ao percorrer
a galeria dos seus ais.
Vai descuidado Antônio
que agora é anônimo
Sua camada de amor
É o que fica pra trás.
Anadora Andrade e Tiago Groba
Esses são dois poetas não publicados
que adoro
principalmente Tiago Groba
que se não fosse tamanha a pieguice
poderia chamar de mestre
domingo, julho 06, 2008
Depois de ver teus versos(à Albano)
Depois de ver teus versos
Que em meus olhos foram certos
Logo digo todo incerto
Escrever não posso mais
E não posso, mas escrevo,
Criptagens, devaneios
Qual diante deste enleio
Que me trazes
Vão-se ao cais
A espera de Caronte
Que os leva pro jamais...
Que em meus olhos foram certos
Logo digo todo incerto
Escrever não posso mais
E não posso, mas escrevo,
Criptagens, devaneios
Qual diante deste enleio
Que me trazes
Vão-se ao cais
A espera de Caronte
Que os leva pro jamais...
sábado, julho 05, 2008
O pingüim e a pingüinha
Não tem tempo ruim nem rinha
Entre o pingüim e a pingüinha
Faça chuva desça neblina
Caia a lua numa esquina
Nada nada aporrinha
Ao pingüim e a pingüinha
Quando ela tá triste, tadinha,
Todinha cabeça pra baixo,
Ele vem logo, aprumado,
E dá uma rapidinha.
Tiago Groba poeta que fez que fez este poema...
acho que vou começar a postar algumas coisas que não são minhas no blog este poema mesmo me pareceu valido
abraços a todos
Entre o pingüim e a pingüinha
Faça chuva desça neblina
Caia a lua numa esquina
Nada nada aporrinha
Ao pingüim e a pingüinha
Quando ela tá triste, tadinha,
Todinha cabeça pra baixo,
Ele vem logo, aprumado,
E dá uma rapidinha.
Tiago Groba poeta que fez que fez este poema...
acho que vou começar a postar algumas coisas que não são minhas no blog este poema mesmo me pareceu valido
abraços a todos
domingo, junho 22, 2008
ladainha de capoeira cujo autor desconheço
Eu já he disse que sou
Planta de raiz profunda
Eu aguento tempestade
O meu barco não afunda
Eu sou aço de primeira
Que a brasa não derrete
Flecha de má pontaria
Duvido que me acerte
Forte como o ba-ô-ba
Tronco grosso e resistente
Osso duro de roer
Que não é pra qualquer dente
Nasci carne de terceira
Dificil de cozinhar
Mas sou facil pra qualquer
Que saiba me conquistar
Mas que não venha com coleira
Pra querer me escravizar
Ha ha!
Planta de raiz profunda
Eu aguento tempestade
O meu barco não afunda
Eu sou aço de primeira
Que a brasa não derrete
Flecha de má pontaria
Duvido que me acerte
Forte como o ba-ô-ba
Tronco grosso e resistente
Osso duro de roer
Que não é pra qualquer dente
Nasci carne de terceira
Dificil de cozinhar
Mas sou facil pra qualquer
Que saiba me conquistar
Mas que não venha com coleira
Pra querer me escravizar
Ha ha!
terça-feira, junho 03, 2008
Hipocrisia(contribuição do baixista danilo)
Em minha vida não há hipocrisia
Todos meus sonhos são bons
Nunca a tristeza tem em mim moradia
e só tomo sorvete Kibon
Em quadras enquadro minha felicidade
Nos odes tão caros a minha pregação
"Não mate não roube nem nunca se mate
A vida é um sol no calor do verão"
Espero que a vida assim me prossiga
Sem medo, sem raiva, um sim de verdade...
Mas mesmo nos peitos onde o medo inda habita
Espero encontrar meu eu em tua verdade
Pois a hipocrisia destes versos com rima
Foi funda, tão funda que esqueço a verdade.
Todos meus sonhos são bons
Nunca a tristeza tem em mim moradia
e só tomo sorvete Kibon
Em quadras enquadro minha felicidade
Nos odes tão caros a minha pregação
"Não mate não roube nem nunca se mate
A vida é um sol no calor do verão"
Espero que a vida assim me prossiga
Sem medo, sem raiva, um sim de verdade...
Mas mesmo nos peitos onde o medo inda habita
Espero encontrar meu eu em tua verdade
Pois a hipocrisia destes versos com rima
Foi funda, tão funda que esqueço a verdade.
quinta-feira, maio 29, 2008
soneto do amor vindouro
Toda vida te procuro
Toda festa fico apar
Fito ao longe de meus muros
Teus soslaios, teu olhar
De mim exija pouco
Não espere um grande mar
Não procure neste louco
Teus sonhares de luar
Cante baixinho tua novena
E peça pra deus te iluminar
Fico cá em quarentena
Taciturno a te esperar,
Menina-mulher serena
inda espero te trilhar
Toda festa fico apar
Fito ao longe de meus muros
Teus soslaios, teu olhar
De mim exija pouco
Não espere um grande mar
Não procure neste louco
Teus sonhares de luar
Cante baixinho tua novena
E peça pra deus te iluminar
Fico cá em quarentena
Taciturno a te esperar,
Menina-mulher serena
inda espero te trilhar
quarta-feira, maio 21, 2008
sábado, maio 17, 2008
Meu percurso
Meu percurso
Foi dis-curso de mim mesmo
(Um emaranhado de cabelos despenteados)
(E uma voracidade de centelhas dissimulados).
E Minha verdade foi vontade de ser tudo
(Intelecto supremo do mundo).
Meu caminho foi sozinho por umas vielas
(Encruzilhadas mal-fadadas à entorpecência
(Cataratas contraídas na adolescência).
Um senil tropeço de aquarelas
(Vaso destruído por empregadas
(Reclames de mãe indignada)
Trabalho de distância inacabada
Foi dis-curso de mim mesmo
(Um emaranhado de cabelos despenteados)
(E uma voracidade de centelhas dissimulados).
E Minha verdade foi vontade de ser tudo
(Intelecto supremo do mundo).
Meu caminho foi sozinho por umas vielas
(Encruzilhadas mal-fadadas à entorpecência
(Cataratas contraídas na adolescência).
Um senil tropeço de aquarelas
(Vaso destruído por empregadas
(Reclames de mãe indignada)
Trabalho de distância inacabada
quinta-feira, janeiro 03, 2008
manhã
Nasce o sol e o dia tarda na melancolia
Chega a noite, mas a tarde tende a crescer
Vira o lado do vinil e tudo embala
No som no vento e na noite que englobam... O que?
Vai-se o som e tudo volta, tudo fica como tem que ser
As coisas pairam no tormento que nada faz
A vida segue, o mar abriga todo sonho,
Mas a verdade e a verdade, cadê?
Chega a noite, mas a tarde tende a crescer
Vira o lado do vinil e tudo embala
No som no vento e na noite que englobam... O que?
Vai-se o som e tudo volta, tudo fica como tem que ser
As coisas pairam no tormento que nada faz
A vida segue, o mar abriga todo sonho,
Mas a verdade e a verdade, cadê?
sexta-feira, dezembro 07, 2007
A Bahia é Baêa o resto é o resto
Meu Bahia é pura História
Delirio de nossos corações
Há quem diga que só o passado é gloria,
Detratores de nossa Seleção
Meu Bahia se chama Baêa
Ouve quem entende nossos chavões
Tricolô-delirio de nossas cabeças
E também de nossas lamentações
Bahia é time de graça
Da nossa bahia que inda irá vingar
E mesmo abaixo e com o estádio em ameaça
O Seu futuro é puro brilhar
Delirio de nossos corações
Há quem diga que só o passado é gloria,
Detratores de nossa Seleção
Meu Bahia se chama Baêa
Ouve quem entende nossos chavões
Tricolô-delirio de nossas cabeças
E também de nossas lamentações
Bahia é time de graça
Da nossa bahia que inda irá vingar
E mesmo abaixo e com o estádio em ameaça
O Seu futuro é puro brilhar
quarta-feira, novembro 21, 2007
meu verso nas ruas da cidade
Se o meu verso vai às ruas da cidade
E pergunta ao cobrador
Como vai ao largo do tanque
Eu não posso responder
Mas que invade meu coração e assim na contramão
Isso eu sei que ele faz
Meu verso é a intercessão entre o tudo e o nada de mais
E pergunta ao cobrador
Como vai ao largo do tanque
Eu não posso responder
Mas que invade meu coração e assim na contramão
Isso eu sei que ele faz
Meu verso é a intercessão entre o tudo e o nada de mais
segunda-feira, novembro 12, 2007
repeteco
Se as coisas se repetem
E o passado diz futuro
A verdade é que a vontade
É de sair desse clausuro
Se o ódio travado é que motriza
Essas repetições
A leveza de tua brisa também é uma danação
Mas se há alternativa e ela se revelar
O balanço que fascina irá em mim brilhar
E o passado diz futuro
A verdade é que a vontade
É de sair desse clausuro
Se o ódio travado é que motriza
Essas repetições
A leveza de tua brisa também é uma danação
Mas se há alternativa e ela se revelar
O balanço que fascina irá em mim brilhar
quinta-feira, novembro 08, 2007
Dia a dia
Cada dia é uma vontade
Cada noite um bom tesão
A saudade um disparate
E as verdade falsidão
Cada sonho um desenlace
Cada lace uma prisão
Que só parto sem escalde
Para não cair ao chão
Cada vista terra avista
Uma conquista de antemão
Ecos do ão dessa visita
De palavras a meu céu
Cada noite um bom tesão
A saudade um disparate
E as verdade falsidão
Cada sonho um desenlace
Cada lace uma prisão
Que só parto sem escalde
Para não cair ao chão
Cada vista terra avista
Uma conquista de antemão
Ecos do ão dessa visita
De palavras a meu céu
domingo, novembro 04, 2007
vida
Dormir e cansar
Enjoar
Enojar Sentir
E ferir E mentir
Viver conforme o que não diz
O sábio poeta e o bom aprendiz.
Enjoar
Enojar Sentir
E ferir E mentir
Viver conforme o que não diz
O sábio poeta e o bom aprendiz.
sábado, outubro 27, 2007
retrospecção
Caçar ratos
Caçar papos
Caçar vida
Encaçapa nossa angustia na ferida
Meu irmão dizia saruê
E eu ia matando sariguê
E imitando os mais velhos
Saudade deste tempo venereo
Meus amigos já muito estropiaram
Comigo contigo e consigo
Meus amigos já deram muito motivo
Pros mais variados motivos
De briga de Sina
De felicidade
E também dão motivo pra muita saudade
Caçar papos
Caçar vida
Encaçapa nossa angustia na ferida
Meu irmão dizia saruê
E eu ia matando sariguê
E imitando os mais velhos
Saudade deste tempo venereo
Meus amigos já muito estropiaram
Comigo contigo e consigo
Meus amigos já deram muito motivo
Pros mais variados motivos
De briga de Sina
De felicidade
E também dão motivo pra muita saudade
sexta-feira, outubro 19, 2007
É doze horas(à Inajara)
É 12 horas
Dizia um menino
E eu saia em desatino
Hora de bater o baba
Sai gurizada
Até eu mesmo dizia
Nada de perder tempo
E mulher não tinha espaço dentro
(Pode até parecer baixo astral
Mas são coisas de menino
Afinal quem nunca brigou pela quadra?
Quem nunca teve raiva de uma mulher ousada?
Que chegou primeiro e armou a rede de voley...)
E então sequer batia o time
Sempre era o escolhido
E saia invicto no final.
Foi ou não foi uma infância maestral?
Dizia um menino
E eu saia em desatino
Hora de bater o baba
Sai gurizada
Até eu mesmo dizia
Nada de perder tempo
E mulher não tinha espaço dentro
(Pode até parecer baixo astral
Mas são coisas de menino
Afinal quem nunca brigou pela quadra?
Quem nunca teve raiva de uma mulher ousada?
Que chegou primeiro e armou a rede de voley...)
E então sequer batia o time
Sempre era o escolhido
E saia invicto no final.
Foi ou não foi uma infância maestral?
segunda-feira, outubro 15, 2007
Poesia em prosofolia
disverso
meu verso
pra prosa em metros
metros e mais metros de prosa
me lembra meu avô...
É mesmo
e eu que já nem criança sou
adoro ouvir meu avô
que conta histórias...
comunismo stalinismo
ACM
prefeitos de municípios perenes
morte no carnaval
briga no seu quintal
sabedoria de rua
de pedreiro anistiado
petroleiro anistiado
sargento anistiado
(meu avô foi torturado
Mas não conte pra ninguém
suas verdades da ditadura
pertencem a ele e mais ninguém)
meu verso
pra prosa em metros
metros e mais metros de prosa
me lembra meu avô...
É mesmo
e eu que já nem criança sou
adoro ouvir meu avô
que conta histórias...
comunismo stalinismo
ACM
prefeitos de municípios perenes
morte no carnaval
briga no seu quintal
sabedoria de rua
de pedreiro anistiado
petroleiro anistiado
sargento anistiado
(meu avô foi torturado
Mas não conte pra ninguém
suas verdades da ditadura
pertencem a ele e mais ninguém)
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