mutua poesia de você, mulher amada,
de olhares turvos em sua visão
sinuosamente mordaz, minha desejada,
em trejeitos sexuadamente vãos
afinal você me entorta à tua chegada
mulher amada
onde estupefato fico então
quem derá fosse minha nessa hora farta,
à espera de tempos bons
mas entretando prossigo sonhando com teu coração
quinta-feira, janeiro 25, 2007
domingo, janeiro 07, 2007
soneto
longe do seu perto
é estar perto de quase nada
até se ao menos eu soubesse
onde estás nessa madrugada
longe do teu longe
é quase que estar aqui
sozinho e quase calado
ou como preferir,
mas logo nesse verão
farei algo impressionante
um caso desmiolante
farei algo que não se faz
sendo o certo ou não,
mas isto não é nada de mais
é estar perto de quase nada
até se ao menos eu soubesse
onde estás nessa madrugada
longe do teu longe
é quase que estar aqui
sozinho e quase calado
ou como preferir,
mas logo nesse verão
farei algo impressionante
um caso desmiolante
farei algo que não se faz
sendo o certo ou não,
mas isto não é nada de mais
sexta-feira, dezembro 29, 2006
mais um dia desses de lua cheia
rogo,
pelo simples ato de rogar
acomodo-me num banco
encrespado
de talhas e mais talhas,
e ouço do fundo do mar um zunido
no alumiar da matreira vida,
erguida
em ar e poeira de ferro
prossigo o caminho de matos podres e calcificados
penso no alto do cruzeiro infindavel,
inalcansavel também,
e interpelo por mais um dia de paz
rogo,
pelo simples ato de rogar
acomodo-me num banco
encrespado
de talhas e mais talhas,
e ouço do fundo do mar um zunido
no alumiar da matreira vida,
erguida
em ar e poeira de ferro
prossigo o caminho de matos podres e calcificados
penso no alto do cruzeiro infindavel,
inalcansavel também,
e interpelo por mais um dia de paz
segunda-feira, dezembro 25, 2006
Sertão
o sol com seu arder lisongeiro
soltava rajadas de luzes incadescentes
em meio ao vento com suas lufadas intermitentes
que fazia voar galhos rangentes
enquanto os homens lavravam no canavial
a noite chegava de forma espessa
quando as crianças voltavam em tortuosos caminhos
cantando os mais torrentes pinhos
com apenas um a tocar viola
encarapitadas em cima de burros
que saculejavam num caminhar soturno
à madrugada o frio aluía
as juntas de antigos guerreiros
que outrora em tempos imemoriais
lutavam contra cães-de-guarda imperiais
e assim o vilarejo dormia
com casas em demasia
enfileiradas à espera do sol
soltava rajadas de luzes incadescentes
em meio ao vento com suas lufadas intermitentes
que fazia voar galhos rangentes
enquanto os homens lavravam no canavial
a noite chegava de forma espessa
quando as crianças voltavam em tortuosos caminhos
cantando os mais torrentes pinhos
com apenas um a tocar viola
encarapitadas em cima de burros
que saculejavam num caminhar soturno
à madrugada o frio aluía
as juntas de antigos guerreiros
que outrora em tempos imemoriais
lutavam contra cães-de-guarda imperiais
e assim o vilarejo dormia
com casas em demasia
enfileiradas à espera do sol
segunda-feira, dezembro 18, 2006
nostalgia
a rua passa vazia
e nem penso em te-la a meu alcance
fico cá sentado
esperando que as coisas aconteçam
meio que em um desenlace
que me mostre algo de errante
o cheiro é-me estranhíssimo,
pois mal sinto sua feição
não que seja sinéstesico,
mas que o que me é de analgesíco
faz meus sentidos em leito
confundirem-se com minha visão
e os carros ainda não passam
afinal é domingo a tarde
e é tarde
para algo de mais acontecer
mas eu me vou e permaneço
sentado no mesmo lugar
e nestes versos longos
quem sabe me hei de encontrar
e nem penso em te-la a meu alcance
fico cá sentado
esperando que as coisas aconteçam
meio que em um desenlace
que me mostre algo de errante
o cheiro é-me estranhíssimo,
pois mal sinto sua feição
não que seja sinéstesico,
mas que o que me é de analgesíco
faz meus sentidos em leito
confundirem-se com minha visão
e os carros ainda não passam
afinal é domingo a tarde
e é tarde
para algo de mais acontecer
mas eu me vou e permaneço
sentado no mesmo lugar
e nestes versos longos
quem sabe me hei de encontrar
quinta-feira, dezembro 14, 2006
tranloucado
no agora,
o aqui é outro lugar
que eu possa
saír
e sonhar
com um mundo equidistante
no momento
o lamento
é desimportante
tanto no agora
quanto no antes
deu ter essa tranlocação
no instante
é estanque o desespero
em que o poeta matreiro
teima em poder sonhar
com um mundo um tanto roseiro
o aqui é outro lugar
que eu possa
saír
e sonhar
com um mundo equidistante
no momento
o lamento
é desimportante
tanto no agora
quanto no antes
deu ter essa tranlocação
no instante
é estanque o desespero
em que o poeta matreiro
teima em poder sonhar
com um mundo um tanto roseiro
quarta-feira, dezembro 13, 2006
dos versos de verdade
gosto quando o ritmo corre
e o papel chega a amassar
da tamanha pressa que sobrevém
e é bom quando as mãos se cansam
mas os versos se mantém
melhor é quando paramos um pouco
relemos o já escrito
apagamos algo de torto,
e construímos um mais bonito
(são dos versos de verdade
que falo nesses escritos)
e o papel chega a amassar
da tamanha pressa que sobrevém
e é bom quando as mãos se cansam
mas os versos se mantém
melhor é quando paramos um pouco
relemos o já escrito
apagamos algo de torto,
e construímos um mais bonito
(são dos versos de verdade
que falo nesses escritos)
terça-feira, dezembro 12, 2006
nas tuas brandas calmarias nefastas
jaz meu leito profano
e não importa o tamanho do desengano
o engano é pranto,
que me chamarei
e me chamarei perto
tal como se faz quando se esta longe
não resistirei aos falsos jubilos de teu nome
mas não me entregarei
ao encouraçado estampido de tua buceta
e nem de tuas medianas tetas...
serei tal como sou e fui
o eterno ser
com uma mudança que me seduz...
jaz meu leito profano
e não importa o tamanho do desengano
o engano é pranto,
que me chamarei
e me chamarei perto
tal como se faz quando se esta longe
não resistirei aos falsos jubilos de teu nome
mas não me entregarei
ao encouraçado estampido de tua buceta
e nem de tuas medianas tetas...
serei tal como sou e fui
o eterno ser
com uma mudança que me seduz...
segunda-feira, dezembro 11, 2006
domingo, dezembro 10, 2006
princípio
Você não me conhece
sabe da vida alheia, sim sabe,
mas não me conhece.
Príncipio, horas, vento.
o tempo é de duvidas.
Você não se conhece
mas precisa se conhecer?
não... o tempo é de duvidas
mas a vida prossegue...
sabe do vento, horas, sombra, ser, ou não
mas não o conhece
sabe da chuva, nuvens, vento
mas seu tempo não conhece
não conhece a vida, a lombra, o sol
mas mesmo assim tece.
sem sentido eira nem beira...
mas assim mesmo tece...
o tempo é de duvidas, lombra, lua
você não me conhece
sabe do jogo, competir ganhar, ou não
mas a vida prossegue...
sombras, vento, medo...
o sol de manhã aparece,
mas e daí?
foi-se o sol, o mar, a luz, a vida
restaram o tempo...
e a poesia
sabe da vida alheia, sim sabe,
mas não me conhece.
Príncipio, horas, vento.
o tempo é de duvidas.
Você não se conhece
mas precisa se conhecer?
não... o tempo é de duvidas
mas a vida prossegue...
sabe do vento, horas, sombra, ser, ou não
mas não o conhece
sabe da chuva, nuvens, vento
mas seu tempo não conhece
não conhece a vida, a lombra, o sol
mas mesmo assim tece.
sem sentido eira nem beira...
mas assim mesmo tece...
o tempo é de duvidas, lombra, lua
você não me conhece
sabe do jogo, competir ganhar, ou não
mas a vida prossegue...
sombras, vento, medo...
o sol de manhã aparece,
mas e daí?
foi-se o sol, o mar, a luz, a vida
restaram o tempo...
e a poesia
quarta-feira, dezembro 06, 2006
recado ao mundo
não é por eu ser um poeta
pequeno de fim de sábado
que não posso lhe contar
metade de umas verdades:
Mundo dos loucos ou não
me digas porque é injusto
e quantos homens lhe são caros,
mas fale por intermédio
de Deus, que é meu padastro,
Mas você não vale o prato
que come
(ou já comeu)
por ter dado espaço ao homem
te ter em inigualdade
"o mundo não vale o mundo"
Me digas porque a noite
deixa os buracos que tens em visto
assolar nossas mulheres
com seus homens malditos,
que talvez por um não dito
deita-se acima delas
e rola
num rala-e-rola
malfadado à prisão voraz
mas isto já é mais que um terço,
mundinho,
deste poema que fiz sem vinho,
ao meu lado pra intoxicar-me.
Meu mel enegreceu
sobro este fel em versos feitos
a boca da noite escura
(na frente do computador,
que ainda te perdura)
mundo de horrores à candura
não teime em justificar
que a culpa é só dos homens
que vivem a te maltratar
e ainda acharei o poeta
(que disso só tem os metros)
que a vós falou, mundo desnudo,
"serás do que o homem fizer"
não há como acreditar
sem até mesmo pre-julgar!
tal afirmação
oh mundo desnudo
ao menos abaixe o preço do pão
pequeno de fim de sábado
que não posso lhe contar
metade de umas verdades:
Mundo dos loucos ou não
me digas porque é injusto
e quantos homens lhe são caros,
mas fale por intermédio
de Deus, que é meu padastro,
Mas você não vale o prato
que come
(ou já comeu)
por ter dado espaço ao homem
te ter em inigualdade
"o mundo não vale o mundo"
Me digas porque a noite
deixa os buracos que tens em visto
assolar nossas mulheres
com seus homens malditos,
que talvez por um não dito
deita-se acima delas
e rola
num rala-e-rola
malfadado à prisão voraz
mas isto já é mais que um terço,
mundinho,
deste poema que fiz sem vinho,
ao meu lado pra intoxicar-me.
Meu mel enegreceu
sobro este fel em versos feitos
a boca da noite escura
(na frente do computador,
que ainda te perdura)
mundo de horrores à candura
não teime em justificar
que a culpa é só dos homens
que vivem a te maltratar
e ainda acharei o poeta
(que disso só tem os metros)
que a vós falou, mundo desnudo,
"serás do que o homem fizer"
não há como acreditar
sem até mesmo pre-julgar!
tal afirmação
oh mundo desnudo
ao menos abaixe o preço do pão
domingo, dezembro 03, 2006
dadiva
Horas ao vento relva a tarde desta manhã
e eu ao relento penso no enclaustro da tal da terçã
poesia infinda finda a curva desta cidade
e nessa loucura penso em ter uma nova vaidade
drogas amargas acabam com muito de meu tempo
e nesse intento penso em parar até de beber
mas e daí?
na mais hercúlea manhã do proximo domingo
pensarei no que fazer.
e eu ao relento penso no enclaustro da tal da terçã
poesia infinda finda a curva desta cidade
e nessa loucura penso em ter uma nova vaidade
drogas amargas acabam com muito de meu tempo
e nesse intento penso em parar até de beber
mas e daí?
na mais hercúlea manhã do proximo domingo
pensarei no que fazer.
sábado, dezembro 02, 2006
Mamãe, estás chorando?(à Brisa)
mamãe coragem
eu não sou mais aquela menininha
sinto muitas saudades
de quando comigo se comovia
Será que ainda vemos novela?
Será que ainda damos risada?
Será que ainda gostas de chico Buarque?
(a flor da pele)
Mamãe não sinta saudades
encare agora como sou aqui...
minha mãe eu não sou mais daquela idade
por favor...
me entenda
Não sou como a ti...
eu não sou mais aquela menininha
sinto muitas saudades
de quando comigo se comovia
Será que ainda vemos novela?
Será que ainda damos risada?
Será que ainda gostas de chico Buarque?
(a flor da pele)
Mamãe não sinta saudades
encare agora como sou aqui...
minha mãe eu não sou mais daquela idade
por favor...
me entenda
Não sou como a ti...
quinta-feira, novembro 30, 2006
as minhas retinas estão cansadas,
já não enxergo tão bem
e tenho apenas dezesseis anos
o meu amor inócuo
ainda teima em dormir
amor fraternal
que me faz desistir
e choro
as vezes de cansaço
e canso as vezes da solidão
sozinho percebo o gemido
por mim pelo teu não
então sinto o frescor da noite
em pleno dia maestral
ensolarado de raios fulgidos,
estilhaçando meu falso quintal...
É a vida que deus me deu,
que grita por causa do sonhos,
pequenos que são meus
(Meu deus, quando vai perceber que Jesús foi tão homem...
Quanto este filho teu)
já não enxergo tão bem
e tenho apenas dezesseis anos
o meu amor inócuo
ainda teima em dormir
amor fraternal
que me faz desistir
e choro
as vezes de cansaço
e canso as vezes da solidão
sozinho percebo o gemido
por mim pelo teu não
então sinto o frescor da noite
em pleno dia maestral
ensolarado de raios fulgidos,
estilhaçando meu falso quintal...
É a vida que deus me deu,
que grita por causa do sonhos,
pequenos que são meus
(Meu deus, quando vai perceber que Jesús foi tão homem...
Quanto este filho teu)
quarta-feira, novembro 29, 2006
O oficio do poeta
trabalhar com as palavras
é o nosso oficio
e nos custa caro
silabas tônicas são toneladas
que nos assustam pela raridade na hora nescessaria
onde o poeta vai a porta
do reino das palavras e não encontra nada
resta invadir e pedir
só uma resposta...
qual é o nosso oficio?
é o nosso oficio
de lutar a cada dia
uma palavra!
duas alegrias!
três verdades; talvez uma...
Mas as vezes Deus com seus desmundos
fecha o mundo das letras e palavras
e diz:
"não poetarás agora"
clamo pela palavra
reclamo
"é meu ofício!"
mas não adianta reclamar
as palavras não nos vem
temos de procurar
as vezes é díficil
"estás sem inspiração",
mas esta é outra história...
Pois quando esta nos aparece
as palavras destroem a hora torta
e nos vem
como que de supetão
e fazem um poema
bom e aluvião
é meu caro
falei de inspiração...
e do oficio?
este nos custa a mão
(que de tanto escrever me dará l.e.r,
[lesão por esforço repetitivo])
é o nosso oficio
e nos custa caro
silabas tônicas são toneladas
que nos assustam pela raridade na hora nescessaria
onde o poeta vai a porta
do reino das palavras e não encontra nada
resta invadir e pedir
só uma resposta...
qual é o nosso oficio?
é o nosso oficio
de lutar a cada dia
uma palavra!
duas alegrias!
três verdades; talvez uma...
Mas as vezes Deus com seus desmundos
fecha o mundo das letras e palavras
e diz:
"não poetarás agora"
clamo pela palavra
reclamo
"é meu ofício!"
mas não adianta reclamar
as palavras não nos vem
temos de procurar
as vezes é díficil
"estás sem inspiração",
mas esta é outra história...
Pois quando esta nos aparece
as palavras destroem a hora torta
e nos vem
como que de supetão
e fazem um poema
bom e aluvião
é meu caro
falei de inspiração...
e do oficio?
este nos custa a mão
(que de tanto escrever me dará l.e.r,
[lesão por esforço repetitivo])
sexta-feira, novembro 24, 2006
Ao amor duvidado
as almas assumem,
assaz atadas,
algo acabado
assim alarmado
amor alquebrado
assume algozes amavelmente...
assaz atadas,
algo acabado
assim alarmado
amor alquebrado
assume algozes amavelmente...
quarta-feira, novembro 22, 2006
poeta baiano
poeta baiano
mal interpretado
leitor de alguns insanos
e outros menos difamados
poetinha baiano
ainda em formação
no futuro proximo
no dia da explicação
leitor de versos drummonianos
e de Damário da Cruz
poetinha baiano
que ainda crê em Jesús
mal interpretado
leitor de alguns insanos
e outros menos difamados
poetinha baiano
ainda em formação
no futuro proximo
no dia da explicação
leitor de versos drummonianos
e de Damário da Cruz
poetinha baiano
que ainda crê em Jesús
domingo, novembro 19, 2006
O que vi e não quero te contar
Desde já ou desde antes
não importa se percebi
eu nem me lembro ao certo quando,
mas sei que vi e re-vi
não era fato consumado
nem muito menos assunto pedante
também não era caso raro
era como um alto-falante
meu amigo também viu
não se importou nem um pouco
não era de sua feição,
mas a mim me consumiu
pouco a pouco o coração
morto já de antemão
não importa se percebi
eu nem me lembro ao certo quando,
mas sei que vi e re-vi
não era fato consumado
nem muito menos assunto pedante
também não era caso raro
era como um alto-falante
meu amigo também viu
não se importou nem um pouco
não era de sua feição,
mas a mim me consumiu
pouco a pouco o coração
morto já de antemão
sábado, novembro 18, 2006
sexta-feira, novembro 17, 2006
ninguém entende do amor
só o amante...
e só ele e apenas ele
sabe porque este anda errante
o poeta não é letrado
as palavras saem como são
e o amor por ser uma a mais
anda girando em vaguidão
por isso nego atenção
e penso que amar, na verdade,
é viver sem ter solidão
afinal quem nesse mundo,
que anda desconcertado,
não sofreu desta ilusão?
só o amante...
e só ele e apenas ele
sabe porque este anda errante
o poeta não é letrado
as palavras saem como são
e o amor por ser uma a mais
anda girando em vaguidão
por isso nego atenção
e penso que amar, na verdade,
é viver sem ter solidão
afinal quem nesse mundo,
que anda desconcertado,
não sofreu desta ilusão?
Assinar:
Postagens (Atom)