As poesias não existem no tempo
Vivem no mais imponderável ser
Podem revelar tenazes intentos
Que faça feliz ou que faça sofrer
Mas pode a poesia ser vazio
Insustentável leveza do ser
Talvez um ladrilhar de caminhos
Ou besteiras sem ter porque
As poesias são olhares do mundo
E o mundo são olhares poéticos
E enquanto vagueiam os olhos do mundo
Sinuosas verdades nos tornam complexos
E as verdades não tem dois caminhos
Tal qual a poesia não nos traz verdades
Pois o mais cristalino e dengoso versinho
Não diz o que o futuro nos traz sem alarde
Então não se encante, mas sinta o poema
E deixe-se banhar por este sol monumental
Por mais que nos cante e nos faça loucuras
A literatura não nos salva do mal.
sexta-feira, julho 03, 2009
quarta-feira, julho 01, 2009
Em consonancia com as espetacularidades cinematograficas é (sem duvidas) necessario um contrapeso, Uma musica da capoeira sobre Besouro
Quando eu morrer me enterre na Lapinha
Quando eu morrer(ô IáIá) Me enterre na lapinha
Calça culote paletó almofadinha
Adeus Bahia zum zum zum cordão de ouro
Eu vim aqui porque mataram meu besouro
ê zum zum zum zum zum
ê besouro...
Pra quem não sabe Besouro foi um capoeirista do reconcavo Baiano do inicio do século XX que segundo os dizeres do proprio foi João Pequeno de Pastinha foi o primeiro mestre deste, longe de ser necessario por em cheque essas questões, isso eh mais que uma evidencia da importancia desse capoeirista.
Há varias lendas sobre o que ele foi e o que ele n foi, mas a mais conhecida é a que ele possuia o corpo fechado e que a unica coisa que o matava era a faca de Ticum ou Tucum... O que também pode ser interpretado como uma colateralidade de sua incrivel tecnica de luta. Enfim sairá o filme que de uma forma mentirosa ou n mostrará muitas coisas sobre ele pra vcs (que se interessarem eh claro)
Quando eu morrer(ô IáIá) Me enterre na lapinha
Calça culote paletó almofadinha
Adeus Bahia zum zum zum cordão de ouro
Eu vim aqui porque mataram meu besouro
ê zum zum zum zum zum
ê besouro...
Pra quem não sabe Besouro foi um capoeirista do reconcavo Baiano do inicio do século XX que segundo os dizeres do proprio foi João Pequeno de Pastinha foi o primeiro mestre deste, longe de ser necessario por em cheque essas questões, isso eh mais que uma evidencia da importancia desse capoeirista.
Há varias lendas sobre o que ele foi e o que ele n foi, mas a mais conhecida é a que ele possuia o corpo fechado e que a unica coisa que o matava era a faca de Ticum ou Tucum... O que também pode ser interpretado como uma colateralidade de sua incrivel tecnica de luta. Enfim sairá o filme que de uma forma mentirosa ou n mostrará muitas coisas sobre ele pra vcs (que se interessarem eh claro)
segunda-feira, junho 29, 2009
Vida amores e lembranças
Eu não tenho no amor qualquer constancia
Nem consiste o amor nalguma gloria
Sou filho das loucuras, minha historia
é o choro das paixões desmerecidas
Se eu sou conforme a vida dissonâncias
Senhor de mim não sou e nem poderia
Ao tom das inconstancias minhas lembranças
se emporcalham nas feridas bem doidas
Entregue nas saudades não vividas
vivo assim perdido nas distâncias,
pois longe vive em mim minhas lembranças
e longe vivo assim da minha vida.
Nem consiste o amor nalguma gloria
Sou filho das loucuras, minha historia
é o choro das paixões desmerecidas
Se eu sou conforme a vida dissonâncias
Senhor de mim não sou e nem poderia
Ao tom das inconstancias minhas lembranças
se emporcalham nas feridas bem doidas
Entregue nas saudades não vividas
vivo assim perdido nas distâncias,
pois longe vive em mim minhas lembranças
e longe vivo assim da minha vida.
quinta-feira, junho 11, 2009
Eu tenho uma poesia no bolso pra lhe entregar,
Linda,
Bem doce
Como um chocolate de ilhéus
E banal como uma musica de Jorge Ben...
Um gol de pelé aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo!
E como haveria de ser, é uma poesia de amor
Bem clichê como o amor de todos nós,
Um pouco triste, jura mundos e fundos
E lhe promete a felicidade dos maiores romances
Essa poesia possui rimas em seu lugar comum:
Amor rima com dor
Saudade com fim de tarde
Tristeza com beleza,
O que com certeza faz vomitar o mais indecifrável crítico de arte,
Mas que faça balançar o coração da mais bela das mulheres
Você
Que em sua distração talvez não tenha se dado conta
Que é a musa deste poema, a beleza que me encanta.
Linda,
Bem doce
Como um chocolate de ilhéus
E banal como uma musica de Jorge Ben...
Um gol de pelé aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo!
E como haveria de ser, é uma poesia de amor
Bem clichê como o amor de todos nós,
Um pouco triste, jura mundos e fundos
E lhe promete a felicidade dos maiores romances
Essa poesia possui rimas em seu lugar comum:
Amor rima com dor
Saudade com fim de tarde
Tristeza com beleza,
O que com certeza faz vomitar o mais indecifrável crítico de arte,
Mas que faça balançar o coração da mais bela das mulheres
Você
Que em sua distração talvez não tenha se dado conta
Que é a musa deste poema, a beleza que me encanta.
domingo, maio 17, 2009
poética corporea
Ela... Alteia sua perna sinuosamente
e traduz, entre olhares trejeitos sexualizados,
a vastidão de sua vagina...
Ela... Que enquanto passeia vagarosamente pelo meu corpo,
escreve entre suspiros e gemidos,
a poesia mais perfeita. delicadamente.
Ela... que não percebe as sutilezas das aquarelas
e passa todas as suas noites à assistir novelas.
Sabe o valor e o significado, de sua poética corporea...
e traduz, entre olhares trejeitos sexualizados,
a vastidão de sua vagina...
Ela... Que enquanto passeia vagarosamente pelo meu corpo,
escreve entre suspiros e gemidos,
a poesia mais perfeita. delicadamente.
Ela... que não percebe as sutilezas das aquarelas
e passa todas as suas noites à assistir novelas.
Sabe o valor e o significado, de sua poética corporea...
segunda-feira, maio 04, 2009
pictures
poesia que salta aos olhos
poesia que nos martiriza
poesia que abriga nos sonhos
outras que ao sonho motriza
poesia que abriga a tarde
poesia barulho do mar
poesia sem claridade
poesia à se aprimorar
poesia religiosa
canhestra, sublime e dengosa
poesia mar de abismos
À por entre as almas os istmos
poesia feitora dos ganhos
verseira brejeira fria
poesia enlace medonho
encanto das noites sombrias
poesia que acalma as manhãs
poesia dos olhos do amar
poesia da febre terçã
poesia sem noite nem lar
poesia que aos outros prossegue
fenece ruboriza e distrai
poesia sem sonhos que tece
apetece dilata e contrai
poema que aos olhos do amor
persiste entre ilhas e frestas
poesia sem sombra nem dor
poesia vida secreta
poesia que nos martiriza
poesia que abriga nos sonhos
outras que ao sonho motriza
poesia que abriga a tarde
poesia barulho do mar
poesia sem claridade
poesia à se aprimorar
poesia religiosa
canhestra, sublime e dengosa
poesia mar de abismos
À por entre as almas os istmos
poesia feitora dos ganhos
verseira brejeira fria
poesia enlace medonho
encanto das noites sombrias
poesia que acalma as manhãs
poesia dos olhos do amar
poesia da febre terçã
poesia sem noite nem lar
poesia que aos outros prossegue
fenece ruboriza e distrai
poesia sem sonhos que tece
apetece dilata e contrai
poema que aos olhos do amor
persiste entre ilhas e frestas
poesia sem sombra nem dor
poesia vida secreta
sexta-feira, abril 24, 2009
encruzilhadas...
Entre os versos
entre as noites
Entre as brumas e os açoites
há o percurso de minha vida
no mais préstimo desejo
entre as notas e os arpejos
há o vislumbre do meu dia
ao som dos embalos da noite
na profusão das historias anagrafadas
semeio o calor do meu jeito
nos encontros inusitados
entre falacias e baseados
perfaço as asas dos meus costumes
Encontros, ocasos e tédios
em busca de algo? um mistério...
quem sabe a procura do que se oculta.
Sou os olhos do amor e a matéria bruta.
entre as noites
Entre as brumas e os açoites
há o percurso de minha vida
no mais préstimo desejo
entre as notas e os arpejos
há o vislumbre do meu dia
ao som dos embalos da noite
na profusão das historias anagrafadas
semeio o calor do meu jeito
nos encontros inusitados
entre falacias e baseados
perfaço as asas dos meus costumes
Encontros, ocasos e tédios
em busca de algo? um mistério...
quem sabe a procura do que se oculta.
Sou os olhos do amor e a matéria bruta.
sábado, abril 18, 2009
conclusão
observando a vida conforme se manifesta
e todas as minhas prendas que dela se desconecta
não faço festa,
prefiro rezar a procura de proteção.
e todas as minhas prendas que dela se desconecta
não faço festa,
prefiro rezar a procura de proteção.
sexta-feira, abril 03, 2009
vislumbre de noite
O céu quando vislumbrado
não fica sempre como esta
as vezes parece parado
as vezes acaba em luar
e a noite cheia de estrelas
é coisa de se admirar
naquele mesmo regasso
naquela praia sem par
o dia não tem recomeço
a noite acaba uma hora
as coisas são assim...
as estrelas se brumam em nuvens
o céu se derrama em leite
e nada sobra que se aproveite.
não fica sempre como esta
as vezes parece parado
as vezes acaba em luar
e a noite cheia de estrelas
é coisa de se admirar
naquele mesmo regasso
naquela praia sem par
o dia não tem recomeço
a noite acaba uma hora
as coisas são assim...
as estrelas se brumam em nuvens
o céu se derrama em leite
e nada sobra que se aproveite.
terça-feira, março 24, 2009
A mim
É com peito de homem
Andar de menino
e uma sincera vontade
De selar meu destino
É com sonhos de hoje
E a firmeza do ontem
Que prossigo nesta guerra sem nome
Entre solavancos
Tentativas
E com o peito calejado de feridas
É com o grito da fera
Que me vou ao futuro
Na tentativa de quebrar meus muros
Andar de menino
e uma sincera vontade
De selar meu destino
É com sonhos de hoje
E a firmeza do ontem
Que prossigo nesta guerra sem nome
Entre solavancos
Tentativas
E com o peito calejado de feridas
É com o grito da fera
Que me vou ao futuro
Na tentativa de quebrar meus muros
sábado, março 21, 2009
vinheta
as filosofias baratas
as escuridões avessas
a ultima gota de sala
que morreu na fúria besta
As loucuras em forma de pão
As besteiras de rua canoa
e essa saudade que paira e não voa
as escuridões avessas
a ultima gota de sala
que morreu na fúria besta
As loucuras em forma de pão
As besteiras de rua canoa
e essa saudade que paira e não voa
quarta-feira, março 18, 2009
quarta-feira, março 11, 2009
o amor e a mandinga
Os olhos do amor são cristais sutis
derreados em bolhas de diamante,
repara, ao ver amantes no mirante
sempre espera-se o adiado fim...
amor é prerrogativa dos cuidadosos
amantes chamuscantes são como o galo,
não põe ovos
e assim não vislumbram o novo dia...
e há sempre um novo dia para o amor...
eu posso dizer que não fui feliz,
hesitei no amor, passadas erradas,
não soube adocicar o mel que nos traz namoradas...
faltou-me um pouco de mandinga...
E a mandinga é saber distinguir o reluzir do ouro
fazer do que nos falta o nosso maior tesouro,
é dar o bote no momento certo e não perder o tempo da rasteira...
Assim posso dizer que amor e mandinga caminham juntos
ou no minimo devem caminhar...
entretanto tenha em mente,
que um na falta do outro
é como a noite no céu sem a lua no mar...
derreados em bolhas de diamante,
repara, ao ver amantes no mirante
sempre espera-se o adiado fim...
amor é prerrogativa dos cuidadosos
amantes chamuscantes são como o galo,
não põe ovos
e assim não vislumbram o novo dia...
e há sempre um novo dia para o amor...
eu posso dizer que não fui feliz,
hesitei no amor, passadas erradas,
não soube adocicar o mel que nos traz namoradas...
faltou-me um pouco de mandinga...
E a mandinga é saber distinguir o reluzir do ouro
fazer do que nos falta o nosso maior tesouro,
é dar o bote no momento certo e não perder o tempo da rasteira...
Assim posso dizer que amor e mandinga caminham juntos
ou no minimo devem caminhar...
entretanto tenha em mente,
que um na falta do outro
é como a noite no céu sem a lua no mar...
domingo, março 08, 2009
Eu tenho inseguranças
que fazem-me hesitar
talvez seja sua dança
ou seu jeito de me olhar...
Talvez seja uma forma sua,
escrota, a me atraiçoar
seu olho sem ter o meu corpo
seu beijo a não me beijar
Pode ser tanta coisa
que tenha pra me ofertar
talvez nada que eu pense
(uma surpresa dessas sem par)
há danças e cirandas,
que tenho por caminhar
com essas inseguranças
que fazem-me hesitar...
que fazem-me hesitar
talvez seja sua dança
ou seu jeito de me olhar...
Talvez seja uma forma sua,
escrota, a me atraiçoar
seu olho sem ter o meu corpo
seu beijo a não me beijar
Pode ser tanta coisa
que tenha pra me ofertar
talvez nada que eu pense
(uma surpresa dessas sem par)
há danças e cirandas,
que tenho por caminhar
com essas inseguranças
que fazem-me hesitar...
domingo, março 01, 2009
dúvida poetica
eu não sei se a vida é vida minha
nem se vida minha é vida apenas
eu gostaria de cantar sonetos
bonitos e leves como uma pena
Mas meus sonetos saem soturnos
fortes e opacos como a bruma
parecem as ruas em ares noturnos
ou epilépticos e suas espumas
o que é pura reflexão
desta vida controversa
é minha ou não? me diz...
(há sempre uma duvida poética)
o que não é bem assim,
(até porque é bem patética...)
nem se vida minha é vida apenas
eu gostaria de cantar sonetos
bonitos e leves como uma pena
Mas meus sonetos saem soturnos
fortes e opacos como a bruma
parecem as ruas em ares noturnos
ou epilépticos e suas espumas
o que é pura reflexão
desta vida controversa
é minha ou não? me diz...
(há sempre uma duvida poética)
o que não é bem assim,
(até porque é bem patética...)
terça-feira, fevereiro 17, 2009
Sobre o prescindir da mulher
Uma mulher não vale o poema,
não são tuas pernas carnudas,
sua bunda, seus seios, dilemas
Que valem a fala macia
o verso que assalta e arrepia
a poesia que assunta o poema
Uma mulher pode ter lírica voz
um jeito que causa saudade
duvidas que embalam a tarde
ou trejeitos de quem tem pena
e mais uma completa diversidade
que mesmo assim não vale
um decimo do poema
Uma mulher provoca gozos
ao olhar, ao toque, penetração
suscita dangerosas odisseias,
enfim, mulher causa o mundo
e até um pouco mais,
mas no entanto a poesia
não tem que cantar sua magia
nem seu jeito de satanás
não são tuas pernas carnudas,
sua bunda, seus seios, dilemas
Que valem a fala macia
o verso que assalta e arrepia
a poesia que assunta o poema
Uma mulher pode ter lírica voz
um jeito que causa saudade
duvidas que embalam a tarde
ou trejeitos de quem tem pena
e mais uma completa diversidade
que mesmo assim não vale
um decimo do poema
Uma mulher provoca gozos
ao olhar, ao toque, penetração
suscita dangerosas odisseias,
enfim, mulher causa o mundo
e até um pouco mais,
mas no entanto a poesia
não tem que cantar sua magia
nem seu jeito de satanás
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
trabalho à Charles Bukowski
fala parece que soca
o olho daquele que diz
verdades sinceras e toscas
do porvir e não disto aqui
Transcende imanentemente
quando fala o que nunca se diz
até quando, enfim, entredentes
escreve do amor que sorri
Da náusea retira seu brilho
do porre razão de existir
sincero poeta dos trilhos
trilhados por nosso viver
me dá um pouquinho do seu brilho,
aqui o poeta é você...
o o
-^
-~
o olho daquele que diz
verdades sinceras e toscas
do porvir e não disto aqui
Transcende imanentemente
quando fala o que nunca se diz
até quando, enfim, entredentes
escreve do amor que sorri
Da náusea retira seu brilho
do porre razão de existir
sincero poeta dos trilhos
trilhados por nosso viver
me dá um pouquinho do seu brilho,
aqui o poeta é você...
o o
-^
-~
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
ladrão de belezas
Ela que tem aparencia,
esta cada dia mais bela,
Não sabe que roubei dela
a flor da sua inocencia
Andava ela pela rua
parecendo que flutuava
enquanto eu à olhava
sugando sua pele nua
sugava seu olho encantado
sua cor alva e dengosa
roubava até mesmo sua prosa
roubava e ficava calado
o assalto à mão armada
fiz a partír do olhar
roubei até o balançar
de seus seios e passadas
e fiz isso tranquilamente
sonso e serenamente
eu que não à tinha pra mim...
pudera, ela que não quis,
negou meu verso e poema
assim, sem nenhum dilema
elevando o seu belo nariz
e então eu fiz o que pude
para aplacar minha dor
roubei muito e amiúde
roubei, sem nenhum pudor...
esta cada dia mais bela,
Não sabe que roubei dela
a flor da sua inocencia
Andava ela pela rua
parecendo que flutuava
enquanto eu à olhava
sugando sua pele nua
sugava seu olho encantado
sua cor alva e dengosa
roubava até mesmo sua prosa
roubava e ficava calado
o assalto à mão armada
fiz a partír do olhar
roubei até o balançar
de seus seios e passadas
e fiz isso tranquilamente
sonso e serenamente
eu que não à tinha pra mim...
pudera, ela que não quis,
negou meu verso e poema
assim, sem nenhum dilema
elevando o seu belo nariz
e então eu fiz o que pude
para aplacar minha dor
roubei muito e amiúde
roubei, sem nenhum pudor...
sábado, fevereiro 07, 2009
versinhos
eu mimo essa menina
de tudo que encanta e atina;
as cores do vento no mato
os olhos do mar salgado
a noite entupida de estrelas
Encubro a sua relva de pele
com os cheirinhos crisálidos do mato molhado
e pego do gosto da boca
o cheiro da rosa num tom orvalhado
sinto do pescoçinho
aquele cheiro de capim santo
e salvo do seu umbiguinho
um inseto ladrando pelos teus cantos
planejo ser sua poesia
mais bonita e mais dengosa
quem sabe um verso bem feito
que sai de sua boca
num dia de prosa
talvez ser matéria animal
dos seus mais recônditos pensamentos
andar pelo seu quintal
fazendo das coisas que aninha o vento
ser motivo de graça
de seu plurialvo e formoso sorriso
andar pelas suas casas
cantando e dançando
(este é o meu vicio)
Depois de descansar um pouquinho...
que ninguem é de ferro e só descansado
posso fazer para ela
tudo que disse e bem caprichado!
de tudo que encanta e atina;
as cores do vento no mato
os olhos do mar salgado
a noite entupida de estrelas
Encubro a sua relva de pele
com os cheirinhos crisálidos do mato molhado
e pego do gosto da boca
o cheiro da rosa num tom orvalhado
sinto do pescoçinho
aquele cheiro de capim santo
e salvo do seu umbiguinho
um inseto ladrando pelos teus cantos
planejo ser sua poesia
mais bonita e mais dengosa
quem sabe um verso bem feito
que sai de sua boca
num dia de prosa
talvez ser matéria animal
dos seus mais recônditos pensamentos
andar pelo seu quintal
fazendo das coisas que aninha o vento
ser motivo de graça
de seu plurialvo e formoso sorriso
andar pelas suas casas
cantando e dançando
(este é o meu vicio)
Depois de descansar um pouquinho...
que ninguem é de ferro e só descansado
posso fazer para ela
tudo que disse e bem caprichado!
domingo, fevereiro 01, 2009
Uma poesia sem destinatario
ouvi dizer que você queria que eu lhe fizesse uma poesia
mas essas coisas não são assim,
o verso as vezes demora de chegar...
mas mesmo assim espere um pouco e se aproxime
quem sabe isso aumente minha capacidade criativa,
me dê um pouco mais de inspiração,
(confesso que a poesia nem sempre é sinceridade)
mas tenha calma
com isso não quis dizer que não lhe brindarei um verso,
devagarzinho ele chega
é que a paciencia é extremamente elementar nessa hora...
mas lhe confesso que isso mexe comigo...
Esse lance de mulher me pedir um verso,
sabe como é, né?
testosterona, sexo, essas coisas...
mas no seu caso foi diferente,
encarei como uma forma de aproximação tranquila,
troca de amor tranquilo,
sem caricias e bolinações...
mas mesmo assim me deixou mexido por dentro...
é que você me pediu um verso e...
uma poesia que você quer, né?
acho que não dormirei nessa madrugada...
mas essas coisas não são assim,
o verso as vezes demora de chegar...
mas mesmo assim espere um pouco e se aproxime
quem sabe isso aumente minha capacidade criativa,
me dê um pouco mais de inspiração,
(confesso que a poesia nem sempre é sinceridade)
mas tenha calma
com isso não quis dizer que não lhe brindarei um verso,
devagarzinho ele chega
é que a paciencia é extremamente elementar nessa hora...
mas lhe confesso que isso mexe comigo...
Esse lance de mulher me pedir um verso,
sabe como é, né?
testosterona, sexo, essas coisas...
mas no seu caso foi diferente,
encarei como uma forma de aproximação tranquila,
troca de amor tranquilo,
sem caricias e bolinações...
mas mesmo assim me deixou mexido por dentro...
é que você me pediu um verso e...
uma poesia que você quer, né?
acho que não dormirei nessa madrugada...
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