terça-feira, setembro 02, 2008

Aos olhos da noite a vida é pequena,
a vida dos homens (a nossa, terrena),

aos olhos de Deus (E Deus existe?)
Há só propriedade e um jeito triste

Aos olhos do amor (E o amor existe?)
Há menos verdades do que sandices

As veias da verdade (E a verdade onde está?)
percorridas por ideias
(apenas palavras e certezas honestas)



mas a honestidade subjaz na intenção

terça-feira, agosto 26, 2008

É certamente uma vagabunda
e o pior é que já gostei dela
Desilusão é o que sinto agora

A desilsão é um final de novela
è sempre o mesmo gosto decepcionante
em sutilezas de grau devido ao envolvimento
a desilusão é libertadora
e a liberdade nem sempre é doce

segunda-feira, agosto 25, 2008

este eh o poema mais escarrado que jah fiz

EU não sou poeta
sou um inventor
invento portas abertas
para o mais belo esplendor

Eu sou um poeta
não sou um inventor
invento tua hora certa
para o meu cocoroco

EU não sou menino
sou muito gente grande
invento teu destino
e o meu já tem um nome

Eu não sou nada de mmais
e o que eu quero é ser de menos
talvez eu seja tomaz
um colega meu dos tempos do sartre

E por fim termino o poema

terça-feira, agosto 19, 2008

acaso sei, poesia?

O segredo das casas o poema não canta
o mistério das almas tampouco ele alcança
cada palavra, dança sem dança
Perpassam e desatam as rimas, mas mancam

Não há um poema segredo dos nexos
Destrave das almas, estertor dos complexos
Pois o que o poema almeja e canta,
senhora,
não vive na vida que vívida dança

Nâo ousarei o que tenso fazer
Dizer - o que é o poema? -
Será o meu dever?
Não digo sim traço, em traços sublimes,
Poemas, enlaces que o meu ser exime

quinta-feira, agosto 14, 2008

Eu tremo se acaso penso
No vir do ser mais intenso
Mulher cujo um dia pretenso
Comer de quatro a devassa

E nesse combate tenso
Devasso, contudo infenso
Tento na calma do incenso
Comer de quatro a devassa

Alguns dirão: não tem censo
Outras: preciso de um lenço
No entanto ainda pretenso
Comer de quatro a devassa

cabimento

Não caibo dentro do verso
Não me encaixo neste regasso
Sou resto de rumo e cesso
A beira de ter um colapso

Não sou nenhum A-b-b-a
Muito menos a-b-a-b
Versos brancos não vão me explicar
Versos pretos não vão me encolher

Poetas, loucos bailarinos
Não cantam, bailam com as palavras
No entanto, este casto menino
Não cabe no sumo de tua lavra

quarta-feira, agosto 13, 2008

A revolta dos nerds

O video game esta empoeirado
deste modo pode quebrar
e eu sempre penso em ter ao meu lado
uma mulher que possa me dar

O video Game serve pra o jogo
Uma mulher para divertimento
seus olhos sua boca seu corpo todo
sanam as dores ou causam lamento

No video game há mil opções
todas iguais em termos de fim
pois nunca haverá nele uma erupção
de gozo de gala de porra de sim...

terça-feira, agosto 12, 2008

Scrap

O cabelo era rosa
e era rosa também
a cor da boceta
seu cheiro porém

não pude sentir
devido a distância
a vasta distância
da MTV

pois era a Vijay
mais gata, felina
a qual, na latrina,

não pestanejei!
bati uma punheta
e nela gozei

quinta-feira, julho 17, 2008

Arnaldo Antunes recortado

temperatura
aparencia
paz
cor
valor
consistencia
sentido
coisas

vizinho
sozinho
lingua
diferente
passagem
rua
longe
lingua
sua
estou
mundo
seu

você
quis
feliz
mim
dá
lá
viu
frio
lugar
caibo
mais
em
mim
desprezou
acabou
falar
falhou
apagou

bagdá...
recordando lá
tigre, mesopotâmia, sherazad
quando sirene tocar
antecipando bombas
lembro...
nossa...
porém suspensos
lua abundante
noite...mil tempos

mapa
califa
ladrões
livrarias
beira
joia

sujar
lavar
agua
depois
areia
esperar
vagalume
ouvir
proxima
pé
respirar
comer
caminhar
chover
acontecer
gentil
pessoa
na
de
piscar
onda
se
tomar
chuva
saudade
tarde
para
escurecer
esquecer
dormir
deitar

quando
você
não
lembrar
tudo
aconteceu
aurora
flroes
pele
sopa
porta
bola
ferro
mel
toda
lembra
rio
for
deitar
deixa
pensamento
sem
voltar
musica
pássaro
escuro
bebe
morrer
acontecerá
dia

sexta-feira, julho 11, 2008

Percalso poemado

ato manifesto
tranformador
transforma a dor
em algo incerto

Ato inoperante
contestador
contesta a dor
é um ato errante

E assim em atos e mais atos
a vida é feita em percalsos
e em belezas também

Mas a beleza pode ser Percalso
e o Percalso se torna beleza
neste meu verso meu bem

terça-feira, julho 08, 2008

Anônimo Antônio

Vai descuidado anônimo
que agora é Antônio
Seu mergulho cômico
Seu amor daltônico
Sua camada de ozônio
Não existe mais.
Findou-se a agonia
E era você quem bem queria
que ela o deixasse em paz.
Não, nem mude de assunto
que você cá neste mundo
tanto fez ou tanto faz
é o mesmo sempre,
sempre o último ao percorrer
a galeria dos seus ais.

Vai descuidado Antônio
que agora é anônimo
Sua camada de amor
É o que fica pra trás.


Anadora Andrade e Tiago Groba

Esses são dois poetas não publicados
que adoro
principalmente Tiago Groba
que se não fosse tamanha a pieguice
poderia chamar de mestre

domingo, julho 06, 2008

Depois de ver teus versos(à Albano)

Depois de ver teus versos
Que em meus olhos foram certos
Logo digo todo incerto
Escrever não posso mais

E não posso, mas escrevo,
Criptagens, devaneios
Qual diante deste enleio
Que me trazes
Vão-se ao cais

A espera de Caronte
Que os leva pro jamais...

sábado, julho 05, 2008

O pingüim e a pingüinha

Não tem tempo ruim nem rinha
Entre o pingüim e a pingüinha
Faça chuva desça neblina
Caia a lua numa esquina
Nada nada aporrinha
Ao pingüim e a pingüinha
Quando ela tá triste, tadinha,
Todinha cabeça pra baixo,
Ele vem logo, aprumado,
E dá uma rapidinha.

Tiago Groba poeta que fez que fez este poema...
acho que vou começar a postar algumas coisas que não são minhas no blog este poema mesmo me pareceu valido
abraços a todos

domingo, junho 22, 2008

ladainha de capoeira cujo autor desconheço

Eu já he disse que sou
Planta de raiz profunda
Eu aguento tempestade
O meu barco não afunda
Eu sou aço de primeira
Que a brasa não derrete
Flecha de má pontaria
Duvido que me acerte
Forte como o ba-ô-ba
Tronco grosso e resistente
Osso duro de roer
Que não é pra qualquer dente
Nasci carne de terceira
Dificil de cozinhar
Mas sou facil pra qualquer
Que saiba me conquistar
Mas que não venha com coleira
Pra querer me escravizar
Ha ha!

terça-feira, junho 03, 2008

Hipocrisia(contribuição do baixista danilo)

Em minha vida não há hipocrisia
Todos meus sonhos são bons
Nunca a tristeza tem em mim moradia
e só tomo sorvete Kibon

Em quadras enquadro minha felicidade
Nos odes tão caros a minha pregação
"Não mate não roube nem nunca se mate
A vida é um sol no calor do verão"

Espero que a vida assim me prossiga
Sem medo, sem raiva, um sim de verdade...
Mas mesmo nos peitos onde o medo inda habita

Espero encontrar meu eu em tua verdade
Pois a hipocrisia destes versos com rima
Foi funda, tão funda que esqueço a verdade.

quinta-feira, maio 29, 2008

soneto do amor vindouro

Toda vida te procuro
Toda festa fico apar
Fito ao longe de meus muros
Teus soslaios, teu olhar

De mim exija pouco
Não espere um grande mar
Não procure neste louco
Teus sonhares de luar

Cante baixinho tua novena
E peça pra deus te iluminar
Fico cá em quarentena

Taciturno a te esperar,
Menina-mulher serena
inda espero te trilhar

quarta-feira, maio 21, 2008

Olha a cara do brasileiro
Olha o sorriso dessa negona
Olha o silêncio dos meus olhos

sábado, maio 17, 2008

Meu percurso

Meu percurso
Foi dis-curso de mim mesmo
(Um emaranhado de cabelos despenteados)
(E uma voracidade de centelhas dissimulados).
E Minha verdade foi vontade de ser tudo
(Intelecto supremo do mundo).

Meu caminho foi sozinho por umas vielas
(Encruzilhadas mal-fadadas à entorpecência
(Cataratas contraídas na adolescência).

Um senil tropeço de aquarelas
(Vaso destruído por empregadas
(Reclames de mãe indignada)

Trabalho de distância inacabada