quarta-feira, novembro 22, 2006

poeta baiano

poeta baiano
mal interpretado
leitor de alguns insanos
e outros menos difamados

poetinha baiano
ainda em formação
no futuro proximo
no dia da explicação

leitor de versos drummonianos
e de Damário da Cruz
poetinha baiano
que ainda crê em Jesús

domingo, novembro 19, 2006

O que vi e não quero te contar

Desde já ou desde antes
não importa se percebi
eu nem me lembro ao certo quando,
mas sei que vi e re-vi

não era fato consumado
nem muito menos assunto pedante
também não era caso raro
era como um alto-falante

meu amigo também viu
não se importou nem um pouco
não era de sua feição,

mas a mim me consumiu
pouco a pouco o coração
morto já de antemão

sábado, novembro 18, 2006

dia de baba
chingamentos carregados de nada.
No final?
Foi sete a cinco
e o meu blog Ficou sendo diário....

por minutos infindos

sexta-feira, novembro 17, 2006

ninguém entende do amor
só o amante...
e só ele e apenas ele
sabe porque este anda errante

o poeta não é letrado
as palavras saem como são
e o amor por ser uma a mais
anda girando em vaguidão

por isso nego atenção
e penso que amar, na verdade,
é viver sem ter solidão

afinal quem nesse mundo,
que anda desconcertado,
não sofreu desta ilusão?

quinta-feira, novembro 16, 2006

Cidade do Salvador

és teu nome companheiro que tens aqui
entretanto mal versas sobre ela
esqueceu-a
em tuas leituras mal fadadas e tuas parabolas delirantes

No entanto ela prossegue infante
aguardando a cada instante um sinal, misero(que seja!),
de tua salvação.
Na ponta de cada farol
na proa dos barcos atracados no porto
nas vielas encimesmadas de teu centro impressionante
e nas passadas cansadas de teus andantes

em 1930 Campo Grande pouco tinha de tua maestria,
de teus encolossados edifícios e e de tuas fontes jorrantes.
Campo Grande ainda não era grande, mas era ele, intacto
aberrantemente igual em estílistica.
As pessoas passavam,
ainda em menor grau, mas talvez com parecidos sentimentos
e com parecidos passos,
cansados da labuta intensa da cidade grande

Salvador dos versos novos já não tem mais sete portões,
já não tem padres canibalizados
(talvez pedófilos engaiolados)
Jà não tem Igrejas como principal morada
e nem no pelourinho,
negros não tomam mais chibatadas,
mas entretanto continuas feia, Salvador,

o suburbio ferroviario mal utiliza seu trem e suas praias?
não mais comportam ninguém...
Sua região norte mal é vista como sua parte, tendo até jingles politiqueiros,
que se aproveitam das tuas miragens...
Salvador dos versos novos permanece igual, mas diferente em numero e grau
e espera, até não sei quando, a construção do metrô...

domingo, novembro 12, 2006

no mais Pessoano verso...

pungitivo enclaustro branco
incalto encejo impuro
finado poema estanque
manifestamente obscuro

novo e pungitivo insumo
em seu eleito e seguro
caminho que arde no meio
ao caminhar pelos muros

E assim poetamos caminhios
no meio dos nossos passos
durante nossos espaços.
Nós poetas Pessoanos...

segunda-feira, outubro 09, 2006

Eu

Sò um garoto de dezesseis anos
perdido no mundo,
entre tantas frases, gracejos e poemas
sozinho por ter de andar só...

Acaso a vida é uma jornada?

O que faz deste poema poesia
não é o seu gracejo,
e sim sua falta de coragem
no fundo, no fundo, no fundo
és tão idiota quanto qualquer outro

E tão impuro quanto sua culpa imbecil.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Esses tempos

novo tempo
ampla forma
nominalmente aterrorizante.
Brasil como nova norma
de catetos equidistantes

Simbiose multipla de forma
perene. Só mais um sinônimo
de negação. Sabedoria inversa
Nova promessa
de revolução.

Será essa eleição?

sábado, setembro 23, 2006

O passo e o compasso II

Passe o compasso no ato do passo,
pois passo sem ato não é decisão
não ligue se o ato do passo for falso,
pois falso e não falso é só decisão

Escolha o caminho que te siga e persiga
não só o caminho que te aplaque àflição
pois em meio ao sentido de cada caminho
há letras cerradas do vinho ou do pão

Há escolhas e escolhas entre as tentativas
por um s(c)em-motivo de falta de amor
afinal se um anteparo se torna vazio
é porque bem no fundo o calor dissipou

sexta-feira, setembro 22, 2006

cansaço

me dá um pouco do teu caminho
que este já tá meio chato
espetaculo meu de todo dia
dança com sono de toda tarde
acrósticos bem feitos
poemas vercejados em forma de paz
assaz aberrante

saudade dos tempos da lua,
mas está já ficou nova,
tão nova que nem mais reluz

reluzir nos tempos da lua
com madeiras podres e calcificadas
aberrante matéria de pouca piada
falar, falar, falar
vida besta, sonho nenhum;
verdades e mais verdades...

posso me cansar de procurar?

quinta-feira, setembro 21, 2006

venereo

poetar pelos ouvidos
na aula de matematica
difere do empedernido
sentido entrecortado

e com os os olhos no chão
sigo
não te venero
silêncio mal-disfarçado
do meu sentimento venereo

terça-feira, setembro 19, 2006

qualquer saudade

no dia da vida amarga
vivo a procura de paz,
mas a paz é sempre retorcida

no dia ruim do domingo
pergunto quase sem jeito,
cem dias que batem em meu peito?

no dia quase amargo
pergunto se haverá guerra
respondem-me que não

digo graças a deus?

sábado, setembro 16, 2006

menina da pele branca,
dourada de tanto sol,
pergunta ao menino moreno,
quase morto de tanta lua

- Tanto poema, tanto desandar, na verdade o que será?

menino calado
responde abafado

- nada não, nada não

quinta-feira, setembro 14, 2006

RIO DE FOGO (Tyko, 14/09/05, meu pai que por sinal tem a manha de escrever como podem ver ai)

RIO DE FOGO
Tyko, 14/09/05

Planto-me meio amedrontado
No teu ser,
Procuru-te
Como um cão faminto,
Marco o teu corpo com cruzes de fogo
Forjadas pela minha boca!
Fiz-te vertente dos meus líquidos,
No leve rosado dos teu lábios,
No longo negro dos teus cabelos
Me abato num gozo louco e infindavel!
Fizeste fugir as sombras,
Acabar o estio.
Você me tornou uma flexa,
Que te penetra em todos os lugares
E em todas as direções e sentidos.

quarta-feira, setembro 06, 2006

O amor não pode morrer,
mas falta espaço pra ele
vive-se de tal forma que a sua forma de expressão
é na verdade um limiar de depuração

"o amor comeu todos os meus cartões de visita"

não sinto-me constrangido em lhe dizer que te amo
não,
na verdade à amo demais
e a culpa dessa merda toda
é a absoluta falta de humanidade dos nossos pais

"o amor comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome"

Na poesia encontramos calma
mas tanta calma que que me deixa irritado
pois a calma que encontramos
é a calma das almas encalacradas
viver é ser.
poder é já consumicão
tristezas engaioladas
que entretem nossa solidão

Ter é ficar rico
rico de sí mesmo por convicção,
mas também é medo de outros caminhos
que se engajam na nossa visão

meus sentidos são esquadrinhados
e o serafismo de nossos destinos
são ao mesmo tempo encouraçados

ou estilhaçados por nossos desejos,
gracejos
que nos entretem por falta de paz
a paz que não faz parte da nossa viagem
de ter rimas e lutas encartes
pra uma luta maior
que iremos de mãos dadas?

terça-feira, setembro 05, 2006

Ao amor

as almas assumem,
assaz atadas,
algo acabado...

assim alarmado
amor alquebrado
assume algozes amavelmente...

segunda-feira, setembro 04, 2006

Sentido Inverso(pode ser de qualquer um, mas quem fez foi Damário Dacruz)

Inutíl o verso
na busca de você.
Se
teus ouvidos
escutam o que não digo.
Se teus olhos
miram o que não avisto.
Se teus labios
dizem o que não traduzo.
Se teus dedos
tocam o que não alcanço.
Inutil o verso
na busca de você
Se
o meu amor
Não grita
não vê
não fala
não pega
os teus sentidos.
Inutil você.