menina da pele branca,
dourada de tanto sol,
pergunta ao menino moreno,
quase morto de tanta lua
- Tanto poema, tanto desandar, na verdade o que será?
menino calado
responde abafado
- nada não, nada não
sábado, setembro 16, 2006
quinta-feira, setembro 14, 2006
RIO DE FOGO (Tyko, 14/09/05, meu pai que por sinal tem a manha de escrever como podem ver ai)
RIO DE FOGO
Tyko, 14/09/05
Planto-me meio amedrontado
No teu ser,
Procuru-te
Como um cão faminto,
Marco o teu corpo com cruzes de fogo
Forjadas pela minha boca!
Fiz-te vertente dos meus líquidos,
No leve rosado dos teu lábios,
No longo negro dos teus cabelos
Me abato num gozo louco e infindavel!
Fizeste fugir as sombras,
Acabar o estio.
Você me tornou uma flexa,
Que te penetra em todos os lugares
E em todas as direções e sentidos.
Tyko, 14/09/05
Planto-me meio amedrontado
No teu ser,
Procuru-te
Como um cão faminto,
Marco o teu corpo com cruzes de fogo
Forjadas pela minha boca!
Fiz-te vertente dos meus líquidos,
No leve rosado dos teu lábios,
No longo negro dos teus cabelos
Me abato num gozo louco e infindavel!
Fizeste fugir as sombras,
Acabar o estio.
Você me tornou uma flexa,
Que te penetra em todos os lugares
E em todas as direções e sentidos.
quarta-feira, setembro 06, 2006
O amor não pode morrer,
mas falta espaço pra ele
vive-se de tal forma que a sua forma de expressão
é na verdade um limiar de depuração
"o amor comeu todos os meus cartões de visita"
não sinto-me constrangido em lhe dizer que te amo
não,
na verdade à amo demais
e a culpa dessa merda toda
é a absoluta falta de humanidade dos nossos pais
"o amor comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome"
Na poesia encontramos calma
mas tanta calma que que me deixa irritado
pois a calma que encontramos
é a calma das almas encalacradas
mas falta espaço pra ele
vive-se de tal forma que a sua forma de expressão
é na verdade um limiar de depuração
"o amor comeu todos os meus cartões de visita"
não sinto-me constrangido em lhe dizer que te amo
não,
na verdade à amo demais
e a culpa dessa merda toda
é a absoluta falta de humanidade dos nossos pais
"o amor comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome"
Na poesia encontramos calma
mas tanta calma que que me deixa irritado
pois a calma que encontramos
é a calma das almas encalacradas
viver é ser.
poder é já consumicão
tristezas engaioladas
que entretem nossa solidão
Ter é ficar rico
rico de sí mesmo por convicção,
mas também é medo de outros caminhos
que se engajam na nossa visão
meus sentidos são esquadrinhados
e o serafismo de nossos destinos
são ao mesmo tempo encouraçados
ou estilhaçados por nossos desejos,
gracejos
que nos entretem por falta de paz
a paz que não faz parte da nossa viagem
de ter rimas e lutas encartes
pra uma luta maior
que iremos de mãos dadas?
poder é já consumicão
tristezas engaioladas
que entretem nossa solidão
Ter é ficar rico
rico de sí mesmo por convicção,
mas também é medo de outros caminhos
que se engajam na nossa visão
meus sentidos são esquadrinhados
e o serafismo de nossos destinos
são ao mesmo tempo encouraçados
ou estilhaçados por nossos desejos,
gracejos
que nos entretem por falta de paz
a paz que não faz parte da nossa viagem
de ter rimas e lutas encartes
pra uma luta maior
que iremos de mãos dadas?
terça-feira, setembro 05, 2006
Ao amor
as almas assumem,
assaz atadas,
algo acabado...
assim alarmado
amor alquebrado
assume algozes amavelmente...
assaz atadas,
algo acabado...
assim alarmado
amor alquebrado
assume algozes amavelmente...
segunda-feira, setembro 04, 2006
Sentido Inverso(pode ser de qualquer um, mas quem fez foi Damário Dacruz)
Inutíl o verso
na busca de você.
Se
teus ouvidos
escutam o que não digo.
Se teus olhos
miram o que não avisto.
Se teus labios
dizem o que não traduzo.
Se teus dedos
tocam o que não alcanço.
Inutil o verso
na busca de você
Se
o meu amor
Não grita
não vê
não fala
não pega
os teus sentidos.
Inutil você.
na busca de você.
Se
teus ouvidos
escutam o que não digo.
Se teus olhos
miram o que não avisto.
Se teus labios
dizem o que não traduzo.
Se teus dedos
tocam o que não alcanço.
Inutil o verso
na busca de você
Se
o meu amor
Não grita
não vê
não fala
não pega
os teus sentidos.
Inutil você.
domingo, agosto 27, 2006
vomito estes versos
pra não te entregar
menina linda que me fez ver:
a saudade é sílaba tônica do sonhar.
Enquanto isso?
agente vai levando...
com rezas, presas e vitrolas
ouvindo Jorge Ben aos sábados,
ou tocadeiras de viola
então peço-te, humildemente,
permissão...
perpassa em minha cabeça
algumas duvidas...
Será que sua saudade é verdadeira?
Não...
Preciso de um tempo...
e de uma vida sem culpa
pra não te entregar
menina linda que me fez ver:
a saudade é sílaba tônica do sonhar.
Enquanto isso?
agente vai levando...
com rezas, presas e vitrolas
ouvindo Jorge Ben aos sábados,
ou tocadeiras de viola
então peço-te, humildemente,
permissão...
perpassa em minha cabeça
algumas duvidas...
Será que sua saudade é verdadeira?
Não...
Preciso de um tempo...
e de uma vida sem culpa
quinta-feira, agosto 24, 2006
quarta-feira, agosto 23, 2006
Traduzir-se (poema de Ferreira Gullar muito bom)
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?
segunda-feira, agosto 21, 2006
Via Magia(ou uma forma de voltar atrás)
o que nos dá nessa escola
que a saudade é constante
que o amar é pedante
que o poeta é sincero
o que que há nessa magia
que nos traz alegria
só de estar lá
eu pensei em fazer um soneto
mas este é preso demais
então lembrei que a saudade
é uma forma de voltar atrás
mas então poeta,
que fala sozinho,
escolha um caminho:
só um caminho!
já não podes voltar
escolha um problema
escolha uma solução
não têm mais sentido;
viver nessa solidão
que a saudade é constante
que o amar é pedante
que o poeta é sincero
o que que há nessa magia
que nos traz alegria
só de estar lá
eu pensei em fazer um soneto
mas este é preso demais
então lembrei que a saudade
é uma forma de voltar atrás
mas então poeta,
que fala sozinho,
escolha um caminho:
só um caminho!
já não podes voltar
escolha um problema
escolha uma solução
não têm mais sentido;
viver nessa solidão
quinta-feira, agosto 17, 2006
desabafo sem nome e impossivel de nomear (um desafio aos psicanalistas)
a morte mar e furia
no norte
da tua candura
suporte
das estruturas
escolte
o que te usura
não folgue não lenha a dura
não solte não siga a cura
se enforque nas pestilentas
nem sobre nas tuas horrendas
maldades do meio-dia
no norte
da tua candura
suporte
das estruturas
escolte
o que te usura
não folgue não lenha a dura
não solte não siga a cura
se enforque nas pestilentas
nem sobre nas tuas horrendas
maldades do meio-dia
terça-feira, agosto 15, 2006
pra voltar com mais coragem?
aqui estou eu
no alto do condomínio
buscando raízes intoxicadas
e madeiras podres de fim de sábado
Pensei em fumar um cigarro
Assim meu deus pergunta
que duvida?
pois nos montes mais altos
É que o vento sopra forte
mas não me dá coragem
É que meu verso pergunta primeiro
matreiro,
mas por falta de aconchego, emudeço.
E emudecido hei de ficar
no alto do condomínio
buscando raízes intoxicadas
e madeiras podres de fim de sábado
Pensei em fumar um cigarro
Assim meu deus pergunta
que duvida?
pois nos montes mais altos
É que o vento sopra forte
mas não me dá coragem
É que meu verso pergunta primeiro
matreiro,
mas por falta de aconchego, emudeço.
E emudecido hei de ficar
segunda-feira, agosto 14, 2006
poema exato
Não tem mais sentido.
O verborragico sentido mudo,
que surdo...
pensa que fazer
é saber que sabe o saber
errado.
Calado
prossigo sentado
e penso que quatro horas tenho teatro
O verborragico sentido mudo,
que surdo...
pensa que fazer
é saber que sabe o saber
errado.
Calado
prossigo sentado
e penso que quatro horas tenho teatro
domingo, agosto 13, 2006
Na noite mais rubra de um menino calado
na hora mais finda
da noite mais linda
que o sol consumiu
resplandece a coragem
que o coração repartiu
Na noite mais clara
da agua salgada
que ainda teima em achar
por estrelas no amar
sequer se pergunta:
Se o dia calreou...
No sol mais bonito
que caiou sobre nós
desmanchou na cegueira
e ficamos sós
da noite mais linda
que o sol consumiu
resplandece a coragem
que o coração repartiu
Na noite mais clara
da agua salgada
que ainda teima em achar
por estrelas no amar
sequer se pergunta:
Se o dia calreou...
No sol mais bonito
que caiou sobre nós
desmanchou na cegueira
e ficamos sós
segunda-feira, agosto 07, 2006
sexta-feira, agosto 04, 2006
passada a hora proposta
pro sonho realizar
meu peito aquece a boca
e me faz querer falar
- O quê?
não é a alma estrabica
o coração repartido
a sua solidão(porque não?)
não é o meu sonho sem nexo
meu amor em anexo(obrigado anadora)
meu canto fulgaz...
não é o singelo desejo
o culpado gracejo
a minha liberdade...
(ou tua saudade?)
não se trata deste poema
de tua vida pequena
desta merda sem paz
assaz...
gritante e mal cheirosa
que em dia de rima sem prosa
me faz ter de gritar
(te quero?)
pro sonho realizar
meu peito aquece a boca
e me faz querer falar
- O quê?
não é a alma estrabica
o coração repartido
a sua solidão(porque não?)
não é o meu sonho sem nexo
meu amor em anexo(obrigado anadora)
meu canto fulgaz...
não é o singelo desejo
o culpado gracejo
a minha liberdade...
(ou tua saudade?)
não se trata deste poema
de tua vida pequena
desta merda sem paz
assaz...
gritante e mal cheirosa
que em dia de rima sem prosa
me faz ter de gritar
(te quero?)
quarta-feira, agosto 02, 2006
Além da Marxa (Epopéia de uma poesia)
Ainda que seja inóspito,
hospitaleiro e boçal,
o meu poema não passa de nena
quase-poema épico-banal
reune em si algo de nada,
O tudo deixou escapar.
Lendario esquema de manter-se a cena
juventude no intuito de mudar
Rigidez plástica onomatopeia,
bumbumbun claclacla
idílico de falar das moças;
do fundo do beco no além do além-mar
Não costuma ser sempre poesia:
fusão, união, penar.
Não procura mudança de forma
e o conteúdo chegou sem chegar
legado de som tropicalfernalha,
nem se importa com o que há de será,
É geral do vandréguardista
Na pista!
da raive pulsar...
ligadão de ser surfista
broto, maronha, fuder sem fumar
Camisa de colo morena da lista
biquini sinistro e sem se importar
homens sem visto e nuzinhos no mar
petrificando a visão de quem não quer se vê
Rimar perfeitas, além de 'm' e 'a',
na singela tentativa de ter algo em você
Mudanças de tom
No saber axioMarxico
Que o conteúdo é que passa
com um som mais-legal
hospitaleiro e boçal,
o meu poema não passa de nena
quase-poema épico-banal
reune em si algo de nada,
O tudo deixou escapar.
Lendario esquema de manter-se a cena
juventude no intuito de mudar
Rigidez plástica onomatopeia,
bumbumbun claclacla
idílico de falar das moças;
do fundo do beco no além do além-mar
Não costuma ser sempre poesia:
fusão, união, penar.
Não procura mudança de forma
e o conteúdo chegou sem chegar
legado de som tropicalfernalha,
nem se importa com o que há de será,
É geral do vandréguardista
Na pista!
da raive pulsar...
ligadão de ser surfista
broto, maronha, fuder sem fumar
Camisa de colo morena da lista
biquini sinistro e sem se importar
homens sem visto e nuzinhos no mar
petrificando a visão de quem não quer se vê
Rimar perfeitas, além de 'm' e 'a',
na singela tentativa de ter algo em você
Mudanças de tom
No saber axioMarxico
Que o conteúdo é que passa
com um som mais-legal
terça-feira, agosto 01, 2006
a pergunta que não quer calar
Era um grupinho de meninos, de uns 9 a 10 anos, jogando conversa fora(se é que se joga conversa fora com essa idade) e acreditem! Já falavam de mulheres... É meu caro hoje em dia já não se tem mais idade pra essas coisas não, só não falavam sobre sexo porque não sabiam o real significado de ter um pau(não tinham, como eu, puberdade precoce). Papo vai, papo vem, até que um pimpolho solta um peido, desses que são raros: altos e fedidos. No momento houve aquela geral gargalhada, uns taparam o nariz, outros bateram na bunda do infeliz na tentativa, fracassada é claro, de acabar o fedor: não se enganem, eles ainda são apenas menininhos de uns 9 a 10 anos. Até que num instante luminoso, desses que se abatem numa conversa e todos têm o mesmo pensamento, mesmo sem perceber isso na situação(é, acontece na conversa desses meninões também) todos ficaram calados, matutando com seus botões e criando suas pequenas-grandes duvidas... Mas foi só um, corajoso e destemido garotinho, que fez a criativa e famigerada pergunta que pousara nas cabeças (não tão) inocentes de todos os mini-garotões presentes na situação:
- Será que elas cagam também?
Não houve resposta, e desse dia em diante foi-se descoberto(ou decretado) o motivo, porquê todos os homens duvidam de sua masculinidade.
- Será que elas cagam também?
Não houve resposta, e desse dia em diante foi-se descoberto(ou decretado) o motivo, porquê todos os homens duvidam de sua masculinidade.
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