as almas assumem,
assaz atadas,
algo acabado...
assim alarmado
amor alquebrado
assume algozes amavelmente...
terça-feira, setembro 05, 2006
segunda-feira, setembro 04, 2006
Sentido Inverso(pode ser de qualquer um, mas quem fez foi Damário Dacruz)
Inutíl o verso
na busca de você.
Se
teus ouvidos
escutam o que não digo.
Se teus olhos
miram o que não avisto.
Se teus labios
dizem o que não traduzo.
Se teus dedos
tocam o que não alcanço.
Inutil o verso
na busca de você
Se
o meu amor
Não grita
não vê
não fala
não pega
os teus sentidos.
Inutil você.
na busca de você.
Se
teus ouvidos
escutam o que não digo.
Se teus olhos
miram o que não avisto.
Se teus labios
dizem o que não traduzo.
Se teus dedos
tocam o que não alcanço.
Inutil o verso
na busca de você
Se
o meu amor
Não grita
não vê
não fala
não pega
os teus sentidos.
Inutil você.
domingo, agosto 27, 2006
vomito estes versos
pra não te entregar
menina linda que me fez ver:
a saudade é sílaba tônica do sonhar.
Enquanto isso?
agente vai levando...
com rezas, presas e vitrolas
ouvindo Jorge Ben aos sábados,
ou tocadeiras de viola
então peço-te, humildemente,
permissão...
perpassa em minha cabeça
algumas duvidas...
Será que sua saudade é verdadeira?
Não...
Preciso de um tempo...
e de uma vida sem culpa
pra não te entregar
menina linda que me fez ver:
a saudade é sílaba tônica do sonhar.
Enquanto isso?
agente vai levando...
com rezas, presas e vitrolas
ouvindo Jorge Ben aos sábados,
ou tocadeiras de viola
então peço-te, humildemente,
permissão...
perpassa em minha cabeça
algumas duvidas...
Será que sua saudade é verdadeira?
Não...
Preciso de um tempo...
e de uma vida sem culpa
quinta-feira, agosto 24, 2006
quarta-feira, agosto 23, 2006
Traduzir-se (poema de Ferreira Gullar muito bom)
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?
segunda-feira, agosto 21, 2006
Via Magia(ou uma forma de voltar atrás)
o que nos dá nessa escola
que a saudade é constante
que o amar é pedante
que o poeta é sincero
o que que há nessa magia
que nos traz alegria
só de estar lá
eu pensei em fazer um soneto
mas este é preso demais
então lembrei que a saudade
é uma forma de voltar atrás
mas então poeta,
que fala sozinho,
escolha um caminho:
só um caminho!
já não podes voltar
escolha um problema
escolha uma solução
não têm mais sentido;
viver nessa solidão
que a saudade é constante
que o amar é pedante
que o poeta é sincero
o que que há nessa magia
que nos traz alegria
só de estar lá
eu pensei em fazer um soneto
mas este é preso demais
então lembrei que a saudade
é uma forma de voltar atrás
mas então poeta,
que fala sozinho,
escolha um caminho:
só um caminho!
já não podes voltar
escolha um problema
escolha uma solução
não têm mais sentido;
viver nessa solidão
quinta-feira, agosto 17, 2006
desabafo sem nome e impossivel de nomear (um desafio aos psicanalistas)
a morte mar e furia
no norte
da tua candura
suporte
das estruturas
escolte
o que te usura
não folgue não lenha a dura
não solte não siga a cura
se enforque nas pestilentas
nem sobre nas tuas horrendas
maldades do meio-dia
no norte
da tua candura
suporte
das estruturas
escolte
o que te usura
não folgue não lenha a dura
não solte não siga a cura
se enforque nas pestilentas
nem sobre nas tuas horrendas
maldades do meio-dia
terça-feira, agosto 15, 2006
pra voltar com mais coragem?
aqui estou eu
no alto do condomínio
buscando raízes intoxicadas
e madeiras podres de fim de sábado
Pensei em fumar um cigarro
Assim meu deus pergunta
que duvida?
pois nos montes mais altos
É que o vento sopra forte
mas não me dá coragem
É que meu verso pergunta primeiro
matreiro,
mas por falta de aconchego, emudeço.
E emudecido hei de ficar
no alto do condomínio
buscando raízes intoxicadas
e madeiras podres de fim de sábado
Pensei em fumar um cigarro
Assim meu deus pergunta
que duvida?
pois nos montes mais altos
É que o vento sopra forte
mas não me dá coragem
É que meu verso pergunta primeiro
matreiro,
mas por falta de aconchego, emudeço.
E emudecido hei de ficar
segunda-feira, agosto 14, 2006
poema exato
Não tem mais sentido.
O verborragico sentido mudo,
que surdo...
pensa que fazer
é saber que sabe o saber
errado.
Calado
prossigo sentado
e penso que quatro horas tenho teatro
O verborragico sentido mudo,
que surdo...
pensa que fazer
é saber que sabe o saber
errado.
Calado
prossigo sentado
e penso que quatro horas tenho teatro
domingo, agosto 13, 2006
Na noite mais rubra de um menino calado
na hora mais finda
da noite mais linda
que o sol consumiu
resplandece a coragem
que o coração repartiu
Na noite mais clara
da agua salgada
que ainda teima em achar
por estrelas no amar
sequer se pergunta:
Se o dia calreou...
No sol mais bonito
que caiou sobre nós
desmanchou na cegueira
e ficamos sós
da noite mais linda
que o sol consumiu
resplandece a coragem
que o coração repartiu
Na noite mais clara
da agua salgada
que ainda teima em achar
por estrelas no amar
sequer se pergunta:
Se o dia calreou...
No sol mais bonito
que caiou sobre nós
desmanchou na cegueira
e ficamos sós
segunda-feira, agosto 07, 2006
sexta-feira, agosto 04, 2006
passada a hora proposta
pro sonho realizar
meu peito aquece a boca
e me faz querer falar
- O quê?
não é a alma estrabica
o coração repartido
a sua solidão(porque não?)
não é o meu sonho sem nexo
meu amor em anexo(obrigado anadora)
meu canto fulgaz...
não é o singelo desejo
o culpado gracejo
a minha liberdade...
(ou tua saudade?)
não se trata deste poema
de tua vida pequena
desta merda sem paz
assaz...
gritante e mal cheirosa
que em dia de rima sem prosa
me faz ter de gritar
(te quero?)
pro sonho realizar
meu peito aquece a boca
e me faz querer falar
- O quê?
não é a alma estrabica
o coração repartido
a sua solidão(porque não?)
não é o meu sonho sem nexo
meu amor em anexo(obrigado anadora)
meu canto fulgaz...
não é o singelo desejo
o culpado gracejo
a minha liberdade...
(ou tua saudade?)
não se trata deste poema
de tua vida pequena
desta merda sem paz
assaz...
gritante e mal cheirosa
que em dia de rima sem prosa
me faz ter de gritar
(te quero?)
quarta-feira, agosto 02, 2006
Além da Marxa (Epopéia de uma poesia)
Ainda que seja inóspito,
hospitaleiro e boçal,
o meu poema não passa de nena
quase-poema épico-banal
reune em si algo de nada,
O tudo deixou escapar.
Lendario esquema de manter-se a cena
juventude no intuito de mudar
Rigidez plástica onomatopeia,
bumbumbun claclacla
idílico de falar das moças;
do fundo do beco no além do além-mar
Não costuma ser sempre poesia:
fusão, união, penar.
Não procura mudança de forma
e o conteúdo chegou sem chegar
legado de som tropicalfernalha,
nem se importa com o que há de será,
É geral do vandréguardista
Na pista!
da raive pulsar...
ligadão de ser surfista
broto, maronha, fuder sem fumar
Camisa de colo morena da lista
biquini sinistro e sem se importar
homens sem visto e nuzinhos no mar
petrificando a visão de quem não quer se vê
Rimar perfeitas, além de 'm' e 'a',
na singela tentativa de ter algo em você
Mudanças de tom
No saber axioMarxico
Que o conteúdo é que passa
com um som mais-legal
hospitaleiro e boçal,
o meu poema não passa de nena
quase-poema épico-banal
reune em si algo de nada,
O tudo deixou escapar.
Lendario esquema de manter-se a cena
juventude no intuito de mudar
Rigidez plástica onomatopeia,
bumbumbun claclacla
idílico de falar das moças;
do fundo do beco no além do além-mar
Não costuma ser sempre poesia:
fusão, união, penar.
Não procura mudança de forma
e o conteúdo chegou sem chegar
legado de som tropicalfernalha,
nem se importa com o que há de será,
É geral do vandréguardista
Na pista!
da raive pulsar...
ligadão de ser surfista
broto, maronha, fuder sem fumar
Camisa de colo morena da lista
biquini sinistro e sem se importar
homens sem visto e nuzinhos no mar
petrificando a visão de quem não quer se vê
Rimar perfeitas, além de 'm' e 'a',
na singela tentativa de ter algo em você
Mudanças de tom
No saber axioMarxico
Que o conteúdo é que passa
com um som mais-legal
terça-feira, agosto 01, 2006
a pergunta que não quer calar
Era um grupinho de meninos, de uns 9 a 10 anos, jogando conversa fora(se é que se joga conversa fora com essa idade) e acreditem! Já falavam de mulheres... É meu caro hoje em dia já não se tem mais idade pra essas coisas não, só não falavam sobre sexo porque não sabiam o real significado de ter um pau(não tinham, como eu, puberdade precoce). Papo vai, papo vem, até que um pimpolho solta um peido, desses que são raros: altos e fedidos. No momento houve aquela geral gargalhada, uns taparam o nariz, outros bateram na bunda do infeliz na tentativa, fracassada é claro, de acabar o fedor: não se enganem, eles ainda são apenas menininhos de uns 9 a 10 anos. Até que num instante luminoso, desses que se abatem numa conversa e todos têm o mesmo pensamento, mesmo sem perceber isso na situação(é, acontece na conversa desses meninões também) todos ficaram calados, matutando com seus botões e criando suas pequenas-grandes duvidas... Mas foi só um, corajoso e destemido garotinho, que fez a criativa e famigerada pergunta que pousara nas cabeças (não tão) inocentes de todos os mini-garotões presentes na situação:
- Será que elas cagam também?
Não houve resposta, e desse dia em diante foi-se descoberto(ou decretado) o motivo, porquê todos os homens duvidam de sua masculinidade.
- Será que elas cagam também?
Não houve resposta, e desse dia em diante foi-se descoberto(ou decretado) o motivo, porquê todos os homens duvidam de sua masculinidade.
segunda-feira, julho 31, 2006
Hora devassa
no dia de inverno
o efeito foi contrario
a vontade, o desejo, o incerto
se serviu na hora da aula
às onze e trinta e um,
parecia ser só mais um,
baseado mal fumado
o efeito foi contrario
a vontade, o desejo, o incerto
se serviu na hora da aula
às onze e trinta e um,
parecia ser só mais um,
baseado mal fumado
sexta-feira, julho 28, 2006
fim de baba
no fim do jogo a raiva sobreveio
o calor do odio retorcido
esbravejava em seu desespero
de lamurias, injurias, promessas e um pau:
com um prego na ponta,
mesmo já sendo demais da conta,
sua sorte foi desistir
esquecer da dor
se lembrar da filha
que quem sabe?
(não sei)
te esperava em casa
o calor do odio retorcido
esbravejava em seu desespero
de lamurias, injurias, promessas e um pau:
com um prego na ponta,
mesmo já sendo demais da conta,
sua sorte foi desistir
esquecer da dor
se lembrar da filha
que quem sabe?
(não sei)
te esperava em casa
quinta-feira, julho 27, 2006
pensamentos escrementosos
Loucuras enrolada numa seda?
Essa frase já tá gasta
Belezas tenras da flor da idade?
Já não produz mais bons poemas
Sinceridade velada em forma de mentira?
Foi-se embora na pessoa do Pessoa
Falta de inspiração?
Ô...
Foi o tema que escolhi
Essa frase já tá gasta
Belezas tenras da flor da idade?
Já não produz mais bons poemas
Sinceridade velada em forma de mentira?
Foi-se embora na pessoa do Pessoa
Falta de inspiração?
Ô...
Foi o tema que escolhi
menininha
a beleza é a realeza de sua majestade
ou como preferir...
o sorriso é sempre de criança
e a voz rouquinha que chega a me dar arrepios
menina pequena dos olhos d'agua
que quando sorri chega a se consumir
me dá um pouquinho do teu coração
que o meu já pertenci a ti
ou como preferir...
o sorriso é sempre de criança
e a voz rouquinha que chega a me dar arrepios
menina pequena dos olhos d'agua
que quando sorri chega a se consumir
me dá um pouquinho do teu coração
que o meu já pertenci a ti
domingo, julho 23, 2006
Brasil Desconstruído
Só Brasil ong a morte
Só Brasil ong a sina
Só Brasil ong a sorte
Ola Massal, Sem vida
Só Brasil ong a sina
Só Brasil ong a sorte
Ola Massal, Sem vida
quinta-feira, junho 08, 2006
O passo e o compasso II
Passe o compasso no ato do passo,
pois passo sem ato não é decisão
não ligue se o ato do passo for falso,
pois falso e não falso é só decisão
Escolha o caminho que te siga e persiga
não só o caminho que te aplaque àflição
pois em meio ao sentido de cada caminho
há letras cerradas do vinho ou do pão
Há escolhas e escolhas entre as tentativas
por um s(c)em-motivo de falta de amor
afinal se um anteparo se torna vazio
é porque bem no fundo o calor dissipou
pois passo sem ato não é decisão
não ligue se o ato do passo for falso,
pois falso e não falso é só decisão
Escolha o caminho que te siga e persiga
não só o caminho que te aplaque àflição
pois em meio ao sentido de cada caminho
há letras cerradas do vinho ou do pão
Há escolhas e escolhas entre as tentativas
por um s(c)em-motivo de falta de amor
afinal se um anteparo se torna vazio
é porque bem no fundo o calor dissipou
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