Não fumo cigarro
O dia passa contemplativo
E a espera ainda tem seu charme,
mas não fumo
Reconheço a beleza da afirmação
"sua ausencia me custou três cigarros"
ou ainda...
"Nâo será a futura necrose pulmonar
que irá fazer-me te abandonar
companheiro indispensavel das noites frias
Chama ainda adiavel da minha morte"
Diga-me colega velho,
Não tem seu charme?
é como aquele olhar ferino da mulher gostosa do seu amigo,
perigosamente mordaz...
Mas eu não fumo cigarro
Nem pego mulheres de amigos meus
Prezo por minha vida e preservo minhas amizades.
quinta-feira, setembro 25, 2008
quinta-feira, setembro 18, 2008
realidade amorosa
a mulher ganha o homem na sua vaidade
Seja na falta ou no excesso dela
ou até mesmo na sua posição intermediaria
não tem jeito da mulher não ganhar o homem
se elas quiserem elas ganham
Não há salvação pra isso
Seja na falta ou no excesso dela
ou até mesmo na sua posição intermediaria
não tem jeito da mulher não ganhar o homem
se elas quiserem elas ganham
Não há salvação pra isso
quarta-feira, setembro 10, 2008
Parolagens da Vida
A vida é foda, tão bela
E possibilitatória,
Mas nós...
Não.
A vida é nossa
E nós não
A vida é o externo consigo
E nós o interno perdido
Dá pra entender?
E possibilitatória,
Mas nós...
Não.
A vida é nossa
E nós não
A vida é o externo consigo
E nós o interno perdido
Dá pra entender?
sábado, setembro 06, 2008
Para a menina que brinca de palavras
Vai menina brinca
As letras rimam sem querer
Não se esforce com as palavras
Elas vem
Não há poema que não se dobre a você
As palavras que lhe vêm
Não tem sono, nem desdém
Vivas como a vida de um artista
(ou outro alguém)
Vai menina canta
Suas palavras para mim
Não me canso de ouvi-las
(pois me ninam pra dormir)
Vai menina corta com as suas brincadeiras
Fala suas verdades
Suas mentiras
Suas asneiras
Suas palavras não se dobram
A uma única temática
Até besteiras (lindas)
se transformam em risadas
Vai menina diga
Quando é que vou lhe ver
Só conheço seus poemas,
Que são belos, e você?
As letras rimam sem querer
Não se esforce com as palavras
Elas vem
Não há poema que não se dobre a você
As palavras que lhe vêm
Não tem sono, nem desdém
Vivas como a vida de um artista
(ou outro alguém)
Vai menina canta
Suas palavras para mim
Não me canso de ouvi-las
(pois me ninam pra dormir)
Vai menina corta com as suas brincadeiras
Fala suas verdades
Suas mentiras
Suas asneiras
Suas palavras não se dobram
A uma única temática
Até besteiras (lindas)
se transformam em risadas
Vai menina diga
Quando é que vou lhe ver
Só conheço seus poemas,
Que são belos, e você?
terça-feira, setembro 02, 2008
Aos olhos da noite a vida é pequena,
a vida dos homens (a nossa, terrena),
aos olhos de Deus (E Deus existe?)
Há só propriedade e um jeito triste
Aos olhos do amor (E o amor existe?)
Há menos verdades do que sandices
As veias da verdade (E a verdade onde está?)
percorridas por ideias
(apenas palavras e certezas honestas)
mas a honestidade subjaz na intenção
a vida dos homens (a nossa, terrena),
aos olhos de Deus (E Deus existe?)
Há só propriedade e um jeito triste
Aos olhos do amor (E o amor existe?)
Há menos verdades do que sandices
As veias da verdade (E a verdade onde está?)
percorridas por ideias
(apenas palavras e certezas honestas)
mas a honestidade subjaz na intenção
terça-feira, agosto 26, 2008
segunda-feira, agosto 25, 2008
este eh o poema mais escarrado que jah fiz
EU não sou poeta
sou um inventor
invento portas abertas
para o mais belo esplendor
Eu sou um poeta
não sou um inventor
invento tua hora certa
para o meu cocoroco
EU não sou menino
sou muito gente grande
invento teu destino
e o meu já tem um nome
Eu não sou nada de mmais
e o que eu quero é ser de menos
talvez eu seja tomaz
um colega meu dos tempos do sartre
E por fim termino o poema
sou um inventor
invento portas abertas
para o mais belo esplendor
Eu sou um poeta
não sou um inventor
invento tua hora certa
para o meu cocoroco
EU não sou menino
sou muito gente grande
invento teu destino
e o meu já tem um nome
Eu não sou nada de mmais
e o que eu quero é ser de menos
talvez eu seja tomaz
um colega meu dos tempos do sartre
E por fim termino o poema
terça-feira, agosto 19, 2008
acaso sei, poesia?
O segredo das casas o poema não canta
o mistério das almas tampouco ele alcança
cada palavra, dança sem dança
Perpassam e desatam as rimas, mas mancam
Não há um poema segredo dos nexos
Destrave das almas, estertor dos complexos
Pois o que o poema almeja e canta,
senhora,
não vive na vida que vívida dança
Nâo ousarei o que tenso fazer
Dizer - o que é o poema? -
Será o meu dever?
Não digo sim traço, em traços sublimes,
Poemas, enlaces que o meu ser exime
o mistério das almas tampouco ele alcança
cada palavra, dança sem dança
Perpassam e desatam as rimas, mas mancam
Não há um poema segredo dos nexos
Destrave das almas, estertor dos complexos
Pois o que o poema almeja e canta,
senhora,
não vive na vida que vívida dança
Nâo ousarei o que tenso fazer
Dizer - o que é o poema? -
Será o meu dever?
Não digo sim traço, em traços sublimes,
Poemas, enlaces que o meu ser exime
domingo, agosto 17, 2008
quinta-feira, agosto 14, 2008
Eu tremo se acaso penso
No vir do ser mais intenso
Mulher cujo um dia pretenso
Comer de quatro a devassa
E nesse combate tenso
Devasso, contudo infenso
Tento na calma do incenso
Comer de quatro a devassa
Alguns dirão: não tem censo
Outras: preciso de um lenço
No entanto ainda pretenso
Comer de quatro a devassa
No vir do ser mais intenso
Mulher cujo um dia pretenso
Comer de quatro a devassa
E nesse combate tenso
Devasso, contudo infenso
Tento na calma do incenso
Comer de quatro a devassa
Alguns dirão: não tem censo
Outras: preciso de um lenço
No entanto ainda pretenso
Comer de quatro a devassa
cabimento
Não caibo dentro do verso
Não me encaixo neste regasso
Sou resto de rumo e cesso
A beira de ter um colapso
Não sou nenhum A-b-b-a
Muito menos a-b-a-b
Versos brancos não vão me explicar
Versos pretos não vão me encolher
Poetas, loucos bailarinos
Não cantam, bailam com as palavras
No entanto, este casto menino
Não cabe no sumo de tua lavra
Não me encaixo neste regasso
Sou resto de rumo e cesso
A beira de ter um colapso
Não sou nenhum A-b-b-a
Muito menos a-b-a-b
Versos brancos não vão me explicar
Versos pretos não vão me encolher
Poetas, loucos bailarinos
Não cantam, bailam com as palavras
No entanto, este casto menino
Não cabe no sumo de tua lavra
quarta-feira, agosto 13, 2008
A revolta dos nerds
O video game esta empoeirado
deste modo pode quebrar
e eu sempre penso em ter ao meu lado
uma mulher que possa me dar
O video Game serve pra o jogo
Uma mulher para divertimento
seus olhos sua boca seu corpo todo
sanam as dores ou causam lamento
No video game há mil opções
todas iguais em termos de fim
pois nunca haverá nele uma erupção
de gozo de gala de porra de sim...
deste modo pode quebrar
e eu sempre penso em ter ao meu lado
uma mulher que possa me dar
O video Game serve pra o jogo
Uma mulher para divertimento
seus olhos sua boca seu corpo todo
sanam as dores ou causam lamento
No video game há mil opções
todas iguais em termos de fim
pois nunca haverá nele uma erupção
de gozo de gala de porra de sim...
terça-feira, agosto 12, 2008
Scrap
O cabelo era rosa
e era rosa também
a cor da boceta
seu cheiro porém
não pude sentir
devido a distância
a vasta distância
da MTV
pois era a Vijay
mais gata, felina
a qual, na latrina,
não pestanejei!
bati uma punheta
e nela gozei
e era rosa também
a cor da boceta
seu cheiro porém
não pude sentir
devido a distância
a vasta distância
da MTV
pois era a Vijay
mais gata, felina
a qual, na latrina,
não pestanejei!
bati uma punheta
e nela gozei
quinta-feira, julho 17, 2008
Arnaldo Antunes recortado
temperatura
aparencia
paz
cor
valor
consistencia
sentido
coisas
vizinho
sozinho
lingua
diferente
passagem
rua
longe
lingua
sua
estou
mundo
seu
você
quis
feliz
mim
dá
lá
viu
frio
lugar
caibo
mais
em
mim
desprezou
acabou
falar
falhou
apagou
bagdá...
recordando lá
tigre, mesopotâmia, sherazad
quando sirene tocar
antecipando bombas
lembro...
nossa...
porém suspensos
lua abundante
noite...mil tempos
mapa
califa
ladrões
livrarias
beira
joia
sujar
lavar
agua
depois
areia
esperar
vagalume
ouvir
proxima
pé
respirar
comer
caminhar
chover
acontecer
gentil
pessoa
na
de
piscar
onda
se
tomar
chuva
saudade
tarde
para
escurecer
esquecer
dormir
deitar
quando
você
não
lembrar
tudo
aconteceu
aurora
flroes
pele
sopa
porta
bola
ferro
mel
toda
lembra
rio
for
deitar
deixa
pensamento
sem
voltar
musica
pássaro
escuro
bebe
morrer
acontecerá
dia
aparencia
paz
cor
valor
consistencia
sentido
coisas
vizinho
sozinho
lingua
diferente
passagem
rua
longe
lingua
sua
estou
mundo
seu
você
quis
feliz
mim
dá
lá
viu
frio
lugar
caibo
mais
em
mim
desprezou
acabou
falar
falhou
apagou
bagdá...
recordando lá
tigre, mesopotâmia, sherazad
quando sirene tocar
antecipando bombas
lembro...
nossa...
porém suspensos
lua abundante
noite...mil tempos
mapa
califa
ladrões
livrarias
beira
joia
sujar
lavar
agua
depois
areia
esperar
vagalume
ouvir
proxima
pé
respirar
comer
caminhar
chover
acontecer
gentil
pessoa
na
de
piscar
onda
se
tomar
chuva
saudade
tarde
para
escurecer
esquecer
dormir
deitar
quando
você
não
lembrar
tudo
aconteceu
aurora
flroes
pele
sopa
porta
bola
ferro
mel
toda
lembra
rio
for
deitar
deixa
pensamento
sem
voltar
musica
pássaro
escuro
bebe
morrer
acontecerá
dia
sexta-feira, julho 11, 2008
Percalso poemado
ato manifesto
tranformador
transforma a dor
em algo incerto
Ato inoperante
contestador
contesta a dor
é um ato errante
E assim em atos e mais atos
a vida é feita em percalsos
e em belezas também
Mas a beleza pode ser Percalso
e o Percalso se torna beleza
neste meu verso meu bem
tranformador
transforma a dor
em algo incerto
Ato inoperante
contestador
contesta a dor
é um ato errante
E assim em atos e mais atos
a vida é feita em percalsos
e em belezas também
Mas a beleza pode ser Percalso
e o Percalso se torna beleza
neste meu verso meu bem
terça-feira, julho 08, 2008
Anônimo Antônio
Vai descuidado anônimo
que agora é Antônio
Seu mergulho cômico
Seu amor daltônico
Sua camada de ozônio
Não existe mais.
Findou-se a agonia
E era você quem bem queria
que ela o deixasse em paz.
Não, nem mude de assunto
que você cá neste mundo
tanto fez ou tanto faz
é o mesmo sempre,
sempre o último ao percorrer
a galeria dos seus ais.
Vai descuidado Antônio
que agora é anônimo
Sua camada de amor
É o que fica pra trás.
Anadora Andrade e Tiago Groba
Esses são dois poetas não publicados
que adoro
principalmente Tiago Groba
que se não fosse tamanha a pieguice
poderia chamar de mestre
que agora é Antônio
Seu mergulho cômico
Seu amor daltônico
Sua camada de ozônio
Não existe mais.
Findou-se a agonia
E era você quem bem queria
que ela o deixasse em paz.
Não, nem mude de assunto
que você cá neste mundo
tanto fez ou tanto faz
é o mesmo sempre,
sempre o último ao percorrer
a galeria dos seus ais.
Vai descuidado Antônio
que agora é anônimo
Sua camada de amor
É o que fica pra trás.
Anadora Andrade e Tiago Groba
Esses são dois poetas não publicados
que adoro
principalmente Tiago Groba
que se não fosse tamanha a pieguice
poderia chamar de mestre
domingo, julho 06, 2008
Depois de ver teus versos(à Albano)
Depois de ver teus versos
Que em meus olhos foram certos
Logo digo todo incerto
Escrever não posso mais
E não posso, mas escrevo,
Criptagens, devaneios
Qual diante deste enleio
Que me trazes
Vão-se ao cais
A espera de Caronte
Que os leva pro jamais...
Que em meus olhos foram certos
Logo digo todo incerto
Escrever não posso mais
E não posso, mas escrevo,
Criptagens, devaneios
Qual diante deste enleio
Que me trazes
Vão-se ao cais
A espera de Caronte
Que os leva pro jamais...
sábado, julho 05, 2008
O pingüim e a pingüinha
Não tem tempo ruim nem rinha
Entre o pingüim e a pingüinha
Faça chuva desça neblina
Caia a lua numa esquina
Nada nada aporrinha
Ao pingüim e a pingüinha
Quando ela tá triste, tadinha,
Todinha cabeça pra baixo,
Ele vem logo, aprumado,
E dá uma rapidinha.
Tiago Groba poeta que fez que fez este poema...
acho que vou começar a postar algumas coisas que não são minhas no blog este poema mesmo me pareceu valido
abraços a todos
Entre o pingüim e a pingüinha
Faça chuva desça neblina
Caia a lua numa esquina
Nada nada aporrinha
Ao pingüim e a pingüinha
Quando ela tá triste, tadinha,
Todinha cabeça pra baixo,
Ele vem logo, aprumado,
E dá uma rapidinha.
Tiago Groba poeta que fez que fez este poema...
acho que vou começar a postar algumas coisas que não são minhas no blog este poema mesmo me pareceu valido
abraços a todos
domingo, junho 22, 2008
ladainha de capoeira cujo autor desconheço
Eu já he disse que sou
Planta de raiz profunda
Eu aguento tempestade
O meu barco não afunda
Eu sou aço de primeira
Que a brasa não derrete
Flecha de má pontaria
Duvido que me acerte
Forte como o ba-ô-ba
Tronco grosso e resistente
Osso duro de roer
Que não é pra qualquer dente
Nasci carne de terceira
Dificil de cozinhar
Mas sou facil pra qualquer
Que saiba me conquistar
Mas que não venha com coleira
Pra querer me escravizar
Ha ha!
Planta de raiz profunda
Eu aguento tempestade
O meu barco não afunda
Eu sou aço de primeira
Que a brasa não derrete
Flecha de má pontaria
Duvido que me acerte
Forte como o ba-ô-ba
Tronco grosso e resistente
Osso duro de roer
Que não é pra qualquer dente
Nasci carne de terceira
Dificil de cozinhar
Mas sou facil pra qualquer
Que saiba me conquistar
Mas que não venha com coleira
Pra querer me escravizar
Ha ha!
terça-feira, junho 03, 2008
Hipocrisia(contribuição do baixista danilo)
Em minha vida não há hipocrisia
Todos meus sonhos são bons
Nunca a tristeza tem em mim moradia
e só tomo sorvete Kibon
Em quadras enquadro minha felicidade
Nos odes tão caros a minha pregação
"Não mate não roube nem nunca se mate
A vida é um sol no calor do verão"
Espero que a vida assim me prossiga
Sem medo, sem raiva, um sim de verdade...
Mas mesmo nos peitos onde o medo inda habita
Espero encontrar meu eu em tua verdade
Pois a hipocrisia destes versos com rima
Foi funda, tão funda que esqueço a verdade.
Todos meus sonhos são bons
Nunca a tristeza tem em mim moradia
e só tomo sorvete Kibon
Em quadras enquadro minha felicidade
Nos odes tão caros a minha pregação
"Não mate não roube nem nunca se mate
A vida é um sol no calor do verão"
Espero que a vida assim me prossiga
Sem medo, sem raiva, um sim de verdade...
Mas mesmo nos peitos onde o medo inda habita
Espero encontrar meu eu em tua verdade
Pois a hipocrisia destes versos com rima
Foi funda, tão funda que esqueço a verdade.
quinta-feira, maio 29, 2008
soneto do amor vindouro
Toda vida te procuro
Toda festa fico apar
Fito ao longe de meus muros
Teus soslaios, teu olhar
De mim exija pouco
Não espere um grande mar
Não procure neste louco
Teus sonhares de luar
Cante baixinho tua novena
E peça pra deus te iluminar
Fico cá em quarentena
Taciturno a te esperar,
Menina-mulher serena
inda espero te trilhar
Toda festa fico apar
Fito ao longe de meus muros
Teus soslaios, teu olhar
De mim exija pouco
Não espere um grande mar
Não procure neste louco
Teus sonhares de luar
Cante baixinho tua novena
E peça pra deus te iluminar
Fico cá em quarentena
Taciturno a te esperar,
Menina-mulher serena
inda espero te trilhar
quarta-feira, maio 21, 2008
sábado, maio 17, 2008
Meu percurso
Meu percurso
Foi dis-curso de mim mesmo
(Um emaranhado de cabelos despenteados)
(E uma voracidade de centelhas dissimulados).
E Minha verdade foi vontade de ser tudo
(Intelecto supremo do mundo).
Meu caminho foi sozinho por umas vielas
(Encruzilhadas mal-fadadas à entorpecência
(Cataratas contraídas na adolescência).
Um senil tropeço de aquarelas
(Vaso destruído por empregadas
(Reclames de mãe indignada)
Trabalho de distância inacabada
Foi dis-curso de mim mesmo
(Um emaranhado de cabelos despenteados)
(E uma voracidade de centelhas dissimulados).
E Minha verdade foi vontade de ser tudo
(Intelecto supremo do mundo).
Meu caminho foi sozinho por umas vielas
(Encruzilhadas mal-fadadas à entorpecência
(Cataratas contraídas na adolescência).
Um senil tropeço de aquarelas
(Vaso destruído por empregadas
(Reclames de mãe indignada)
Trabalho de distância inacabada
quinta-feira, janeiro 03, 2008
manhã
Nasce o sol e o dia tarda na melancolia
Chega a noite, mas a tarde tende a crescer
Vira o lado do vinil e tudo embala
No som no vento e na noite que englobam... O que?
Vai-se o som e tudo volta, tudo fica como tem que ser
As coisas pairam no tormento que nada faz
A vida segue, o mar abriga todo sonho,
Mas a verdade e a verdade, cadê?
Chega a noite, mas a tarde tende a crescer
Vira o lado do vinil e tudo embala
No som no vento e na noite que englobam... O que?
Vai-se o som e tudo volta, tudo fica como tem que ser
As coisas pairam no tormento que nada faz
A vida segue, o mar abriga todo sonho,
Mas a verdade e a verdade, cadê?
sexta-feira, dezembro 07, 2007
A Bahia é Baêa o resto é o resto
Meu Bahia é pura História
Delirio de nossos corações
Há quem diga que só o passado é gloria,
Detratores de nossa Seleção
Meu Bahia se chama Baêa
Ouve quem entende nossos chavões
Tricolô-delirio de nossas cabeças
E também de nossas lamentações
Bahia é time de graça
Da nossa bahia que inda irá vingar
E mesmo abaixo e com o estádio em ameaça
O Seu futuro é puro brilhar
Delirio de nossos corações
Há quem diga que só o passado é gloria,
Detratores de nossa Seleção
Meu Bahia se chama Baêa
Ouve quem entende nossos chavões
Tricolô-delirio de nossas cabeças
E também de nossas lamentações
Bahia é time de graça
Da nossa bahia que inda irá vingar
E mesmo abaixo e com o estádio em ameaça
O Seu futuro é puro brilhar
quarta-feira, novembro 21, 2007
meu verso nas ruas da cidade
Se o meu verso vai às ruas da cidade
E pergunta ao cobrador
Como vai ao largo do tanque
Eu não posso responder
Mas que invade meu coração e assim na contramão
Isso eu sei que ele faz
Meu verso é a intercessão entre o tudo e o nada de mais
E pergunta ao cobrador
Como vai ao largo do tanque
Eu não posso responder
Mas que invade meu coração e assim na contramão
Isso eu sei que ele faz
Meu verso é a intercessão entre o tudo e o nada de mais
segunda-feira, novembro 12, 2007
repeteco
Se as coisas se repetem
E o passado diz futuro
A verdade é que a vontade
É de sair desse clausuro
Se o ódio travado é que motriza
Essas repetições
A leveza de tua brisa também é uma danação
Mas se há alternativa e ela se revelar
O balanço que fascina irá em mim brilhar
E o passado diz futuro
A verdade é que a vontade
É de sair desse clausuro
Se o ódio travado é que motriza
Essas repetições
A leveza de tua brisa também é uma danação
Mas se há alternativa e ela se revelar
O balanço que fascina irá em mim brilhar
quinta-feira, novembro 08, 2007
Dia a dia
Cada dia é uma vontade
Cada noite um bom tesão
A saudade um disparate
E as verdade falsidão
Cada sonho um desenlace
Cada lace uma prisão
Que só parto sem escalde
Para não cair ao chão
Cada vista terra avista
Uma conquista de antemão
Ecos do ão dessa visita
De palavras a meu céu
Cada noite um bom tesão
A saudade um disparate
E as verdade falsidão
Cada sonho um desenlace
Cada lace uma prisão
Que só parto sem escalde
Para não cair ao chão
Cada vista terra avista
Uma conquista de antemão
Ecos do ão dessa visita
De palavras a meu céu
domingo, novembro 04, 2007
vida
Dormir e cansar
Enjoar
Enojar Sentir
E ferir E mentir
Viver conforme o que não diz
O sábio poeta e o bom aprendiz.
Enjoar
Enojar Sentir
E ferir E mentir
Viver conforme o que não diz
O sábio poeta e o bom aprendiz.
sábado, outubro 27, 2007
retrospecção
Caçar ratos
Caçar papos
Caçar vida
Encaçapa nossa angustia na ferida
Meu irmão dizia saruê
E eu ia matando sariguê
E imitando os mais velhos
Saudade deste tempo venereo
Meus amigos já muito estropiaram
Comigo contigo e consigo
Meus amigos já deram muito motivo
Pros mais variados motivos
De briga de Sina
De felicidade
E também dão motivo pra muita saudade
Caçar papos
Caçar vida
Encaçapa nossa angustia na ferida
Meu irmão dizia saruê
E eu ia matando sariguê
E imitando os mais velhos
Saudade deste tempo venereo
Meus amigos já muito estropiaram
Comigo contigo e consigo
Meus amigos já deram muito motivo
Pros mais variados motivos
De briga de Sina
De felicidade
E também dão motivo pra muita saudade
sexta-feira, outubro 19, 2007
É doze horas(à Inajara)
É 12 horas
Dizia um menino
E eu saia em desatino
Hora de bater o baba
Sai gurizada
Até eu mesmo dizia
Nada de perder tempo
E mulher não tinha espaço dentro
(Pode até parecer baixo astral
Mas são coisas de menino
Afinal quem nunca brigou pela quadra?
Quem nunca teve raiva de uma mulher ousada?
Que chegou primeiro e armou a rede de voley...)
E então sequer batia o time
Sempre era o escolhido
E saia invicto no final.
Foi ou não foi uma infância maestral?
Dizia um menino
E eu saia em desatino
Hora de bater o baba
Sai gurizada
Até eu mesmo dizia
Nada de perder tempo
E mulher não tinha espaço dentro
(Pode até parecer baixo astral
Mas são coisas de menino
Afinal quem nunca brigou pela quadra?
Quem nunca teve raiva de uma mulher ousada?
Que chegou primeiro e armou a rede de voley...)
E então sequer batia o time
Sempre era o escolhido
E saia invicto no final.
Foi ou não foi uma infância maestral?
segunda-feira, outubro 15, 2007
Poesia em prosofolia
disverso
meu verso
pra prosa em metros
metros e mais metros de prosa
me lembra meu avô...
É mesmo
e eu que já nem criança sou
adoro ouvir meu avô
que conta histórias...
comunismo stalinismo
ACM
prefeitos de municípios perenes
morte no carnaval
briga no seu quintal
sabedoria de rua
de pedreiro anistiado
petroleiro anistiado
sargento anistiado
(meu avô foi torturado
Mas não conte pra ninguém
suas verdades da ditadura
pertencem a ele e mais ninguém)
meu verso
pra prosa em metros
metros e mais metros de prosa
me lembra meu avô...
É mesmo
e eu que já nem criança sou
adoro ouvir meu avô
que conta histórias...
comunismo stalinismo
ACM
prefeitos de municípios perenes
morte no carnaval
briga no seu quintal
sabedoria de rua
de pedreiro anistiado
petroleiro anistiado
sargento anistiado
(meu avô foi torturado
Mas não conte pra ninguém
suas verdades da ditadura
pertencem a ele e mais ninguém)
quarta-feira, outubro 03, 2007
mundo é mutua poesia
É que o mundo é mutua poesia
Beijos sem sons,
Calafrios ousadias
é sonho que tecemos noite e dia
E o fazemos ao fazermos poesia
Mundo é sumula da verdade:
O pensamento que desfaz nossa agonia
Mundo brinda com terrenos e saudades
Sacoleja a tarde e desespera o dia.
sempre a ser uma possibilidade
De se fazer outra coisa um dia
Mundo é muita beleza também muita iniqüidade
São desejos convergentes que divergem em sintonia
Mudo desejo de termos sua longevidade,
Pois o homem enquanto tal morrerá um dia
Beijos sem sons,
Calafrios ousadias
é sonho que tecemos noite e dia
E o fazemos ao fazermos poesia
Mundo é sumula da verdade:
O pensamento que desfaz nossa agonia
Mundo brinda com terrenos e saudades
Sacoleja a tarde e desespera o dia.
sempre a ser uma possibilidade
De se fazer outra coisa um dia
Mundo é muita beleza também muita iniqüidade
São desejos convergentes que divergem em sintonia
Mudo desejo de termos sua longevidade,
Pois o homem enquanto tal morrerá um dia
terça-feira, setembro 25, 2007
de mim exija saudade
De mim exija saudade
Nada de solidão
Coisa chata que arde
Destempero de um não
De mim exija desejo
Não sabedoria
Angustia em tom soberbo
Com toda sua ousadia
Enfim exija nada
Como boa meretriz
Nada de saudade
E teu desejo todo em mim
Nada de solidão
Coisa chata que arde
Destempero de um não
De mim exija desejo
Não sabedoria
Angustia em tom soberbo
Com toda sua ousadia
Enfim exija nada
Como boa meretriz
Nada de saudade
E teu desejo todo em mim
sexta-feira, setembro 21, 2007
Sobre o menino poeta
A introdução
os poemas que fiz até hoje
soaram baratos
agora sai um verdadeiro
O começo
o poeta menino
perguntou:
"como se faz poesia?"
o poeta grande respondeu:
"Com o fundo do peito
se fazem poemas",
mas foi no fundo do peito seu
que o menino poeta não entendeu:
"Se os peitos fazem poemas
onde se encontra o peito meu?"
Considerações poéticas sobre o começo
O poema sai das entranhas,
E tal como ser poeta
o poema sai das entranhas,
mas o menino que inda não é poeta
sequer possui entranhas
O intermédio
E assim o poeta nasceu
menino que foi cresceu
na duvida poética
que posta em versos
o amadureceu,
mas até hoje pergunta o menino
"onde se encontra o peito meu?"
Considerações sobre o intermedio
Ser poeta é ser projeto
futuro poema já feito
milhões de formas distintas
de ter o mesmo pleito
O fim
Menino pequeno
poeta projeto
Odisseia no espaço dos versos
que entre trancos e barrancos
se esvai em futuro incerto
Considerações sobre o fim
A jornada dos versos
é nada mais que versos e mais versos...
os poemas que fiz até hoje
soaram baratos
agora sai um verdadeiro
O começo
o poeta menino
perguntou:
"como se faz poesia?"
o poeta grande respondeu:
"Com o fundo do peito
se fazem poemas",
mas foi no fundo do peito seu
que o menino poeta não entendeu:
"Se os peitos fazem poemas
onde se encontra o peito meu?"
Considerações poéticas sobre o começo
O poema sai das entranhas,
E tal como ser poeta
o poema sai das entranhas,
mas o menino que inda não é poeta
sequer possui entranhas
O intermédio
E assim o poeta nasceu
menino que foi cresceu
na duvida poética
que posta em versos
o amadureceu,
mas até hoje pergunta o menino
"onde se encontra o peito meu?"
Considerações sobre o intermedio
Ser poeta é ser projeto
futuro poema já feito
milhões de formas distintas
de ter o mesmo pleito
O fim
Menino pequeno
poeta projeto
Odisseia no espaço dos versos
que entre trancos e barrancos
se esvai em futuro incerto
Considerações sobre o fim
A jornada dos versos
é nada mais que versos e mais versos...
sexta-feira, setembro 14, 2007
Já está tudo programado
Já pensei nas palavras
Que lhe digo de começo
Já escolhi minhas mancadas
De primeiro namoro
Já pensei no poema de dia dos namorados
Já comprei a camisinha do nosso primeiro sexo
E metrifiquei o poema que lhe entrego depois
Já comprei o champagne...
Já tive pesadelos
Com nossa primeira briga
E já aluguei o filme
De nossas primeiras pazes
Já tive o primeiro desejo
Da futura traição
Até isso já tive
Já bolei as palavras
Que lhe trará de volta
E já pensei nas respostas
E nos nãos que virão
Já tive o choro que marcará nosso fim
E já bolei minha cantada pra a segunda namorada
Que lhe digo de começo
Já escolhi minhas mancadas
De primeiro namoro
Já pensei no poema de dia dos namorados
Já comprei a camisinha do nosso primeiro sexo
E metrifiquei o poema que lhe entrego depois
Já comprei o champagne...
Já tive pesadelos
Com nossa primeira briga
E já aluguei o filme
De nossas primeiras pazes
Já tive o primeiro desejo
Da futura traição
Até isso já tive
Já bolei as palavras
Que lhe trará de volta
E já pensei nas respostas
E nos nãos que virão
Já tive o choro que marcará nosso fim
E já bolei minha cantada pra a segunda namorada
quarta-feira, agosto 29, 2007
Em quadras digo vida
Se tarda a tarde chega
Se ficares noite vem
Se caminhas vida leva
Se apressardes finca além
Então se vives como deves
A de ter o que querer
Mas se quer a de não ver
Que não podes o que queres
Vai e vêm dos desandares
Que nos roga em branca lua
Porque o mal em teus altares
Finca e borda, pois flutua
Se ficares noite vem
Se caminhas vida leva
Se apressardes finca além
Então se vives como deves
A de ter o que querer
Mas se quer a de não ver
Que não podes o que queres
Vai e vêm dos desandares
Que nos roga em branca lua
Porque o mal em teus altares
Finca e borda, pois flutua
domingo, agosto 26, 2007
versos do meu verso
Só consigo pensar em versos
Me consomem noite e dia
Verso a tarde, verso dia
Verso em toda sua magia
Verso no inverso do desejo
Minto nos meus versos por ensejo
Crio poemas vindouros
Esqueço os meus versos no bolso
Nos cadernos carreiam versos que não tive
E os que tive que não prestam mais
Em pensares repousam estrofes bonitas
Que não consigo materializar
Verso quando quero
Quando posso, quando consigo
Mas só verso se for bonito
Verso vomitando
Verso repensando
E polindo palavras, penso versejando
E quando canso meias- palavras canto
No meio dos versos também faço desencanto
E neste verso verso o que versei
E em anexo escrevo o que pensei.
Me consomem noite e dia
Verso a tarde, verso dia
Verso em toda sua magia
Verso no inverso do desejo
Minto nos meus versos por ensejo
Crio poemas vindouros
Esqueço os meus versos no bolso
Nos cadernos carreiam versos que não tive
E os que tive que não prestam mais
Em pensares repousam estrofes bonitas
Que não consigo materializar
Verso quando quero
Quando posso, quando consigo
Mas só verso se for bonito
Verso vomitando
Verso repensando
E polindo palavras, penso versejando
E quando canso meias- palavras canto
No meio dos versos também faço desencanto
E neste verso verso o que versei
E em anexo escrevo o que pensei.
segunda-feira, agosto 20, 2007
Criar: verbo transitavel
criar
verbo hemorragico
em tempos de nosso tempo
descompasso do compasso
sentença pra novos ventos
cadente balanceamento
do novo pro ainda mais novo
do jovem o oxigenio
preceito que cria estorvo
sujeito que elide o velho
serpente corruptora
em tempos que ser moderno
é coisa avassaladora
verbo hemorragico
em tempos de nosso tempo
descompasso do compasso
sentença pra novos ventos
cadente balanceamento
do novo pro ainda mais novo
do jovem o oxigenio
preceito que cria estorvo
sujeito que elide o velho
serpente corruptora
em tempos que ser moderno
é coisa avassaladora
domingo, agosto 12, 2007
verso/meu verso
Ser verso
É ser diverso
Do que lê
Do que escrevi
É algo mais concreto:
caminho pro já em si
Meu verso
vai disperso
pouco pensa
no que diz
Mas brinda no
sincero
caminhar que vive em mim
É ser diverso
Do que lê
Do que escrevi
É algo mais concreto:
caminho pro já em si
Meu verso
vai disperso
pouco pensa
no que diz
Mas brinda no
sincero
caminhar que vive em mim
terça-feira, junho 19, 2007
Mar de versos
em meu delirar
há palavras pequenas
provindas ao mar
de arquejantes poemas
Na proa dos barcos
que circunavegam
infindos vercejos
em sálgadas leguas
Não há comandante
ou qualquer marujo
apenas um infante
poeta soturno
assaz delirante
neste mar dubio
há palavras pequenas
provindas ao mar
de arquejantes poemas
Na proa dos barcos
que circunavegam
infindos vercejos
em sálgadas leguas
Não há comandante
ou qualquer marujo
apenas um infante
poeta soturno
assaz delirante
neste mar dubio
sexta-feira, abril 27, 2007
Soneto II
não sei mais fazer poemas
e isso é verdade
e os versos que faço agora,
são só por iniquidade
não faço mais sonetos
como dantes fazia
e o que hei de fazer agora
será só uma alegoria
não repetirei,
nos tercetos,
essa retórica barata
e o que agora escrevo,
não é novo,
é uma piada
e isso é verdade
e os versos que faço agora,
são só por iniquidade
não faço mais sonetos
como dantes fazia
e o que hei de fazer agora
será só uma alegoria
não repetirei,
nos tercetos,
essa retórica barata
e o que agora escrevo,
não é novo,
é uma piada
sexta-feira, março 23, 2007
Desalento do ex-marxista
revolução, palavra gasta
assim como povo,
aquele povo romântico, idealizado, utopico que nos faz lembrar che guevara
revolução
seus sons não mais ecoam por aí
suas roupas foram tragadas
o que nos restou foram vanguardas artísticas ultra-modernas
que andam fundindo cucas em tupi
A sensacão
É de que tudo haverá de ser como está
E que nossa maior invenção
será beber com os amigos e jogar bilhar
ahhhhh
essa revolução e sua alma humana, se foi
que nos restou
foram os 3 "w's" do computador
Todo carnaval tem seu fim (los hermanos)
(cantado)
Todo dia um ninguem josé acorda já deitado
Todo dia ainda de pé o zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha andada com fé
De quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer, mas o dia insiste em nascer
Pra ver deitar o novo
TEXTO DE UM MONOLOGO QUE EU FIZ NO TEATRO ESCRITO POR MIM MESMO
assim como povo,
aquele povo romântico, idealizado, utopico que nos faz lembrar che guevara
revolução
seus sons não mais ecoam por aí
suas roupas foram tragadas
o que nos restou foram vanguardas artísticas ultra-modernas
que andam fundindo cucas em tupi
A sensacão
É de que tudo haverá de ser como está
E que nossa maior invenção
será beber com os amigos e jogar bilhar
ahhhhh
essa revolução e sua alma humana, se foi
que nos restou
foram os 3 "w's" do computador
Todo carnaval tem seu fim (los hermanos)
(cantado)
Todo dia um ninguem josé acorda já deitado
Todo dia ainda de pé o zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha andada com fé
De quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer, mas o dia insiste em nascer
Pra ver deitar o novo
TEXTO DE UM MONOLOGO QUE EU FIZ NO TEATRO ESCRITO POR MIM MESMO
sábado, março 03, 2007
Ouvi falar de estrelas
ouvi dizer de estrelas
na noite de quinta-feira
penosamente chuvosa
estrelas bonitas
que cintilam miraculosamente
pela manhã aos domingos,
desafiando a prismatização da luz solar
(e sem se debruçar)
olhei ontém estas estrelas,
por isso posso com precisão vos comunicar,
que são estrelas que amam mulheres e crianças,
mas quanto aos homens,
que vivem em seus enfurnados escritorios
sem admira-las saudosamente, pensando naquele beijo bem gostoso a luz do luar,
não posso dizer o mesmo
São estrelas românticas e caridosas que sentem pena dos desafortunados,
e chega a brilhar em marasmo quando há noites chuvosas
derrubando casas e mais casas de lares a pau e lona...
Ouvi dizer que são estrelas mais caudalosas que o rio amazonas,
as mais simpaticas de toda Via Lactea,
que não produz sempre com lascas e poeiras cosmicas intergalaticas
estrelas com capacidade de chorar...
Pois elas choram,
quase todos os dias pelos mortos na faixa de Gaza, São Paulo e Rio de Janeiro,
São até imbecís e melodramaticas, pois choram até por soldados americanos.
São estrelas pacífistas...
São grandes
maiores que helicopteros vistos ao longe,
mas menores que um avião em formas distantes
e são azuis
apesar das comuns insinuações pessoanas
que dizem-nas cintilar cores prateadas
Mas serão mesmo estrelas? Daquelas que brilham a noite interiorana e cintilam
coisas profanas?
Serão estrelas de verdade, mesmo com todo esse sentimento?
Com esse sangue correndo nas veias?
Não há como perceber,
Mas um dia haverão de entender, que estas estrelas torrentes e caudalosas
Sâo, na verdade, meu amor por você.
na noite de quinta-feira
penosamente chuvosa
estrelas bonitas
que cintilam miraculosamente
pela manhã aos domingos,
desafiando a prismatização da luz solar
(e sem se debruçar)
olhei ontém estas estrelas,
por isso posso com precisão vos comunicar,
que são estrelas que amam mulheres e crianças,
mas quanto aos homens,
que vivem em seus enfurnados escritorios
sem admira-las saudosamente, pensando naquele beijo bem gostoso a luz do luar,
não posso dizer o mesmo
São estrelas românticas e caridosas que sentem pena dos desafortunados,
e chega a brilhar em marasmo quando há noites chuvosas
derrubando casas e mais casas de lares a pau e lona...
Ouvi dizer que são estrelas mais caudalosas que o rio amazonas,
as mais simpaticas de toda Via Lactea,
que não produz sempre com lascas e poeiras cosmicas intergalaticas
estrelas com capacidade de chorar...
Pois elas choram,
quase todos os dias pelos mortos na faixa de Gaza, São Paulo e Rio de Janeiro,
São até imbecís e melodramaticas, pois choram até por soldados americanos.
São estrelas pacífistas...
São grandes
maiores que helicopteros vistos ao longe,
mas menores que um avião em formas distantes
e são azuis
apesar das comuns insinuações pessoanas
que dizem-nas cintilar cores prateadas
Mas serão mesmo estrelas? Daquelas que brilham a noite interiorana e cintilam
coisas profanas?
Serão estrelas de verdade, mesmo com todo esse sentimento?
Com esse sangue correndo nas veias?
Não há como perceber,
Mas um dia haverão de entender, que estas estrelas torrentes e caudalosas
Sâo, na verdade, meu amor por você.
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
coisas simples em dia de natal
São coisas simples
em uma noite de natal em dia quente
que se limite a quase sempre
a vida besta
sem dia frio
nem no natal.
nem no Rio.
em uma noite de natal em dia quente
que se limite a quase sempre
a vida besta
sem dia frio
nem no natal.
nem no Rio.
quinta-feira, janeiro 25, 2007
mutua poesia de você, mulher amada,
de olhares turvos em sua visão
sinuosamente mordaz, minha desejada,
em trejeitos sexuadamente vãos
afinal você me entorta à tua chegada
mulher amada
onde estupefato fico então
quem derá fosse minha nessa hora farta,
à espera de tempos bons
mas entretando prossigo sonhando com teu coração
de olhares turvos em sua visão
sinuosamente mordaz, minha desejada,
em trejeitos sexuadamente vãos
afinal você me entorta à tua chegada
mulher amada
onde estupefato fico então
quem derá fosse minha nessa hora farta,
à espera de tempos bons
mas entretando prossigo sonhando com teu coração
domingo, janeiro 07, 2007
soneto
longe do seu perto
é estar perto de quase nada
até se ao menos eu soubesse
onde estás nessa madrugada
longe do teu longe
é quase que estar aqui
sozinho e quase calado
ou como preferir,
mas logo nesse verão
farei algo impressionante
um caso desmiolante
farei algo que não se faz
sendo o certo ou não,
mas isto não é nada de mais
é estar perto de quase nada
até se ao menos eu soubesse
onde estás nessa madrugada
longe do teu longe
é quase que estar aqui
sozinho e quase calado
ou como preferir,
mas logo nesse verão
farei algo impressionante
um caso desmiolante
farei algo que não se faz
sendo o certo ou não,
mas isto não é nada de mais
sexta-feira, dezembro 29, 2006
mais um dia desses de lua cheia
rogo,
pelo simples ato de rogar
acomodo-me num banco
encrespado
de talhas e mais talhas,
e ouço do fundo do mar um zunido
no alumiar da matreira vida,
erguida
em ar e poeira de ferro
prossigo o caminho de matos podres e calcificados
penso no alto do cruzeiro infindavel,
inalcansavel também,
e interpelo por mais um dia de paz
rogo,
pelo simples ato de rogar
acomodo-me num banco
encrespado
de talhas e mais talhas,
e ouço do fundo do mar um zunido
no alumiar da matreira vida,
erguida
em ar e poeira de ferro
prossigo o caminho de matos podres e calcificados
penso no alto do cruzeiro infindavel,
inalcansavel também,
e interpelo por mais um dia de paz
segunda-feira, dezembro 25, 2006
Sertão
o sol com seu arder lisongeiro
soltava rajadas de luzes incadescentes
em meio ao vento com suas lufadas intermitentes
que fazia voar galhos rangentes
enquanto os homens lavravam no canavial
a noite chegava de forma espessa
quando as crianças voltavam em tortuosos caminhos
cantando os mais torrentes pinhos
com apenas um a tocar viola
encarapitadas em cima de burros
que saculejavam num caminhar soturno
à madrugada o frio aluía
as juntas de antigos guerreiros
que outrora em tempos imemoriais
lutavam contra cães-de-guarda imperiais
e assim o vilarejo dormia
com casas em demasia
enfileiradas à espera do sol
soltava rajadas de luzes incadescentes
em meio ao vento com suas lufadas intermitentes
que fazia voar galhos rangentes
enquanto os homens lavravam no canavial
a noite chegava de forma espessa
quando as crianças voltavam em tortuosos caminhos
cantando os mais torrentes pinhos
com apenas um a tocar viola
encarapitadas em cima de burros
que saculejavam num caminhar soturno
à madrugada o frio aluía
as juntas de antigos guerreiros
que outrora em tempos imemoriais
lutavam contra cães-de-guarda imperiais
e assim o vilarejo dormia
com casas em demasia
enfileiradas à espera do sol
segunda-feira, dezembro 18, 2006
nostalgia
a rua passa vazia
e nem penso em te-la a meu alcance
fico cá sentado
esperando que as coisas aconteçam
meio que em um desenlace
que me mostre algo de errante
o cheiro é-me estranhíssimo,
pois mal sinto sua feição
não que seja sinéstesico,
mas que o que me é de analgesíco
faz meus sentidos em leito
confundirem-se com minha visão
e os carros ainda não passam
afinal é domingo a tarde
e é tarde
para algo de mais acontecer
mas eu me vou e permaneço
sentado no mesmo lugar
e nestes versos longos
quem sabe me hei de encontrar
e nem penso em te-la a meu alcance
fico cá sentado
esperando que as coisas aconteçam
meio que em um desenlace
que me mostre algo de errante
o cheiro é-me estranhíssimo,
pois mal sinto sua feição
não que seja sinéstesico,
mas que o que me é de analgesíco
faz meus sentidos em leito
confundirem-se com minha visão
e os carros ainda não passam
afinal é domingo a tarde
e é tarde
para algo de mais acontecer
mas eu me vou e permaneço
sentado no mesmo lugar
e nestes versos longos
quem sabe me hei de encontrar
quinta-feira, dezembro 14, 2006
tranloucado
no agora,
o aqui é outro lugar
que eu possa
saír
e sonhar
com um mundo equidistante
no momento
o lamento
é desimportante
tanto no agora
quanto no antes
deu ter essa tranlocação
no instante
é estanque o desespero
em que o poeta matreiro
teima em poder sonhar
com um mundo um tanto roseiro
o aqui é outro lugar
que eu possa
saír
e sonhar
com um mundo equidistante
no momento
o lamento
é desimportante
tanto no agora
quanto no antes
deu ter essa tranlocação
no instante
é estanque o desespero
em que o poeta matreiro
teima em poder sonhar
com um mundo um tanto roseiro
quarta-feira, dezembro 13, 2006
dos versos de verdade
gosto quando o ritmo corre
e o papel chega a amassar
da tamanha pressa que sobrevém
e é bom quando as mãos se cansam
mas os versos se mantém
melhor é quando paramos um pouco
relemos o já escrito
apagamos algo de torto,
e construímos um mais bonito
(são dos versos de verdade
que falo nesses escritos)
e o papel chega a amassar
da tamanha pressa que sobrevém
e é bom quando as mãos se cansam
mas os versos se mantém
melhor é quando paramos um pouco
relemos o já escrito
apagamos algo de torto,
e construímos um mais bonito
(são dos versos de verdade
que falo nesses escritos)
terça-feira, dezembro 12, 2006
nas tuas brandas calmarias nefastas
jaz meu leito profano
e não importa o tamanho do desengano
o engano é pranto,
que me chamarei
e me chamarei perto
tal como se faz quando se esta longe
não resistirei aos falsos jubilos de teu nome
mas não me entregarei
ao encouraçado estampido de tua buceta
e nem de tuas medianas tetas...
serei tal como sou e fui
o eterno ser
com uma mudança que me seduz...
jaz meu leito profano
e não importa o tamanho do desengano
o engano é pranto,
que me chamarei
e me chamarei perto
tal como se faz quando se esta longe
não resistirei aos falsos jubilos de teu nome
mas não me entregarei
ao encouraçado estampido de tua buceta
e nem de tuas medianas tetas...
serei tal como sou e fui
o eterno ser
com uma mudança que me seduz...
segunda-feira, dezembro 11, 2006
domingo, dezembro 10, 2006
princípio
Você não me conhece
sabe da vida alheia, sim sabe,
mas não me conhece.
Príncipio, horas, vento.
o tempo é de duvidas.
Você não se conhece
mas precisa se conhecer?
não... o tempo é de duvidas
mas a vida prossegue...
sabe do vento, horas, sombra, ser, ou não
mas não o conhece
sabe da chuva, nuvens, vento
mas seu tempo não conhece
não conhece a vida, a lombra, o sol
mas mesmo assim tece.
sem sentido eira nem beira...
mas assim mesmo tece...
o tempo é de duvidas, lombra, lua
você não me conhece
sabe do jogo, competir ganhar, ou não
mas a vida prossegue...
sombras, vento, medo...
o sol de manhã aparece,
mas e daí?
foi-se o sol, o mar, a luz, a vida
restaram o tempo...
e a poesia
sabe da vida alheia, sim sabe,
mas não me conhece.
Príncipio, horas, vento.
o tempo é de duvidas.
Você não se conhece
mas precisa se conhecer?
não... o tempo é de duvidas
mas a vida prossegue...
sabe do vento, horas, sombra, ser, ou não
mas não o conhece
sabe da chuva, nuvens, vento
mas seu tempo não conhece
não conhece a vida, a lombra, o sol
mas mesmo assim tece.
sem sentido eira nem beira...
mas assim mesmo tece...
o tempo é de duvidas, lombra, lua
você não me conhece
sabe do jogo, competir ganhar, ou não
mas a vida prossegue...
sombras, vento, medo...
o sol de manhã aparece,
mas e daí?
foi-se o sol, o mar, a luz, a vida
restaram o tempo...
e a poesia
quarta-feira, dezembro 06, 2006
recado ao mundo
não é por eu ser um poeta
pequeno de fim de sábado
que não posso lhe contar
metade de umas verdades:
Mundo dos loucos ou não
me digas porque é injusto
e quantos homens lhe são caros,
mas fale por intermédio
de Deus, que é meu padastro,
Mas você não vale o prato
que come
(ou já comeu)
por ter dado espaço ao homem
te ter em inigualdade
"o mundo não vale o mundo"
Me digas porque a noite
deixa os buracos que tens em visto
assolar nossas mulheres
com seus homens malditos,
que talvez por um não dito
deita-se acima delas
e rola
num rala-e-rola
malfadado à prisão voraz
mas isto já é mais que um terço,
mundinho,
deste poema que fiz sem vinho,
ao meu lado pra intoxicar-me.
Meu mel enegreceu
sobro este fel em versos feitos
a boca da noite escura
(na frente do computador,
que ainda te perdura)
mundo de horrores à candura
não teime em justificar
que a culpa é só dos homens
que vivem a te maltratar
e ainda acharei o poeta
(que disso só tem os metros)
que a vós falou, mundo desnudo,
"serás do que o homem fizer"
não há como acreditar
sem até mesmo pre-julgar!
tal afirmação
oh mundo desnudo
ao menos abaixe o preço do pão
pequeno de fim de sábado
que não posso lhe contar
metade de umas verdades:
Mundo dos loucos ou não
me digas porque é injusto
e quantos homens lhe são caros,
mas fale por intermédio
de Deus, que é meu padastro,
Mas você não vale o prato
que come
(ou já comeu)
por ter dado espaço ao homem
te ter em inigualdade
"o mundo não vale o mundo"
Me digas porque a noite
deixa os buracos que tens em visto
assolar nossas mulheres
com seus homens malditos,
que talvez por um não dito
deita-se acima delas
e rola
num rala-e-rola
malfadado à prisão voraz
mas isto já é mais que um terço,
mundinho,
deste poema que fiz sem vinho,
ao meu lado pra intoxicar-me.
Meu mel enegreceu
sobro este fel em versos feitos
a boca da noite escura
(na frente do computador,
que ainda te perdura)
mundo de horrores à candura
não teime em justificar
que a culpa é só dos homens
que vivem a te maltratar
e ainda acharei o poeta
(que disso só tem os metros)
que a vós falou, mundo desnudo,
"serás do que o homem fizer"
não há como acreditar
sem até mesmo pre-julgar!
tal afirmação
oh mundo desnudo
ao menos abaixe o preço do pão
domingo, dezembro 03, 2006
dadiva
Horas ao vento relva a tarde desta manhã
e eu ao relento penso no enclaustro da tal da terçã
poesia infinda finda a curva desta cidade
e nessa loucura penso em ter uma nova vaidade
drogas amargas acabam com muito de meu tempo
e nesse intento penso em parar até de beber
mas e daí?
na mais hercúlea manhã do proximo domingo
pensarei no que fazer.
e eu ao relento penso no enclaustro da tal da terçã
poesia infinda finda a curva desta cidade
e nessa loucura penso em ter uma nova vaidade
drogas amargas acabam com muito de meu tempo
e nesse intento penso em parar até de beber
mas e daí?
na mais hercúlea manhã do proximo domingo
pensarei no que fazer.
sábado, dezembro 02, 2006
Mamãe, estás chorando?(à Brisa)
mamãe coragem
eu não sou mais aquela menininha
sinto muitas saudades
de quando comigo se comovia
Será que ainda vemos novela?
Será que ainda damos risada?
Será que ainda gostas de chico Buarque?
(a flor da pele)
Mamãe não sinta saudades
encare agora como sou aqui...
minha mãe eu não sou mais daquela idade
por favor...
me entenda
Não sou como a ti...
eu não sou mais aquela menininha
sinto muitas saudades
de quando comigo se comovia
Será que ainda vemos novela?
Será que ainda damos risada?
Será que ainda gostas de chico Buarque?
(a flor da pele)
Mamãe não sinta saudades
encare agora como sou aqui...
minha mãe eu não sou mais daquela idade
por favor...
me entenda
Não sou como a ti...
quinta-feira, novembro 30, 2006
as minhas retinas estão cansadas,
já não enxergo tão bem
e tenho apenas dezesseis anos
o meu amor inócuo
ainda teima em dormir
amor fraternal
que me faz desistir
e choro
as vezes de cansaço
e canso as vezes da solidão
sozinho percebo o gemido
por mim pelo teu não
então sinto o frescor da noite
em pleno dia maestral
ensolarado de raios fulgidos,
estilhaçando meu falso quintal...
É a vida que deus me deu,
que grita por causa do sonhos,
pequenos que são meus
(Meu deus, quando vai perceber que Jesús foi tão homem...
Quanto este filho teu)
já não enxergo tão bem
e tenho apenas dezesseis anos
o meu amor inócuo
ainda teima em dormir
amor fraternal
que me faz desistir
e choro
as vezes de cansaço
e canso as vezes da solidão
sozinho percebo o gemido
por mim pelo teu não
então sinto o frescor da noite
em pleno dia maestral
ensolarado de raios fulgidos,
estilhaçando meu falso quintal...
É a vida que deus me deu,
que grita por causa do sonhos,
pequenos que são meus
(Meu deus, quando vai perceber que Jesús foi tão homem...
Quanto este filho teu)
quarta-feira, novembro 29, 2006
O oficio do poeta
trabalhar com as palavras
é o nosso oficio
e nos custa caro
silabas tônicas são toneladas
que nos assustam pela raridade na hora nescessaria
onde o poeta vai a porta
do reino das palavras e não encontra nada
resta invadir e pedir
só uma resposta...
qual é o nosso oficio?
é o nosso oficio
de lutar a cada dia
uma palavra!
duas alegrias!
três verdades; talvez uma...
Mas as vezes Deus com seus desmundos
fecha o mundo das letras e palavras
e diz:
"não poetarás agora"
clamo pela palavra
reclamo
"é meu ofício!"
mas não adianta reclamar
as palavras não nos vem
temos de procurar
as vezes é díficil
"estás sem inspiração",
mas esta é outra história...
Pois quando esta nos aparece
as palavras destroem a hora torta
e nos vem
como que de supetão
e fazem um poema
bom e aluvião
é meu caro
falei de inspiração...
e do oficio?
este nos custa a mão
(que de tanto escrever me dará l.e.r,
[lesão por esforço repetitivo])
é o nosso oficio
e nos custa caro
silabas tônicas são toneladas
que nos assustam pela raridade na hora nescessaria
onde o poeta vai a porta
do reino das palavras e não encontra nada
resta invadir e pedir
só uma resposta...
qual é o nosso oficio?
é o nosso oficio
de lutar a cada dia
uma palavra!
duas alegrias!
três verdades; talvez uma...
Mas as vezes Deus com seus desmundos
fecha o mundo das letras e palavras
e diz:
"não poetarás agora"
clamo pela palavra
reclamo
"é meu ofício!"
mas não adianta reclamar
as palavras não nos vem
temos de procurar
as vezes é díficil
"estás sem inspiração",
mas esta é outra história...
Pois quando esta nos aparece
as palavras destroem a hora torta
e nos vem
como que de supetão
e fazem um poema
bom e aluvião
é meu caro
falei de inspiração...
e do oficio?
este nos custa a mão
(que de tanto escrever me dará l.e.r,
[lesão por esforço repetitivo])
sexta-feira, novembro 24, 2006
Ao amor duvidado
as almas assumem,
assaz atadas,
algo acabado
assim alarmado
amor alquebrado
assume algozes amavelmente...
assaz atadas,
algo acabado
assim alarmado
amor alquebrado
assume algozes amavelmente...
quarta-feira, novembro 22, 2006
poeta baiano
poeta baiano
mal interpretado
leitor de alguns insanos
e outros menos difamados
poetinha baiano
ainda em formação
no futuro proximo
no dia da explicação
leitor de versos drummonianos
e de Damário da Cruz
poetinha baiano
que ainda crê em Jesús
mal interpretado
leitor de alguns insanos
e outros menos difamados
poetinha baiano
ainda em formação
no futuro proximo
no dia da explicação
leitor de versos drummonianos
e de Damário da Cruz
poetinha baiano
que ainda crê em Jesús
domingo, novembro 19, 2006
O que vi e não quero te contar
Desde já ou desde antes
não importa se percebi
eu nem me lembro ao certo quando,
mas sei que vi e re-vi
não era fato consumado
nem muito menos assunto pedante
também não era caso raro
era como um alto-falante
meu amigo também viu
não se importou nem um pouco
não era de sua feição,
mas a mim me consumiu
pouco a pouco o coração
morto já de antemão
não importa se percebi
eu nem me lembro ao certo quando,
mas sei que vi e re-vi
não era fato consumado
nem muito menos assunto pedante
também não era caso raro
era como um alto-falante
meu amigo também viu
não se importou nem um pouco
não era de sua feição,
mas a mim me consumiu
pouco a pouco o coração
morto já de antemão
sábado, novembro 18, 2006
sexta-feira, novembro 17, 2006
ninguém entende do amor
só o amante...
e só ele e apenas ele
sabe porque este anda errante
o poeta não é letrado
as palavras saem como são
e o amor por ser uma a mais
anda girando em vaguidão
por isso nego atenção
e penso que amar, na verdade,
é viver sem ter solidão
afinal quem nesse mundo,
que anda desconcertado,
não sofreu desta ilusão?
só o amante...
e só ele e apenas ele
sabe porque este anda errante
o poeta não é letrado
as palavras saem como são
e o amor por ser uma a mais
anda girando em vaguidão
por isso nego atenção
e penso que amar, na verdade,
é viver sem ter solidão
afinal quem nesse mundo,
que anda desconcertado,
não sofreu desta ilusão?
quinta-feira, novembro 16, 2006
Cidade do Salvador
és teu nome companheiro que tens aqui
entretanto mal versas sobre ela
esqueceu-a
em tuas leituras mal fadadas e tuas parabolas delirantes
No entanto ela prossegue infante
aguardando a cada instante um sinal, misero(que seja!),
de tua salvação.
Na ponta de cada farol
na proa dos barcos atracados no porto
nas vielas encimesmadas de teu centro impressionante
e nas passadas cansadas de teus andantes
em 1930 Campo Grande pouco tinha de tua maestria,
de teus encolossados edifícios e e de tuas fontes jorrantes.
Campo Grande ainda não era grande, mas era ele, intacto
aberrantemente igual em estílistica.
As pessoas passavam,
ainda em menor grau, mas talvez com parecidos sentimentos
e com parecidos passos,
cansados da labuta intensa da cidade grande
Salvador dos versos novos já não tem mais sete portões,
já não tem padres canibalizados
(talvez pedófilos engaiolados)
Jà não tem Igrejas como principal morada
e nem no pelourinho,
negros não tomam mais chibatadas,
mas entretanto continuas feia, Salvador,
o suburbio ferroviario mal utiliza seu trem e suas praias?
não mais comportam ninguém...
Sua região norte mal é vista como sua parte, tendo até jingles politiqueiros,
que se aproveitam das tuas miragens...
Salvador dos versos novos permanece igual, mas diferente em numero e grau
e espera, até não sei quando, a construção do metrô...
entretanto mal versas sobre ela
esqueceu-a
em tuas leituras mal fadadas e tuas parabolas delirantes
No entanto ela prossegue infante
aguardando a cada instante um sinal, misero(que seja!),
de tua salvação.
Na ponta de cada farol
na proa dos barcos atracados no porto
nas vielas encimesmadas de teu centro impressionante
e nas passadas cansadas de teus andantes
em 1930 Campo Grande pouco tinha de tua maestria,
de teus encolossados edifícios e e de tuas fontes jorrantes.
Campo Grande ainda não era grande, mas era ele, intacto
aberrantemente igual em estílistica.
As pessoas passavam,
ainda em menor grau, mas talvez com parecidos sentimentos
e com parecidos passos,
cansados da labuta intensa da cidade grande
Salvador dos versos novos já não tem mais sete portões,
já não tem padres canibalizados
(talvez pedófilos engaiolados)
Jà não tem Igrejas como principal morada
e nem no pelourinho,
negros não tomam mais chibatadas,
mas entretanto continuas feia, Salvador,
o suburbio ferroviario mal utiliza seu trem e suas praias?
não mais comportam ninguém...
Sua região norte mal é vista como sua parte, tendo até jingles politiqueiros,
que se aproveitam das tuas miragens...
Salvador dos versos novos permanece igual, mas diferente em numero e grau
e espera, até não sei quando, a construção do metrô...
domingo, novembro 12, 2006
no mais Pessoano verso...
pungitivo enclaustro branco
incalto encejo impuro
finado poema estanque
manifestamente obscuro
novo e pungitivo insumo
em seu eleito e seguro
caminho que arde no meio
ao caminhar pelos muros
E assim poetamos caminhios
no meio dos nossos passos
durante nossos espaços.
Nós poetas Pessoanos...
incalto encejo impuro
finado poema estanque
manifestamente obscuro
novo e pungitivo insumo
em seu eleito e seguro
caminho que arde no meio
ao caminhar pelos muros
E assim poetamos caminhios
no meio dos nossos passos
durante nossos espaços.
Nós poetas Pessoanos...
segunda-feira, outubro 09, 2006
Eu
Sò um garoto de dezesseis anos
perdido no mundo,
entre tantas frases, gracejos e poemas
sozinho por ter de andar só...
Acaso a vida é uma jornada?
O que faz deste poema poesia
não é o seu gracejo,
e sim sua falta de coragem
no fundo, no fundo, no fundo
és tão idiota quanto qualquer outro
E tão impuro quanto sua culpa imbecil.
perdido no mundo,
entre tantas frases, gracejos e poemas
sozinho por ter de andar só...
Acaso a vida é uma jornada?
O que faz deste poema poesia
não é o seu gracejo,
e sim sua falta de coragem
no fundo, no fundo, no fundo
és tão idiota quanto qualquer outro
E tão impuro quanto sua culpa imbecil.
segunda-feira, outubro 02, 2006
Esses tempos
novo tempo
ampla forma
nominalmente aterrorizante.
Brasil como nova norma
de catetos equidistantes
Simbiose multipla de forma
perene. Só mais um sinônimo
de negação. Sabedoria inversa
Nova promessa
de revolução.
Será essa eleição?
ampla forma
nominalmente aterrorizante.
Brasil como nova norma
de catetos equidistantes
Simbiose multipla de forma
perene. Só mais um sinônimo
de negação. Sabedoria inversa
Nova promessa
de revolução.
Será essa eleição?
sábado, setembro 23, 2006
O passo e o compasso II
Passe o compasso no ato do passo,
pois passo sem ato não é decisão
não ligue se o ato do passo for falso,
pois falso e não falso é só decisão
Escolha o caminho que te siga e persiga
não só o caminho que te aplaque àflição
pois em meio ao sentido de cada caminho
há letras cerradas do vinho ou do pão
Há escolhas e escolhas entre as tentativas
por um s(c)em-motivo de falta de amor
afinal se um anteparo se torna vazio
é porque bem no fundo o calor dissipou
pois passo sem ato não é decisão
não ligue se o ato do passo for falso,
pois falso e não falso é só decisão
Escolha o caminho que te siga e persiga
não só o caminho que te aplaque àflição
pois em meio ao sentido de cada caminho
há letras cerradas do vinho ou do pão
Há escolhas e escolhas entre as tentativas
por um s(c)em-motivo de falta de amor
afinal se um anteparo se torna vazio
é porque bem no fundo o calor dissipou
sexta-feira, setembro 22, 2006
cansaço
me dá um pouco do teu caminho
que este já tá meio chato
espetaculo meu de todo dia
dança com sono de toda tarde
acrósticos bem feitos
poemas vercejados em forma de paz
assaz aberrante
saudade dos tempos da lua,
mas está já ficou nova,
tão nova que nem mais reluz
reluzir nos tempos da lua
com madeiras podres e calcificadas
aberrante matéria de pouca piada
falar, falar, falar
vida besta, sonho nenhum;
verdades e mais verdades...
posso me cansar de procurar?
que este já tá meio chato
espetaculo meu de todo dia
dança com sono de toda tarde
acrósticos bem feitos
poemas vercejados em forma de paz
assaz aberrante
saudade dos tempos da lua,
mas está já ficou nova,
tão nova que nem mais reluz
reluzir nos tempos da lua
com madeiras podres e calcificadas
aberrante matéria de pouca piada
falar, falar, falar
vida besta, sonho nenhum;
verdades e mais verdades...
posso me cansar de procurar?
quinta-feira, setembro 21, 2006
venereo
poetar pelos ouvidos
na aula de matematica
difere do empedernido
sentido entrecortado
e com os os olhos no chão
sigo
não te venero
silêncio mal-disfarçado
do meu sentimento venereo
na aula de matematica
difere do empedernido
sentido entrecortado
e com os os olhos no chão
sigo
não te venero
silêncio mal-disfarçado
do meu sentimento venereo
terça-feira, setembro 19, 2006
qualquer saudade
no dia da vida amarga
vivo a procura de paz,
mas a paz é sempre retorcida
no dia ruim do domingo
pergunto quase sem jeito,
cem dias que batem em meu peito?
no dia quase amargo
pergunto se haverá guerra
respondem-me que não
digo graças a deus?
vivo a procura de paz,
mas a paz é sempre retorcida
no dia ruim do domingo
pergunto quase sem jeito,
cem dias que batem em meu peito?
no dia quase amargo
pergunto se haverá guerra
respondem-me que não
digo graças a deus?
sábado, setembro 16, 2006
quinta-feira, setembro 14, 2006
RIO DE FOGO (Tyko, 14/09/05, meu pai que por sinal tem a manha de escrever como podem ver ai)
RIO DE FOGO
Tyko, 14/09/05
Planto-me meio amedrontado
No teu ser,
Procuru-te
Como um cão faminto,
Marco o teu corpo com cruzes de fogo
Forjadas pela minha boca!
Fiz-te vertente dos meus líquidos,
No leve rosado dos teu lábios,
No longo negro dos teus cabelos
Me abato num gozo louco e infindavel!
Fizeste fugir as sombras,
Acabar o estio.
Você me tornou uma flexa,
Que te penetra em todos os lugares
E em todas as direções e sentidos.
Tyko, 14/09/05
Planto-me meio amedrontado
No teu ser,
Procuru-te
Como um cão faminto,
Marco o teu corpo com cruzes de fogo
Forjadas pela minha boca!
Fiz-te vertente dos meus líquidos,
No leve rosado dos teu lábios,
No longo negro dos teus cabelos
Me abato num gozo louco e infindavel!
Fizeste fugir as sombras,
Acabar o estio.
Você me tornou uma flexa,
Que te penetra em todos os lugares
E em todas as direções e sentidos.
quarta-feira, setembro 06, 2006
O amor não pode morrer,
mas falta espaço pra ele
vive-se de tal forma que a sua forma de expressão
é na verdade um limiar de depuração
"o amor comeu todos os meus cartões de visita"
não sinto-me constrangido em lhe dizer que te amo
não,
na verdade à amo demais
e a culpa dessa merda toda
é a absoluta falta de humanidade dos nossos pais
"o amor comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome"
Na poesia encontramos calma
mas tanta calma que que me deixa irritado
pois a calma que encontramos
é a calma das almas encalacradas
mas falta espaço pra ele
vive-se de tal forma que a sua forma de expressão
é na verdade um limiar de depuração
"o amor comeu todos os meus cartões de visita"
não sinto-me constrangido em lhe dizer que te amo
não,
na verdade à amo demais
e a culpa dessa merda toda
é a absoluta falta de humanidade dos nossos pais
"o amor comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome"
Na poesia encontramos calma
mas tanta calma que que me deixa irritado
pois a calma que encontramos
é a calma das almas encalacradas
viver é ser.
poder é já consumicão
tristezas engaioladas
que entretem nossa solidão
Ter é ficar rico
rico de sí mesmo por convicção,
mas também é medo de outros caminhos
que se engajam na nossa visão
meus sentidos são esquadrinhados
e o serafismo de nossos destinos
são ao mesmo tempo encouraçados
ou estilhaçados por nossos desejos,
gracejos
que nos entretem por falta de paz
a paz que não faz parte da nossa viagem
de ter rimas e lutas encartes
pra uma luta maior
que iremos de mãos dadas?
poder é já consumicão
tristezas engaioladas
que entretem nossa solidão
Ter é ficar rico
rico de sí mesmo por convicção,
mas também é medo de outros caminhos
que se engajam na nossa visão
meus sentidos são esquadrinhados
e o serafismo de nossos destinos
são ao mesmo tempo encouraçados
ou estilhaçados por nossos desejos,
gracejos
que nos entretem por falta de paz
a paz que não faz parte da nossa viagem
de ter rimas e lutas encartes
pra uma luta maior
que iremos de mãos dadas?
terça-feira, setembro 05, 2006
Ao amor
as almas assumem,
assaz atadas,
algo acabado...
assim alarmado
amor alquebrado
assume algozes amavelmente...
assaz atadas,
algo acabado...
assim alarmado
amor alquebrado
assume algozes amavelmente...
segunda-feira, setembro 04, 2006
Sentido Inverso(pode ser de qualquer um, mas quem fez foi Damário Dacruz)
Inutíl o verso
na busca de você.
Se
teus ouvidos
escutam o que não digo.
Se teus olhos
miram o que não avisto.
Se teus labios
dizem o que não traduzo.
Se teus dedos
tocam o que não alcanço.
Inutil o verso
na busca de você
Se
o meu amor
Não grita
não vê
não fala
não pega
os teus sentidos.
Inutil você.
na busca de você.
Se
teus ouvidos
escutam o que não digo.
Se teus olhos
miram o que não avisto.
Se teus labios
dizem o que não traduzo.
Se teus dedos
tocam o que não alcanço.
Inutil o verso
na busca de você
Se
o meu amor
Não grita
não vê
não fala
não pega
os teus sentidos.
Inutil você.
domingo, agosto 27, 2006
vomito estes versos
pra não te entregar
menina linda que me fez ver:
a saudade é sílaba tônica do sonhar.
Enquanto isso?
agente vai levando...
com rezas, presas e vitrolas
ouvindo Jorge Ben aos sábados,
ou tocadeiras de viola
então peço-te, humildemente,
permissão...
perpassa em minha cabeça
algumas duvidas...
Será que sua saudade é verdadeira?
Não...
Preciso de um tempo...
e de uma vida sem culpa
pra não te entregar
menina linda que me fez ver:
a saudade é sílaba tônica do sonhar.
Enquanto isso?
agente vai levando...
com rezas, presas e vitrolas
ouvindo Jorge Ben aos sábados,
ou tocadeiras de viola
então peço-te, humildemente,
permissão...
perpassa em minha cabeça
algumas duvidas...
Será que sua saudade é verdadeira?
Não...
Preciso de um tempo...
e de uma vida sem culpa
quinta-feira, agosto 24, 2006
quarta-feira, agosto 23, 2006
Traduzir-se (poema de Ferreira Gullar muito bom)
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?
segunda-feira, agosto 21, 2006
Via Magia(ou uma forma de voltar atrás)
o que nos dá nessa escola
que a saudade é constante
que o amar é pedante
que o poeta é sincero
o que que há nessa magia
que nos traz alegria
só de estar lá
eu pensei em fazer um soneto
mas este é preso demais
então lembrei que a saudade
é uma forma de voltar atrás
mas então poeta,
que fala sozinho,
escolha um caminho:
só um caminho!
já não podes voltar
escolha um problema
escolha uma solução
não têm mais sentido;
viver nessa solidão
que a saudade é constante
que o amar é pedante
que o poeta é sincero
o que que há nessa magia
que nos traz alegria
só de estar lá
eu pensei em fazer um soneto
mas este é preso demais
então lembrei que a saudade
é uma forma de voltar atrás
mas então poeta,
que fala sozinho,
escolha um caminho:
só um caminho!
já não podes voltar
escolha um problema
escolha uma solução
não têm mais sentido;
viver nessa solidão
quinta-feira, agosto 17, 2006
desabafo sem nome e impossivel de nomear (um desafio aos psicanalistas)
a morte mar e furia
no norte
da tua candura
suporte
das estruturas
escolte
o que te usura
não folgue não lenha a dura
não solte não siga a cura
se enforque nas pestilentas
nem sobre nas tuas horrendas
maldades do meio-dia
no norte
da tua candura
suporte
das estruturas
escolte
o que te usura
não folgue não lenha a dura
não solte não siga a cura
se enforque nas pestilentas
nem sobre nas tuas horrendas
maldades do meio-dia
terça-feira, agosto 15, 2006
pra voltar com mais coragem?
aqui estou eu
no alto do condomínio
buscando raízes intoxicadas
e madeiras podres de fim de sábado
Pensei em fumar um cigarro
Assim meu deus pergunta
que duvida?
pois nos montes mais altos
É que o vento sopra forte
mas não me dá coragem
É que meu verso pergunta primeiro
matreiro,
mas por falta de aconchego, emudeço.
E emudecido hei de ficar
no alto do condomínio
buscando raízes intoxicadas
e madeiras podres de fim de sábado
Pensei em fumar um cigarro
Assim meu deus pergunta
que duvida?
pois nos montes mais altos
É que o vento sopra forte
mas não me dá coragem
É que meu verso pergunta primeiro
matreiro,
mas por falta de aconchego, emudeço.
E emudecido hei de ficar
segunda-feira, agosto 14, 2006
poema exato
Não tem mais sentido.
O verborragico sentido mudo,
que surdo...
pensa que fazer
é saber que sabe o saber
errado.
Calado
prossigo sentado
e penso que quatro horas tenho teatro
O verborragico sentido mudo,
que surdo...
pensa que fazer
é saber que sabe o saber
errado.
Calado
prossigo sentado
e penso que quatro horas tenho teatro
domingo, agosto 13, 2006
Na noite mais rubra de um menino calado
na hora mais finda
da noite mais linda
que o sol consumiu
resplandece a coragem
que o coração repartiu
Na noite mais clara
da agua salgada
que ainda teima em achar
por estrelas no amar
sequer se pergunta:
Se o dia calreou...
No sol mais bonito
que caiou sobre nós
desmanchou na cegueira
e ficamos sós
da noite mais linda
que o sol consumiu
resplandece a coragem
que o coração repartiu
Na noite mais clara
da agua salgada
que ainda teima em achar
por estrelas no amar
sequer se pergunta:
Se o dia calreou...
No sol mais bonito
que caiou sobre nós
desmanchou na cegueira
e ficamos sós
segunda-feira, agosto 07, 2006
sexta-feira, agosto 04, 2006
passada a hora proposta
pro sonho realizar
meu peito aquece a boca
e me faz querer falar
- O quê?
não é a alma estrabica
o coração repartido
a sua solidão(porque não?)
não é o meu sonho sem nexo
meu amor em anexo(obrigado anadora)
meu canto fulgaz...
não é o singelo desejo
o culpado gracejo
a minha liberdade...
(ou tua saudade?)
não se trata deste poema
de tua vida pequena
desta merda sem paz
assaz...
gritante e mal cheirosa
que em dia de rima sem prosa
me faz ter de gritar
(te quero?)
pro sonho realizar
meu peito aquece a boca
e me faz querer falar
- O quê?
não é a alma estrabica
o coração repartido
a sua solidão(porque não?)
não é o meu sonho sem nexo
meu amor em anexo(obrigado anadora)
meu canto fulgaz...
não é o singelo desejo
o culpado gracejo
a minha liberdade...
(ou tua saudade?)
não se trata deste poema
de tua vida pequena
desta merda sem paz
assaz...
gritante e mal cheirosa
que em dia de rima sem prosa
me faz ter de gritar
(te quero?)
quarta-feira, agosto 02, 2006
Além da Marxa (Epopéia de uma poesia)
Ainda que seja inóspito,
hospitaleiro e boçal,
o meu poema não passa de nena
quase-poema épico-banal
reune em si algo de nada,
O tudo deixou escapar.
Lendario esquema de manter-se a cena
juventude no intuito de mudar
Rigidez plástica onomatopeia,
bumbumbun claclacla
idílico de falar das moças;
do fundo do beco no além do além-mar
Não costuma ser sempre poesia:
fusão, união, penar.
Não procura mudança de forma
e o conteúdo chegou sem chegar
legado de som tropicalfernalha,
nem se importa com o que há de será,
É geral do vandréguardista
Na pista!
da raive pulsar...
ligadão de ser surfista
broto, maronha, fuder sem fumar
Camisa de colo morena da lista
biquini sinistro e sem se importar
homens sem visto e nuzinhos no mar
petrificando a visão de quem não quer se vê
Rimar perfeitas, além de 'm' e 'a',
na singela tentativa de ter algo em você
Mudanças de tom
No saber axioMarxico
Que o conteúdo é que passa
com um som mais-legal
hospitaleiro e boçal,
o meu poema não passa de nena
quase-poema épico-banal
reune em si algo de nada,
O tudo deixou escapar.
Lendario esquema de manter-se a cena
juventude no intuito de mudar
Rigidez plástica onomatopeia,
bumbumbun claclacla
idílico de falar das moças;
do fundo do beco no além do além-mar
Não costuma ser sempre poesia:
fusão, união, penar.
Não procura mudança de forma
e o conteúdo chegou sem chegar
legado de som tropicalfernalha,
nem se importa com o que há de será,
É geral do vandréguardista
Na pista!
da raive pulsar...
ligadão de ser surfista
broto, maronha, fuder sem fumar
Camisa de colo morena da lista
biquini sinistro e sem se importar
homens sem visto e nuzinhos no mar
petrificando a visão de quem não quer se vê
Rimar perfeitas, além de 'm' e 'a',
na singela tentativa de ter algo em você
Mudanças de tom
No saber axioMarxico
Que o conteúdo é que passa
com um som mais-legal
terça-feira, agosto 01, 2006
a pergunta que não quer calar
Era um grupinho de meninos, de uns 9 a 10 anos, jogando conversa fora(se é que se joga conversa fora com essa idade) e acreditem! Já falavam de mulheres... É meu caro hoje em dia já não se tem mais idade pra essas coisas não, só não falavam sobre sexo porque não sabiam o real significado de ter um pau(não tinham, como eu, puberdade precoce). Papo vai, papo vem, até que um pimpolho solta um peido, desses que são raros: altos e fedidos. No momento houve aquela geral gargalhada, uns taparam o nariz, outros bateram na bunda do infeliz na tentativa, fracassada é claro, de acabar o fedor: não se enganem, eles ainda são apenas menininhos de uns 9 a 10 anos. Até que num instante luminoso, desses que se abatem numa conversa e todos têm o mesmo pensamento, mesmo sem perceber isso na situação(é, acontece na conversa desses meninões também) todos ficaram calados, matutando com seus botões e criando suas pequenas-grandes duvidas... Mas foi só um, corajoso e destemido garotinho, que fez a criativa e famigerada pergunta que pousara nas cabeças (não tão) inocentes de todos os mini-garotões presentes na situação:
- Será que elas cagam também?
Não houve resposta, e desse dia em diante foi-se descoberto(ou decretado) o motivo, porquê todos os homens duvidam de sua masculinidade.
- Será que elas cagam também?
Não houve resposta, e desse dia em diante foi-se descoberto(ou decretado) o motivo, porquê todos os homens duvidam de sua masculinidade.
segunda-feira, julho 31, 2006
Hora devassa
no dia de inverno
o efeito foi contrario
a vontade, o desejo, o incerto
se serviu na hora da aula
às onze e trinta e um,
parecia ser só mais um,
baseado mal fumado
o efeito foi contrario
a vontade, o desejo, o incerto
se serviu na hora da aula
às onze e trinta e um,
parecia ser só mais um,
baseado mal fumado
sexta-feira, julho 28, 2006
fim de baba
no fim do jogo a raiva sobreveio
o calor do odio retorcido
esbravejava em seu desespero
de lamurias, injurias, promessas e um pau:
com um prego na ponta,
mesmo já sendo demais da conta,
sua sorte foi desistir
esquecer da dor
se lembrar da filha
que quem sabe?
(não sei)
te esperava em casa
o calor do odio retorcido
esbravejava em seu desespero
de lamurias, injurias, promessas e um pau:
com um prego na ponta,
mesmo já sendo demais da conta,
sua sorte foi desistir
esquecer da dor
se lembrar da filha
que quem sabe?
(não sei)
te esperava em casa
quinta-feira, julho 27, 2006
pensamentos escrementosos
Loucuras enrolada numa seda?
Essa frase já tá gasta
Belezas tenras da flor da idade?
Já não produz mais bons poemas
Sinceridade velada em forma de mentira?
Foi-se embora na pessoa do Pessoa
Falta de inspiração?
Ô...
Foi o tema que escolhi
Essa frase já tá gasta
Belezas tenras da flor da idade?
Já não produz mais bons poemas
Sinceridade velada em forma de mentira?
Foi-se embora na pessoa do Pessoa
Falta de inspiração?
Ô...
Foi o tema que escolhi
menininha
a beleza é a realeza de sua majestade
ou como preferir...
o sorriso é sempre de criança
e a voz rouquinha que chega a me dar arrepios
menina pequena dos olhos d'agua
que quando sorri chega a se consumir
me dá um pouquinho do teu coração
que o meu já pertenci a ti
ou como preferir...
o sorriso é sempre de criança
e a voz rouquinha que chega a me dar arrepios
menina pequena dos olhos d'agua
que quando sorri chega a se consumir
me dá um pouquinho do teu coração
que o meu já pertenci a ti
domingo, julho 23, 2006
Brasil Desconstruído
Só Brasil ong a morte
Só Brasil ong a sina
Só Brasil ong a sorte
Ola Massal, Sem vida
Só Brasil ong a sina
Só Brasil ong a sorte
Ola Massal, Sem vida
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